PORTUGAL. Portugal continental enfrenta um período prolongado de tempo quente e seco, com duração prevista até 5 de Julho. As máximas previstas para o Vale do Tejo e Alentejo na quinta-feira, situam-se entre 40 e 43ºC, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, que emitiu alertas amarelos para a Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja desde ontem, para Bragança e Vila Real a partir de hoje; e para os restantes distritos a partir de amanhã. A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil alertou que o tempo quente e seco vai agravar o risco de incêndios rurais nos próximos dias. A situação em Portugal insere-se na onda de calor que tem afectado a Europa.

CHINA-I. A China vai enviar ajuda material de emergência no valor de 100 milhões de yuan para a Venezuela, para apoiar as operações de socorro e reconstrução após os sismos da passada quarta-feira. O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros indicou ainda que a China forneceu à Venezuela imagens de satélite das zonas afectadas para apoiar as operações de resposta ao desastre. Segundo Guo Jiakun, empresas e associações chinesas presentes na Venezuela disponibilizaram também maquinaria de engenharia e material médico de primeira necessidade para as operações de socorro. “A China está disposta a continuar a prestar mais apoio à Venezuela, de acordo com a evolução da situação no terreno e das necessidades decorrentes do desastre”, afirmou.

CHINA-II. Um sismo de magnitude 5,5 abalou ontem a província de Sichuan sem causar vítimas mortais, mas provocou 13 feridos ligeiros e obrigou à retirada de 196 pessoas, informaram as autoridades. O abalo foi registado às 00:12 no condado de Gao, que pertence à cidade de Yibin, com epicentro na vila de Shahe a seis quilómetros de profundidade, segundo a medição oficial do Centro de Redes Sismológicas da China. O presidente da câmara de Shahe indicou que 21 habitações apresentavam fendas, três das quais com danos mais graves, levando ao realojamento das 10 pessoas afetadas em casas de familiares ou conhecidos.

CHINA-III. A polícia chinesa deteve 18 mil suspeitos envolvidos em 12 mil casos criminais relacionados com drogas nos primeiros cinco meses de 2026, informou o Ministério da Segurança Pública, por ocasião do Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas. Um total de 10,7 toneladas de drogas foram apreendidas entre Janeiro e Maio. A polícia também deteve 49 fugitivos relacionados com drogas escondidos no exterior, incluindo dois procurados sob notificações vermelhas da Interpol e dois na lista dos mais procurados do Ministério.

CHINA-IV. A China Eastern Airlines planeia comprar 25 A330neo à Airbus por um preço de catálogo de cerca de 9,35 mil milhões de dólares, no âmbito da expansão da frota de aviões de fuselagem larga para servir mais rotas internacionais. As aeronaves deverão ser entregues entre 2029 e 2033, informou a transportadora em comunicado à Bolsa de Xangai, acrescentando que as duas empresas assinaram o contrato de compra na sexta-feira.

HONG KONG-I. A polícia da RAEHK deteve três pessoas e apreendeu cocaína avaliada em cerca de 180 milhões HKD, na maior apreensão da droga num ano. Nas buscas a duas embarcações no abrigo anti-tufões de Aberdeen, os agentes encontraram 241 quilos de cocaína e detiveram duas pessoas. A outra detenção ocorreu num apartamento na mesma zona, onde foram confiscados vários documentos, dinheiro, jóias, relógios e bolsas avaliados em mais de dois milhões HKD. As autoridades acreditam que os suspeitos – dois homens e uma mulher com idades entre 46 e 51 anos – lideravam uma rede de tráfico de droga.

HONG KONG-II. Hong Kong tem fortalecido as empresas do Continente como um “superconector”, defendeu o Secretário das Finanças. Numa publicação no seu blogue, Paul Chan disse que o país está a criar a “Oportunidade China 2.0” com inovação e tecnologia, para além do seu vasto mercado, num cenário global complexo. “Hong Kong, com a sua internacionalização, capital, talento e vantagens institucionais sob o princípio ‘Um País, Dois Sistemas’, pode traduzir estas oportunidades em perspectivas de desenvolvimento que os investidores estrangeiros possam compreender e participar melhor”, sustentou.

