CHINA-I. O Gabinete da Comissão de Segurança no Trabalho, subordinado ao Conselho de Estado, decidiu supervisionar a investigação do incêndio que matou 28 pessoas na quinta-feira numa fábrica de calçado na cidade de Jinjiang, província de Fujian, informou o Ministério da Gestão de Emergências. Segundo a agência Xinhua, o proprietário da fábrica “Fujian Huiteng” e os gestores da empresa foram detidos e as contas bancárias da companhia congeladas. No momento do incêndio estavam no edifício 237 trabalhadores e dois visitantes. O Presidente Xi Jinping exigiu uma investigação rápida e afirmou que os responsáveis serão “rigorosamente responsabilizados”.

CHINA-II. Pequim classificou novamente como “ilegal, nula e sem força vinculativa” a decisão proferida em 2016 pelo Tribunal Permanente de Arbitragem, em Haia, favorável às Filipinas, num processo relativo a várias zonas disputadas no mar do Sul da China. Mao Ning, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, afirmou que a China “não aceita nem reconhece” a decisão e também não aceitará “quaisquer reivindicações ou acções baseadas no acórdão”. “O chamado acórdão não tem qualquer relação com o Código de Conduta”, afirmou, instando os EUA a não utilizarem a decisão para “criar obstáculos” à conclusão desse mecanismo.

CHINA-III. O chefe da diplomacia das Ilhas Salomão está a visitar a China até quarta-feira, numa altura em que Pequim e Austrália disputam influência no arquipélago do Pacífico. A porta-voz da diplomacia chinesa Mao Ning afirmou que a visita de Nelson Houenipwela decorre a convite do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi. Mao afirmou que a China e as Ilhas Salomão são “parceiros estratégicos abrangentes baseados no respeito mútuo e no desenvolvimento comum”.

HONG KONG-I. Os condutores de veículos comerciais terão de se submeter a exames físicos a partir dos 65 anos para manterem as cartas de condução, segundo uma proposta do governo que visa aumentar a segurança rodoviária. Actualmente, apenas as pessoas com 70 ou mais anos precisam de apresentar um atestado de aptidão física. Segundo um documento submetido ao Conselho Legislativo, as cartas de condução terão uma validade de três anos para condutores comerciais dos 65 aos 67 anos e de dois anos para os da faixa etária dos 68 aos 69 anos.

HONG KONG-II. A Comissão Reguladora dos Valores Mobiliários da China aprovou o pedido da Shein para a entrada na Bolsa de Hong Kong, onde a empresa quer vender até 341,6 milhões de acções, anunciou a retalhista. A empresa também tem a ambição de ser cotada nas bolsas de Nova Iorque e Londres, mas este objectivo tem sido travado por questões regulatórios. Fundada em 2012, a Shein, que tem sede em Singapura, é uma empresa de moda que está presente em mais de 150 países.

JAPÃO-I. A Câmara Baixa do Japão aprovou a revisão da Lei da Casa Imperial para manter a sucessão masculina, apesar da escassez de herdeiros masculinos. A proposta recebeu luz verde da coligação governamental, formada pelo Partido Liberal Democrático e Partido da Inovação do Japão, e foi enviada à Câmara Alta para aprovação final, informou a agência Kyodo. Ao abrigo do diploma, a família poderá adoptar descendentes masculinos de ramos antigos do agregado e as mulheres manterão o estatuto imperial mesmo casando com plebeus.

JAPÃO-II. Os gastos individuais dos visitantes estrangeiros na capital do Japão subiram 9,6% entre 2024 e 2025, para 199.874 ienes (quase 10 mil patacas), durante uma estadia média de cerca de sete noites, segundo um inquérito do Governo Metropolitano de Tóquio. Os visitantes da China foram os que mais gastaram entre os 20 países e regiões abrangidos pelo inquérito, apesar de uma queda de 8,8% para 267.757 ienes (13.400 patacas) nas despesas.

COREIA DO SUL. O Ministério Público pediu 13 anos de prisão para Han Hak-ja, líder da Igreja da Unificação, por acusações que incluem alegados subornos a Kim Keon-hee, esposa do ex-presidente detido Yoon Suk-yeol. Han foi indiciado pela alegada entrega, através de um intermediário, de um colar e malas de luxo a Kim, em Julho de 2022, enquanto solicitava apoio para assuntos relacionados com a igreja, informou a agência Yonhap. Han também terá coordenado a alegada entrega de 100 milhões de wons (537 mil patacas) a um deputado que já tinha sido condenado a dois anos de prisão por receber os fundos de forma ilegal.

