CHINA-I. Um deslizamento de terras na província de Gansu provocou 21 mortos e sete feridos ligeiros, após soterrar 33 pessoas na manhã de terça-feira, anunciaram ontem as autoridades, no final das operações de busca e resgate. Segundo a agência Xinhua, as equipas de salvamento retiraram todas as pessoas soterradas, tendo cinco pessoas escapado sem ferimentos. O deslizamento ocorreu na aldeia de Renzang, sob administração da cidade de Longnan. O jornal “Beijing News” noticiou que as vítimas integravam um grupo que se deslocava para uma zona florestal para remover árvores secas. Segundo o diário, não se registaram precipitações na área antes do deslizamento, cuja causa continua por apurar.

CHINA-II. Um segundo sismo de magnitude 5 atingiu ontem a cidade de Yibin, na província de Sichuan, poucas horas após outro abalo idêntico, que provocou dois feridos ligeiros. Segundo o Centro de Redes Sismológicas da China, o primeiro tremor ocorreu às 06:12 e o segundo às 10:08, ambos com epicentro no distrito de Gaoxian e a profundidades de oito e seis quilómetros, respectivamente. No domingo, a província registou três sismos no município de Mianzhu, com magnitudes de 4,5, 4,0 e 4,5. Em Maio de 2008, Sichuan foi atingida por um sismo de magnitude 8, que causou mais de 90 mil mortos e desaparecidos.

CHINA-III. Pequim considerou que a visita do ministro dos Negócios Estrangeiros à Dinamarca, Suécia, Finlândia e Noruega gerou “consenso e resultados positivos” para fortalecer uma relação “saudável, estável e sustentável” com os países nórdicos, numa altura de tensões entre Pequim e a Europa. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Mao Ning, descreveu a visita de Wang Yi como uma forma de “aprofundar a confiança mútua” e “expandir a cooperação”. Segundo Mao, os quatro países manifestaram disponibilidade para manter intercâmbios de alto nível, reforçar a comunicação estratégica e expandir a cooperação.

HONG KONG-I. Uma mulher admitiu ser culpada de branqueamento de capitais num caso decorrente de uma conspiração de um prisioneiro para simular crimes por forma a que outros reclusos denunciassem os casos falsos à polícia em troca de reduções da pena. Cheng Lok-lam, de 27 anos, está entre as cinco pessoas processadas pela Comissão Independente Contra a Corrupção (ICAC) pelo esquema, que decorreu entre 2021 e 2022. Segundo a ICAC, Cheng e um cúmplice movimentaram cerca de 320.000 HKD em lucros ilícitos.

HONG KONG-II. Uma clínica de fertilização em Hong Kong foi obrigada a suspender a maioria dos seus serviços e a apresentar um relatório de investigação, depois de amostras de embriões enviadas para o laboratório para testes genéticos não terem correspondido ao ADN dos alegados pais. O erro, ocorrido em Maio, envolveu a “Heal Fertility”, uma das 19 clínicas licenciadas para prestar serviços de reprodução assistida em Hong Kong.

JAPÃO-I. A linha ferroviária de levitação magnética (maglev), que visa ligar Tóquio à cidade central de Nagoya e cujos comboios poderão viajar a velocidades de até 500 km/h, recebeu uma importante aprovação regional para a sua construção. A falta dessa aprovação tinha atrasado o projecto durante anos. O governador da província de Shizuoka, Yasutomo Suzuki, disse na assembleia local que aprovou o início da construção e planeia assinar um acordo de protecção ambiental com a Central Japan Railway, segundo o jornal Nikkei.

JAPÃO-II. O chefe de uma ONG japonesa e outros dois homens foram detidos por alegadamente intermediarem um transplante de órgãos no Camboja em troca de uma compensação, noticiou a agência Kyodo. Hiromichi Kikuchi, principal suspeito, de 66 anos, já cumpria uma pena de oito meses de prisão depois de ter esgotado os recursos contra uma condenação de 2023 por intermediar transplantes de órgãos na Bielorrússia sem permissão do governo. De acordo com a lei japonesa, os órgãos de dadores em morte cerebral ou falecidos podem ser usados para transplantes com a aprovação do ministro da Saúde. Porém, a venda de órgãos e a intermediação remunerada são proibidas.

COREIA DO NORTE. Um comentário publicado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA criticou a expansão militar do Japão, afirmando que a sua agressão no estrangeiro “não é hipotética, mas sim realidade”, citando os planos nipónicos para desenvolver submarinos não tripulados capazes de realizar ataques anti-navio. A KCNA acusou Tóquio de abandonar a sua doutrina, há muito professada, de política exclusivamente defensiva e de transformar as suas forças armadas numa “força totalmente ofensiva e agressiva”.