TAIWAN. Quatro excursionistas morreram no sábado num deslizamento de rochas num trilho no centro de Taiwan, informaram as autoridades locais. As vítimas faziam parte de um grupo de 16 excursionistas que viajaram nesse dia de Taipé para percorrer o trilho da cascata do Vale das Borboletas, no condado de Heping, em Taichung, de acordo com fontes policiais citadas pela agência CNA. Os falecidos, incluindo o guia do grupo, tinham entre 57 e 69 anos, precisou a mesma fonte, acrescentando que um quinto membro do grupo sofreu ferimentos ligeiros.

COREIA DO SUL-I. O Governo sul-coreano apresentou ontem um plano para 10 anos, avaliado em 1,2 biliões de dólares, para construir fábricas de semicondutores e centros de dados destinados à inteligência artificial (IA). Um primeiro projecto incluirá quatro fábricas de semicondutores – duas construídas pela Samsung Electronics e duas pela SK hynix –, e outras infra-estruturas, anunciou o ministro da Indústria, Kim Jung-kwan. Outro projecto prevê até 2035 a construção de novos centros de dados dedicados à IA, elevando a capacidade total do país para 10 gigawatts, segundo o ministro da Ciência, Bae Kyung-hoon.

COREIA DO SUL-II. A Coreia do Sul planeia reduzir a idade mínima para menores implicados em “crimes violentos” para abordar as preocupações com o aumento das taxas de criminalidade entre os adolescentes. O Ministério da Igualdade de Género e o Ministério da Justiça chegaram a um consenso para reduzir a idade mínima de 14 para 13 anos, segundo fontes governamentais citadas pela agência Yonhap. Actualmente, os menores de 14 anos condenados por crimes são encaminhados para programas de serviço comunitário ou enviados para instituições de correcção juvenil.

COREIA DO SUL-III. Os gastos mensais dos turistas estrangeiros na Coreia do Sul subiram 73,7% em termos anuais para um recorde equivalente a 911 mil milhões de dólares em Maio, segundo dados da Organização de Turismo da Coreia. As compras representaram a maior fatia, com 39,1% dos gastos, seguidas pela “beleza e bem-estar” com 21,1%, moda com 14,3% e “alimentação e estilo de vida” com 11,9%, entre outros.

JAPÃO-I. O Parlamento aprovou uma proposta de lei para reorganizar e renomear a Força Aérea de Autodefesa, acrescentando “espaço” ao seu nome oficial como parte de um esforço mais amplo para reforçar as capacidades de defesa espacial do país. A unidade reestruturada, que será lançada no ano fiscal que termina em Março de 2027, estabelecerá um grupo de operações para melhorar o conhecimento do domínio espacial e as capacidades de vigilância por satélite.

JAPÃO-II. O Ministério das Finanças do Japão pondera alargar a linha de títulos do Estado disponíveis para investidores individuais, com especialistas a defender novos produtos, como títulos indexados à inflação, no meio da subida dos preços, noticiou a agência Kyodo. As compras de obrigações por investidores individuais têm vindo a disparar à medida que o Banco do Japão (BOJ) aumenta as taxas de juro. O ministério também está interessado em diversificar os compradores da sua dívida, dado que o BOJ está a reduzir as compras de obrigações como parte da sua normalização monetária após uma década de afrouxamento monetário atípico.

BANGLADESH. A ex-primeira-ministra do Bangladesh, Sheikh Hasina, prometeu regressar ao seu país “este ano”, segundo uma entrevista concedida à estação indiana NDTV, meses depois de ter sido condenada à morte à revelia por crimes contra a humanidade. Hasina, de 78 anos, fugiu para a vizinha Índia em Agosto de 2024, após uma revolta estudantil que pôs fim aos seus 15 anos de governo autoritário. Hasina afirmou não ter medo da morte e que a sentença contra si fez “parte de um processo ilegal, inconstitucional e politicamente motivado”.

TAILÂNDIA. O governador de Banguecoque, Chadchart Sittipunt, um independente, foi reeleito para mais um mandato de quatro anos. Chadchart, de 60 anos, que foi destituído do cargo de Ministro dos Transportes no golpe militar de 2014, venceu a eleição por uma larga margem, conquistando 67% dos votos, segundo dados da Comissão Eleitoral citados pela emissora pública Thai PBS. Durante a campanha, o governador prometeu trabalhar para reduzir a poluição do ar, um dos problemas crónicos da capital tailandesa.