COREIA DO NORTE. A Coreia do Norte vai expandir as funções da sua agência de inteligência contra “potenciais inimigos”, informou a agência oficial KCNA, numa medida vista como uma tentativa de reforçar a recolha de informações contra a Coreia do Sul. A discussão ocorreu na primeira reunião alargada da nona Comissão Militar Central, presidida pelo líder Kim Jong-un, para abordar formas de melhorar a prontidão de combate e a modernização do exército norte-coreano, incluindo o aperfeiçoamento radical das capacidades de reconhecimento militar e de inteligência.

VIETNAME. Quinze pessoas morreram no sábado no Vietname depois de uma lancha com turistas indianos se ter virado ao largo da costa da ilha de Phu Quoc, informaram as autoridades. A embarcação, que transportava 32 turistas indianos e quatro tripulantes, sofreu uma avaria por volta das 13h00 locais, quando se dirigia para o porto de An Thoi, na ponta sul da ilha. A avaria fez com que a lancha virasse, lançando todos os ocupantes para o mar. A Guarda Costeira do porto de An Thoi informou que 21 pessoas foram resgatadas.

MONGÓLIA. O Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, e o homólogo mongol, Ukhnaagiin Khürelsükh, reuniram-se em Ulan Bator, no quadro de uma visita oficial durante a qual Seul procura estreitar a cooperação em minerais críticos, cadeias de abastecimento e segurança regional. Khürelsükh mostrou-se convicto de que a visita de Lee consolidará a cooperação bilateral e abrirá uma “nova etapa” no relacionamento, segundo a agência Montsame. Lee, por sua vez, vincou a intenção de reforçar as relações com a Mongólia, que descreveu como um “parceiro estratégico”.

FILIPINAS-I. Pelo menos 15 pessoas morreram num aluimento de terras na ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, devido às chuvas fortes causadas pela passagem do tufão Bavi, disse à AFP o director regional da protecção civil, Rodrigo Sosmena. Pelo menos seis foram dadas como desaparecidas.

FILIPINAS-II. As Filipinas reportaram um surto de gripe aviária H5N1 altamente patogénica entre aves domésticas na província de Mindoro Oriental, informou a Organização Mundial de Saúde Animal, depois da Austrália ter confirmado o primeiro caso do vírus mortal H5N1 numa ave marinha local. O caso nas Filipinas foi detetado num lote de 39 aves na cidade de Capalan. Todas as aves foram abatidas por precaução.

PAQUISTÃO. As forças de segurança paquistanesas lançaram uma operação de grande escala na instável província do Baluchistão, onde afirmam ter matado pelo menos 88 suspeitos de insurgência em resposta ao recente ataque que matou 27 polícias. O ministro-chefe do Baluchistão, Sarfraz Bugti, confirmou dezenas de mortes na sexta-feira e informou que as forças de segurança frustraram outra tentativa de ataque a uma esquadra de polícia na região.

BANGLADESH. O Bangladesh já registou 746 mortes relacionadas com o sarampo, desde o início do surto em Março, segundo a Direcção-Geral dos Serviços de Saúde. Pelo menos 93 crianças morreram devido ao sarampo e 653 com sintomas compatíveis com a doença. O país registou quase 13.200 casos confirmados de sarampo e outros 109.000 suspeitos desde 15 de Março. Especialistas em saúde pública explicaram à EFE que o surto é o resultado cumulativo de anos de insucesso na obtenção da imunidade de grupo entre as crianças pequenas através da vacinação.

NOVA ZELÂNDIA. A Índia e a Nova Zelândia anunciaram no sábado que elevaram as suas relações bilaterais para o nível de “parceria estratégica”, após uma reunião entre os seus Primeiros-Ministros, Narendra Modi e Christopher Luxon, respectivamente, em Auckland. O anúncio, apoiado por um roteiro para 2030 e mecanismos de diálogo, entre outros pontos, ocorreu durante a visita de Modi à Nova Zelândia, a primeira de um líder indiano em quatro décadas, e segue-se à assinatura de um acordo de comércio livre pelos dois países em Abril.

FRANÇA-I. As autoridades francesas detiveram 32 pessoas suspeitas de terem provocado incêndios florestais desde o início do Verão, enquanto o Presidente Emmanuel Macron reiterou no sábado que 90% dos incêndios são causados ​​por humanos e apelou à responsabilidade cívica numa altura em que o país enfrenta um risco extremo devido à onda de calor e à seca. Os incêndios florestais no país já consumiram este ano o dobro da superfície em comparação com o mesmo período de 2025, segundo o director-geral da Segurança Civil.