COREIA DO SUL. Os representantes dos trabalhadores sul-coreanos reduziram a sua proposta para o salário mínimo no país em 2027 para 11.450 won por hora (61,1 patacas), diminuindo a diferença em relação à proposta da administração para 990 won (5,3 patacas). A remuneração mínima é definida anualmente pela Comissão do Salário Mínimo, constituída por representantes dos sectores sindical, empresarial e de interesse público. O salário/hora mínimo de 2026 (10.320 won) representou um aumento anual de 2,9%.

FILIPINAS. A vice-presidente das Filipinas, Sara Duterte, adoptou um tom desafiador ao fazer uma breve aparição no Senado na terça-feira, declarando-se “ensanguentada, mas não derrotada” pouco antes da retoma do seu julgamento de ‘impeachment’. No segundo dia do julgamento – cujo resultado pode determinar se se candidatará à presidência em 2028 – os procuradores abordaram as alegações de que Duterte ameaçou a vida do presidente Ferdinand Marcos Jr., da primeira-dama e de um ex-presidente da Câmara dos Representantes.

ÍNDIA. O Supremo Tribunal de Deli ordenou o desbloqueio da conta no X do ‘Partido Popular das Baratas’ (CJP), movimento satírico indiano com milhões de seguidores nas redes sociais que tem liderado protestos contra o sistema educativo do país. A conta foi bloqueada a 21 de Maio, poucos dias após a sua criação, a pedido do governo central, que argumentou que as suas publicações poderiam gerar “caos” entre estudantes e pais durante o exame nacional de admissão às faculdades de medicina. O CJP, que tinha então mais de 200 mil seguidores no X e conta agora com quase 22 milhões no Instagram, classificou o bloqueio como um acto de censura política.

INDONÉSIA. As autoridades indonésias estão em alerta após um recente aumento da actividade do vulcão Anak Krakatoa, localizado no estreito que separa as ilhas de Sumatra e Java. A sua erupção em 2018 desencadeou um tsunami que matou 426 pessoas. O vulcão, situado numa pequena ilha que se eleva cerca de 100 metros acima da água, registou cinco erupções na quarta-feira, acompanhadas por pequenos sismos, informou o Centro Indonésio de Vulcanologia.

SRI LANKA. A rebelião que deixou 26 mortos e dezenas de feridos numa prisão do Sri Lanka foi provocada por um confronto entre dois grupos devido ao contrabando de droga dentro da penitenciária, disse o Ministro da Justiça e Integração Nacional, Harshana Nanayakkara, no parlamento. As investigações iniciais mostram que a rixa começou quando alguns reclusos vazaram informações sobre tentativas de contrabando de drogas para dentro da prisão para os funcionários, o que irritou um segundo grupo de prisioneiros.

PAQUISTÃO. Pelo menos nove polícias e 15 alegados insurgentes foram mortos num ataque nocturno de um grupo armado a uma esquadra de polícia na província do Baluchistão, no sudoeste do Paquistão, disse à EFE o porta-voz do governo regional, Shahid Rind. O ataque ocorreu às primeiras horas da manhã de terça-feira contra um posto policial no remoto distrito de Ziarat, onde os atacantes se envolveram num intenso tiroteio com as forças de segurança, desencadeando uma caça ao homem na zona.

AUSTRÁLIA. A polícia australiana deteve um jovem de 22 anos na terça-feira por ter alegadamente escalado uma torre de 140 metros de altura de uma ponte suspensa na cidade de Melbourne e pintado nela um pássaro gigante de desenho animado. Uma conta de Instagram que publicou imagens da Ponte Bolte mostrou um homem com as pernas penduradas no topo da torre. Em publicações subsequentes, exigiu impostos mais baixos na Austrália e pediu que uma sanduíche de manteiga de amendoim fosse entregue por drone antes de descer.

TURQUIA. A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) exigiu a libertação “imediata” dos jornalistas detidos na Turquia nas últimas semanas durante várias rusgas policiais e manifestações na véspera da cimeira da NATO. “O jornalismo não é crime”, afirmou a FIJ, organização sediada em Bruxelas, num comunicado conjunto com a Federação Europeia de Jornalistas, que incluía notas de imprensa de três associações turcas filiadas. As federações jornalísticas signatárias condenaram a “intimidação e censura” dos repórteres, descreveram as detenções como “arbitrárias” e acrescentaram que constituem “uma violação flagrante dos direitos dos jornalistas e do direito do público à informação”.

ITÁLIA. O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos decidiu contra a Itália pelas suas acções contra uma associação maçónica que foi alvo de buscas e apreensões de documentos (em particular, os nomes e dados dos seus membros) por parte de uma comissão parlamentar que investiga a máfia. Os juízes decidiram que a Convenção Europeia dos Direitos Humanos foi violada, uma vez que o objectivo era legítimo, mas as medidas tomadas não possuíam “salvaguardas suficientes contra abusos e arbitrariedades”, necessárias numa sociedade democrática. A organização autora da ação, denominada Grande Oriente, é uma associação maçónica fundada em 1805 que coordena várias lojas por todo o país.

