CHINA-I. O Presidente chinês e secretário-geral do Comité Central do Partido Comunista, Xi Jinping, presidiu na terça-feira a uma reunião do Politburo sobre o controlo das cheias e o combate à seca. Segundo a agência Xinhua, foram analisadas medidas para reforçar o controlo de cheias nos principais rios e lagos e destacada a necessidade de dar grande importância ao risco de alternância abrupta entre seca e cheia.

CHINA-II. A nova lei de “unidade étnica” entrou ontem em vigor na China, apesar de críticas internacionais que apontam para o risco de “assimilação forçada” das minorias no país. A Lei de Promoção da Unidade e do Progresso Étnico visa forjar uma identidade nacional “compartilhada” e formaliza políticas para promover o mandarim como o “idioma nacional comum”. Tipifica como crime a participação em “actividades terroristas violentas, actividades de separatismo étnico ou actividades de extremismo religioso”.

CHINA-III. O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, vai visitar a Dinamarca, Suécia, Finlândia e Noruega entre hoje e 8 de Julho para discutir as relações bilaterais e as questões internacionais com os seus homólogos. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros Guo Jiakun sublinhou que a amizade com estes países mantém “uma longa e rica história” com resultados profícuos em áreas como a transição verde, o comércio, o investimento e a inovação tecnológica.

HONG KONG-I. O deputado William Wong pediu desculpa após ter sido associado a um acidente de viação no campus da Universidade Chinesa na noite de segunda-feira. Fontes citadas pela emissora RTHK disseram que Wong, que é vice-reitor da faculdade de engenharia da universidade, foi detido por suspeita de condução sob o efeito do álcool depois de ter atingido dois carros num parque de estacionamento exterior do campus. Wong, de 66 anos, terá regressado a uma residência de estudantes após o acidente e recusou fazer o teste do alcoolímetro quando os polícias chegaram ao campus.

HONG KONG-II. O director do Gabinete de Ligação do Governo Central em Hong Kong, Zhou Ji, sublinhou que a RAEHK é valorizada pelo país e que o Presidente Xi Jinping se preocupa profundamente com a cidade. Num evento comemorativo do 29º aniversário da criação da RAEHK, Zhou disse que a cidade superou desafios e tornou-se uma das mais seguras do mundo, com um crescimento económico robusto. Hong Kong tem um futuro risonho sob o princípio “Um País, Dois Sistemas”, anteviu.

JAPÃO-I. O Governo japonês aprovou uma revisão da Lei da Casa Imperial que manterá a sucessão masculina, apesar da escassez de herdeiros masculinos na família. O projecto de lei inclui medidas para garantir a sustentabilidade do sistema da família imperial, permitindo que esta adopte descendentes do sexo masculino de ramos antigos da família e que as mulheres mantenham o seu estatuto imperial mesmo quando casam com plebeus.

JAPÃO-II. A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, assegurou que o Governo está “sempre” pronto para agir, “de forma apropriada”, quando necessário em resposta à queda do iene face ao dólar norte-americano. O dólar americano ultrapassou a marca dos 162 ienes pela primeira vez em cerca de 39 anos e meio, alimentando especulações sobre possíveis intervenções cambiais por parte das autoridades japonesas.

JAPÃO-III. Um homem foi encontrado morto no município de Aomori, norte do Japão, após um provável ataque de urso, anunciaram as autoridades, que registaram um aumento expressivo destes incidentes desde o início do ano. Dados compilados pelo Ministério do Ambiente mostram que pelo menos cinco pessoas morreram desde Abril em consequência de ataques de ursos. Um funcionário do governo local disse à AFP que foram encontradas marcas de mordidas de urso no corpo.

COREIA DO SUL-I. A nova Primeira-Ministra da Coreia do Sul iniciou ontem o mandato com a promessa de impulsionar o sector tecnológico, aproveitando a sua experiência na área, no meio do crescente investimento do país asiático em inteligência artificial (IA). Han Seong-sook, especialista em informática e ex-CEO da Naver, operadora do principal portal de internet do país declarou que vai ajudar a promover investimentos mais ousados ​​em IA e outras indústrias de alta tecnologia, bem como a eliminar as barreiras regulatórias à inovação, segundo a agência Yonhap.