FRANÇA-II. O senador francês Francis Szpiner, figura proeminente da direita francesa, foi acusado de corrupção passiva por suspeitas de ter oferecido habitação social em troca de sexo com uma mulher quando era presidente da câmara do 16º distrito de Paris, um dos mais exclusivos. Segundo um comunicado da procuradora de Paris, Laure Beccuau, o caso terá ocorrido entre Fevereiro e Maio de 2023. Os investigadores afirmam que Szpiner terá condicionado a concessão de habitação social à obtenção de favores sexuais, crime punível com até 10 anos de prisão e uma multa de um milhão de euros. A mulher envolvida foi também acusada de alegada corrupção activa.

SÉRVIA. O Presidente sérvio atribuiu a estagnação do processo de integração do seu país na União Europeia (UE) à recusa de Belgrado em impor sanções à Rússia. “A condição fundamental é sempre, como devem saber, sanções contra a Rússia… Essa é a única condição. Contra a Rússia e a Bielorrússia”, disse Aleksandar Vucic em declarações à TV Pink. Vucic estimou que há poucas hipóteses de a UE abrir o terceiro capítulo das negociações de adesão este mês. Recentemente, o Parlamento Europeu alertou que o processo está paralisado não só pela falta de alinhamento com a política externa europeia, mas também pelo retrocesso democrático, pela fragilidade das instituições e erosão das liberdades na Sérvia.

MOLDÁVIA. A União Europeia decidiu abrir um novo bloco temático, abrangendo as relações externas e as políticas de segurança e defesa nas negociações para a adesão da Ucrânia e da Moldávia ao bloco. Isto implicará também o encerramento dos capítulos relativos ao Montenegro e à Albânia. No total, existem seis clusters ou blocos temáticos que organizam os 35 capítulos técnicos que compõem o processo de adaptação de um país candidato à legislação europeia, embora a sua abertura não siga uma ordem fixa.

UCRÂNIA. O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) e a polícia detiveram mais quatro pessoas por envolvimento no ataque a um grupo de recrutadores militares ocorrido na quarta-feira na cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia. Os quatro detidos, que se juntam a outro homem detido na quinta-feira, têm entre 21 e 45 anos. Um deles, de 28 anos, tinha desertado da sua unidade militar. O incidente reacendeu as preocupações sobre os abusos cometidos pelos recrutadores e a hostilidade que estas patrulhas, compostas por militares e polícias, provocam em grande parte da população ucraniana.

TURQUIA. A investigação sobre alegada corrupção em municípios controlados pelo principal partido da oposição turca chegou no sábado a Ancara com a detenção do presidente da câmara de Çankaya, distrito mais populoso da capital, numa operação que o partido social-democrata CHP descreve como politicamente motivada. O Ministério Público de Ancara anunciou a emissão de mandados de detenção para 36 pessoas, incluindo o presidente da Câmara de Çankaya, Hüseyin Can Güner, por alegados crimes de criação e participação em organização criminosa, recebimento e oferta de subornos e manipulação de concursos públicos. A repressão de municípios controlados pelo CHP, que já resultou em centenas de detenções, tornou-se uma importante fonte de tensão política na Turquia.

NICARÁGUA. O advogado húngaro Reed Bródy, membro do Grupo de Peritos em Direitos Humanos na Nicarágua, apoiado pela ONU, denunciou a remoção em massa dos advogados do registo do Supremo Tribunal da Nicarágua, o que os impede de exercer advocacia. Bródy, conhecido como o “caçador de ditadores”, afirmou à EFE que o Supremo Tribunal retirou os advogados do registo judicial sem aviso prévio. “Já fecharam ONG, universidades, órgãos de comunicação social e igrejas (na Nicarágua). Agora é a vez dos advogados. É o mesmo método: eliminar, sem qualquer processo, qualquer pessoa que se possa interpor entre o poder e o cidadão”, alertou. Pelo menos 2.000 advogados terão sido retirados do registo do Supremo, de acordo com denúncias feitas à imprensa nicaraguense por profissionais afectados e fontes judiciais.

SENEGAL. O Conselho Constitucional do Senegal declarou inconstitucional a lei que reviu a Constituição, aprovada em Junho pela Assembleia Nacional, que procurava expandir o papel do parlamento e reduzir os poderes presidenciais. A reforma foi rejeitada por ignorar o procedimento de “voto bloqueado” – que exige que o Parlamento vote o projecto de lei tal como apresentado pelo Executivo – e por não fornecer justificação financeira para o aumento da despesa pública sem esclarecer a origem dos fundos.