MOLDÁVIA. A Presidente da Moldávia, Maia Sandu, nomeou como Primeiro-Ministro interino Eugeniu Osmochescu, que também ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento Económico e Digitalização, depois da renúncia do anterior chefe do Governo, Alexandru Munteanu. Munteanu demitiu-se na passada sexta-feira, após um encontro com Sandu, no meio de críticas pela sua incapacidade de tirar o país da crise económica.

PAÍSES BAIXOS. Amesterdão autorizou a construção de um novo mega centro de dados. Quando estiver concluído, será um dos maiores da cidade e consumirá electricidade equivalente à utilizada pela maioria das casas da capital holandesa, cuja rede eléctrica está sobrecarregada. A empresa americana Equinix, que já opera nove centros de dados na área metropolitana de Amesterdão, obteve a licença para construir o complexo na zona de Amstel III, no distrito de Zuidoost, onde está também prevista a construção de até 8.000 casas nos próximos anos.

REINO UNIDO. O Banco de Inglaterra alertou que os rápidos avanços na inteligência artificial estão a aumentar os riscos para a estabilidade financeira, tanto devido ao crescente otimismo do mercado em relação a esta tecnologia como à maior vulnerabilidade do sistema financeiro a ataques cibernéticos. No seu relatório semestral, a instituição observou que algumas das vulnerabilidades que já tinha identificado para o final de 2025 se intensificaram, como as elevadas avaliações do mercado bolsista, o aumento dos empréstimos para investir em acções e as tensões nos mercados de crédito e dívida soberana.

CAZAQUISTÃO. O presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, poderá recandidatar-se nas próximas eleições presidenciais, agendadas para 2029, esclareceu o Tribunal Constitucional. Foi o próprio Tokayev que solicitou ao tribunal o esclarecimento de certas cláusulas da nova Constituição, aprovada em referendo em Março e que entrou em vigor a 1 de Julho. Tokayev, de 73 anos, é presidente do Cazaquistão desde Março de 2019.

QATAR. O Governo do Qatar acusou o Irão de atacar o petroleiro qatari ‘Al Rekayyat’ na terça-feira, enquanto este transitava junto ao Estreito de Ormuz. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Majed al-Ansari, afirmando que o Irão é “totalmente responsável, do ponto de vista legal, por este ataque e pelos danos e consequências daí resultantes”. O Gabinete de Segurança e Gestão Marítima do Reino Unido informou que, até à data, não se registaram impactos humanos ou ambientais decorrentes do incidente. Segundo o Qatar, o ataque pode ter causado danos estruturais na embarcação e foi realizado com um projéctil não identificado.

ISRAEL. Cerca de 72% dos israelitas acreditam que o exército do seu país deve manter uma “zona de segurança permanente” no sul do Líbano, de acordo com um inquérito publicado pelo Instituto da Democracia de Israel (IDI). O apoio sobe para 80% entre os inquiridos judeus israelitas, enquanto entre os palestinianos de Israel (conhecidos como árabes israelitas) desce para 32%, e uma pequena maioria (57,5%) acredita que Israel não deve permanecer no país vizinho. Em termos ideológicos, enquanto 89,5% dos judeus de direita apoiam a manutenção da chamada “zona segura”, apenas 50,5% dos judeus de esquerda são favoráveis.

MARROCOS. O Arcebispo de Rabat, Cristóbal López Romero, de 74 anos, decidiu afastar-se das suas funções religiosas públicas e actividades pastorais, enquanto a Igreja Católica investiga alegações de abuso sexual. “Não cometi qualquer agressão, violência ou assédio sexual”, declarou López Romero num breve comunicado à EFE, após ter sido acusado de “comportamento inadequado” por cinco mulheres adultas.

PARAGUAI. A senadora paraguaia Celeste Amarilla ameaçou processar o futebolista francês Kylian Mbappé por chamá-la de “mulher desprezível e indigna do seu cargo”, após ela recriminar a sua atitude anti-desportiva e descrevê-lo como “um camaronês colonizado”. “Os seus ataques constituem violência de género pura e dura contra uma mulher política que alcançou a sua posição através do voto popular do seu povo”, declarou a senadora, que se desculpou pelas declarações sobre o francês e pediu que o jogador faça o mesmo. “Eu retratei-me (…) foi um desatino”, disse. O atacante francês de 27 anos recusou cumprimentar o guarda-redes Orlando Gill depois da vitória dos ‘bleus’ nos oitavos de final do Mundial e gritou com os punhos cerrados na frente do jogador paraguaio.

CHILE. As autoridades chilenas desmantelaram uma célula criminosa associada ao gangue transnacional Tren de Aragua e detiveram cerca de 30 pessoas em quatro regiões do centro e sul do país. No total, 35 cidadãos chilenos e venezuelanos foram detidos por tráfico de droga, branqueamento de capitais e associação criminosa. A rede controlava a venda de droga em La Araucanía, tendo as substâncias entrado no Chile pela região norte do país e transitado pela Área Metropolitana antes de serem transportadas para as regiões do sul.