COREIA DO SUL-II. A Coreia do Sul adiou na terça-feira o plano de lançamento de um foguetão espacial de combustível sólido devido a razões de segurança, informou o Ministério da Defesa, acrescentando que “foram detectados diversos problemas durante os preparativos finais”. O foguetão espacial Mir deveria ter descolado de um ferry na costa sul da Ilha de Jeju. A Coreia do Sul tem vindo a desenvolver o veículo de lançamento espacial de propelente sólido desde 2021 para colocar pequenos satélites de observação e vigilância em órbita terrestre baixa, abaixo dos 500 quilómetros.

COREIA DO NORTE. O comércio marítimo de carvão e minerais da Coreia do Norte intensificou-se apesar das sanções internacionais, coincidindo com a aproximação de Pyongyang à China e Rússia e com o recente esforço do líder do país, Kim Jong-un, para modernizar as minas nacionais, segundo uma ONG sul-coreana. O número de grandes embarcações detectadas nos cinco principais portos norte-coreanos subiu de 783 em 2019 para 3.756 em 2025, de acordo com o relatório “Sanções Navegantes” da Aliança Cidadã pelos Direitos Humanos na Coreia do Norte.

TAILÂNDIA. O Supremo Tribunal tailandês iniciou o processo contra Natthaphong Ruangpanyawut, líder do Partido Popular, e outros 43 membros do partido por alegada prática de actos contra a monarquia. O tribunal, que em Abril aceitou a acção interposta pela Comissão Anticorrupção, vai determinar se os arguidos se envolveram em “conduta inadequada” ou violaram “padrões éticos” ao proporem uma reforma do Código Penal, que contém o artigo 112º, conhecido como lei da lesa-majestade. Se forem considerados culpados, os arguidos – membros do partido que ficou em segundo lugar nas eleições gerais de Fevereiro – poderão enfrentar penas de prisão de três a 15 anos e a proibição vitalícia de ocupar cargos políticos.

INDONÉSIA-I. Nadiem Makarim, um dos empresários mais bem-sucedidos da Indonésia, foi condenado a 10 anos de prisão após um mediático julgamento por corrupção, no meio da crescente intervenção do Estado na economia e do descontentamento social. O Tribunal Central de Jacarta condenou Makarim, co-fundador da plataforma de transporte e entrega Gojek, depois de o ter considerado culpado de várias acusações relacionadas com a compra de computadores portáteis para empresas estatais entre 2020 e 2022, quando era Ministro da Educação.

INDONÉSIA-II. Um tribunal indonésio condenou o ex-ministro da Educação, Nadiem Makarim, a 10 anos de prisão por corrupção relacionada com um projecto multimilionário de aquisição de computadores portáteis para escolas. Segundo a agência Antara, o tribunal concluiu que Nadiem, que ocupou o cargo de ministro entre 2019 e 2024, abusou da sua autoridade no programa de digitalização das escolas entre 2019 e 2022. O programa envolvia a aquisição de Chromebooks da Google e serviços de gestão de dispositivos Chrome.

PAQUISTÃO. A polícia paquistanesa deteve ontem três pessoas como alegados responsáveis ​​pelo desabamento do tecto de um centro de explicações privado em Lahore, segunda maior cidade do país, que matou 14 crianças com idades entre os 5 e os 16 anos. Segundo as autoridades, outras 20 crianças que estavam nas aulas foram resgatadas em segurança. O incidente ocorreu durante obras de reparação do telhado de uma sala deteriorada do edifício, quando, devido à sobrecarga, a estrutura desabou sobre a sala de estudo.

ÍNDIA. O governo de Nova Deli aprovou a atribuição de um subsídio de até 100 mil rupias (8.500 patacas) aos cidadãos que comprarem veículos eléctricos e retirarem os seus veículos antigos de circulação, numa tentativa de reduzir a poluição numa das cidades mais poluídas do mundo. A medida faz parte da nova Política de Veículos Eléctricos de Deli 2026, que entrará em vigor a 1 de Julho, com o objectivo de alcançar a mobilidade com zero emissões até 2030. A capital indiana também implementará uma isenção de 100% no imposto de matrícula e nas taxas para todos os carros eléctricos com um preço até três milhões de rupias (256 mil patacas).

VIETNAME. O Vietname vai começar a penalizar quem disseminar informações falsas nas redes sociais com multas entre 20 e 30 milhões de dongs (6.140 a 9.200 patacas). Segundo o Governo, a medida visa punir a divulgação de conteúdo fabricado, distorcido ou difamatório “que prejudique a reputação de agências, organizações ou indivíduos”, ou de material obsceno, bem como a promoção de prostituição ou o tráfico de pessoas nas redes sociais.

BANGLADESH. Um ex-ministro do governo da ex-primeira-ministra do Bangladesh, Sheikh Hasina, escapou à pena de morte e foi condenado a 10 anos de prisão pelo seu papel na repressão dos protestos de 2024 no país, pelos quais a ex-primeira-ministra e o seu ex-ministro do Interior foram condenados à morte. Hasanul Haque Inu, ministro da Informação no gabinete de Hasina de 2012 a 2019, foi condenado pelo Tribunal Penal Internacional do Bangladesh, um organismo nacional instituído pela própria ex-Presidente em 2010 para processar crimes de guerra.

MYANMAR. Cinco pessoas morreram e cerca de 15 foram dadas como desaparecidas devido a um deslizamento de terras na maior e mais lucrativa mina de jade do mundo, no nordeste de Myanmar, ligado às fortes chuvas, informou a imprensa oficial. Cerca de 20 mineiros ficaram soterrados no domingo quando o solo cedeu numa zona de resíduos de mineração perto da cidade de Hpakant, no estado de Kachin, segundo o jornal “The Global New Light of Myanmar”.

FILIPINAS. Milhares de pessoas, convocadas pela influente comunidade cristã filipina Igreja de Cristo, manifestaram-se na região metropolitana de Manila em apoio do senador Rodante Marcoleta, que enfrenta uma possível prisão por alegado desvio de fundos na campanha eleitoral de 2025. A acusação surge depois de Marcoleta ter liderado a investigação sobre o desvio de fundos públicos destinados a projectos de ajuda às vítimas das cheias, “um dos maiores casos de pilhagem da história do país”, afirmou Edwil Zabala, porta-voz do grupo religioso, que exigiu “transparência e prestação de contas” do Governo.

AUSTRÁLIA. Os preços dos imóveis na Austrália sofreram a maior queda em três anos e meio em Junho, com o boom imobiliário recorde a sucumbir aos custos de empréstimo mais elevados, enquanto uma repressão fiscal sobre os imóveis de investimento abalou os compradores. Dados da consultora Cotality indicam que os preços caíram 0,4% face a Maio, embora ainda estejam 7,3% acima do valor inicial este ano.

AFEGANISTÃO. O Governo de facto dos talibãs alertou, em declarações à EFE, que os recentes bombardeamentos paquistaneses no leste do Afeganistão “não ficarão sem resposta”, embora tenha afirmado que continua a dar prioridade à diplomacia e ao diálogo para reduzir as tensões transfronteiriças. “Não há dúvida de que o Emirado Islâmico do Afeganistão sempre deu prioridade à diplomacia e ao diálogo. No entanto, em caso de agressão, o Afeganistão deu uma resposta contundente, e os recentes ataques também não ficarão sem resposta”, disse o porta-voz adjunto do Governo talibã, Hamdullah Fitrat.

VATICANO. O Papa Leão XIV nomeou a Irmã Alessandra Smerilli como Prefeita do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, tornando-a a terceira mulher na história a chefiar um ministério no Vaticano. A freira e economista assumirá o novo cargo a 1 de Setembro, confirmou a Santa Sé, sucedendo ao cardeal canadiano Michael Czerny. Será acompanhada na liderança do Dicastério por um pró-presidente da Câmara, o cardeal Fabio Baggio, que terá também a especial tarefa de gerir o Centro de Formação Avançada Laudato Si’, instituição inspirada na encíclica ambiental do Papa Francisco.

HUNGRIA-I. O Parlamento húngaro decidiu encerrar uma agência criada em 2024 pelo Governo do ultranacionalista Viktor Orbán, oficialmente para defender a soberania do país, mas que gerou alarme dentro e fora do país devido aos seus poderes para investigar partidos da oposição, órgãos de comunicação social e outras organizações. A extinção do ‘Gabinete para a Defesa da Soberania Nacional’ foi decretada com os votos do partido no poder Tisza, do Primeiro-Ministro Péter Magyar, um conservador, que detém mais de dois terços dos lugares parlamentares. O partido Fidesz, de Orbán, votou contra.

HUNGRIA-II. A Hungria bateu um novo recorde de calor na terça-feira com uma temperatura de 42°C, superando a marca anterior de 41,9°C, registada em 2007, informou o serviço meteorológico do país. Os termómetros chegaram aos 42°C em Szécsény (norte), perto da fronteira com a Eslováquia, indicou o “HungaroMet”. A temperatura em Budapeste chegou a 41°C, superando o recorde de 40,7°C.

RÚSSIA. O Kremlin admitiu que não descarta a importação de hidrocarbonetos face à escassez nacional de gasolina e gasóleo provocada pelos sistemáticos ataques ucranianos a refinarias russas, embora continue a negar a existência de um défice de combustível. “Se forem alcançados acordos (sobre o fornecimento de combustível à Rússia) a preços razoáveis, isso acontecerá”, respondeu o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, na sua conferência de imprensa diária por telefone.

DINAMARCA. A Dinamarca tornou-se o primeiro país da União Europeia a concluir todas as reformas e investimentos incluídos no seu plano de recuperação e a receber a aprovação para todos os pagamentos associados, anunciou a Comissão Europeia. Bruxelas aprovou o quinto e último desembolso para o país escandinavo, no valor de 359 milhões de euros, elevando o total dos pagamentos em ajuda directa para 1,63 mil milhões.

FINLÂNDIA. A Finlândia pôs fim às ligações por telefone fixo, com o encerramento do serviço pela última grande operadora desta modalidade no país, a Elisa. A rede de telefone fixo estava em funcionamento desde a década de 1880. Os únicos fornecedores de linhas fixas na Finlândia serão operadoras locais, que actualmente prestam serviço a alguns milhares de assinantes para chamadas locais, informou a emissora estatal Yle.

ÁFRICA DO SUL. Milhares de sul-africanos protestaram na terça-feira para exigir a expulsão dos migrantes sem documentos, no início de uma campanha que já provocou a fuga de quase 25 mil pessoas do Maláui, Zimbabué, Moçambique, Nigéria e Gana. Há semanas, a África do Sul vivia na expectativa do dia 30 de Junho, o ultimato sem base legal lançado por grupos anti-imigração que exigem a saída dos estrangeiros em situação irregular. Milhares marcharam pelo centro de Joanesburgo, assim como em Durban, em grupos liderados por homens portando bastões e escudos tradicionais zulus.

PERU. A Presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori, afirmou que o país precisa de “curar” as suas feridas e prometeu liderar um processo de “reconciliação e unidade”, na sua primeira entrevista após vencer a segunda volta das eleições. Fujimori obteve 50,13% dos votos, contra 49,86% do seu adversário de esquerda, Roberto Sánchez. “Uma das maiores responsabilidades que devo liderar é buscar um processo profundo de reconciliação e de unidade”, disse Fujimori ao ser entrevistada por Cala, de quem é amiga pessoal, num podcast.