INDONÉSIA-I. A Comissão de Direitos Humanos da Indonésia pediu ao Governo o fim da formação militar básica para futuros gestores de cooperativas rurais, na sequência da morte de cinco participantes apenas 10 dias após o início do programa de 45 dias, devido a várias causas, incluindo paragem cardíaca, insolação, tuberculose e pneumonia. Lançado em Julho de 2025, o programa “Cooperativas Vermelhas e Brancas” visa estabelecer cerca de 80.000 cooperativas rurais em todo o país para criar empregos e atingir a meta do governo de crescimento económico de 8% em 2029. Deverão vender produtos básicos, gás de cozinha subsidiado e fertilizantes.

INDONÉSIA-II. A Polícia Indonésia frustrou uma tentativa de tráfico de 325 quilos de metanfetamina alegadamente ligada a um cartel de droga transfronteiriço sediado na Tailândia e deteve dois suspeitos em Aceh. De acordo com a investigação preliminar, a metanfetamina foi transferida numa operação entre navios a cerca de 120 milhas náuticas da fronteira marítima entre a Indonésia e a Tailândia, antes de ser transportada para Aceh.

MYANMAR. O filho mais novo da líder pró-democracia de Myanmar, Aung San Suu Kyi, que está presa, voltou a exigir que as autoridades forneçam provas de que está viva, depois de o Governo militar ter afirmado em Abril que a sua pena foi comutada para cerca de 17 anos e que tinha sido transferida para prisão domiciliária. Numa entrevista dada em Londres, onde reside, Kim Aris disse acreditar que a sua mãe não foi transferida para prisão domiciliária e continua presa na capital Naypyitaw, observando que não há “qualquer evidência” de tal transferência.

SINGAPURA. Os cães da Força Policial de Singapura poderão em breve tornar-se as primeiras câmaras móveis no terreno. Segundo a emissora CNA, os cães da unidade K-9 estão a ser treinados com sistemas de câmaras acoplados às suas costas para proporcionar aos agentes uma maior consciência situacional durante incidentes de segurança pública.

AFEGANISTÃO. Os talibãs informaram que pelo menos 36 civis foram mortos e mais de 163 ficaram feridos em ataques aéreos paquistaneses no leste do Afeganistão. Islamabad afirmou que a operação foi uma resposta a “incidentes terroristas recentes e múltiplos” dentro do Paquistão e que os ataques tiveram como alvo casas seguras do Jamaat-ul-Ahrar e do Fitna al-Khwarizmi, nomes que as autoridades paquistanesas usam para se referirem a facções ligadas aos talibãs paquistaneses.

ALEMANHA. A Alemanha registou no domingo, pelo segundo dia consecutivo, um recorde de temperatura de 41,7ºC, segundo dados provisórios do Serviço Meteorológico (DWD). A estação de medição Coschen em Brandemburgo, na fronteira com a Polônia, registou 41,7ºC por volta das 16h00, disse o DWD à AFP. No sábado, o país havia registrado 41,5ºC em Drewitz, no leste do país.

FRANÇA. A Unidade de Incidentes com Múltiplas Vítimas da Procuradoria de Paris, uma unidade judicial especializada na investigação de desastres e acidentes com múltiplas vítimas, abriu uma investigação ao acidente aéreo que matou 11 pessoas no domingo, perto de Nancy (nordeste de França). Segundo a Procuradoria, trata-se de uma investigação “de particular complexidade técnica”. O Ministério Público confirmou que entre os falecidos estão cinco instrutores, cinco alunos e o piloto, que eram os 11 ocupantes da aeronave, pertencentes a um clube de paraquedismo. Este é um dos piores acidentes aéreos em França nas últimas três décadas.

ISRAEL. O governo israelita aprovou o reconhecimento do genocídio arménio, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, no meio de tensões crescentes com a Turquia, que rejeita o termo para descrever os massacres sob o Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial. Sucessivos governos israelitas evitaram esse reconhecimento oficial, principalmente para preservar as relações com a Turquia, que já foi um dos parceiros estratégicos mais próximos do país na região. Este genocídio foi reconhecido pelos governos e parlamentos de inúmeros países, incluindo EUA, França e Alemanha. Estima-se que entre 600 mil e 1,5 milhão de arménios perderam a vida.

UGANDA. O Chefe das Forças Armadas do Uganda, General Muhoozi Kainerugaba, ordenou o encerramento de dois órgãos de comunicação social pertencentes a um importante conglomerado de media independente da região. A empresa informou que o sinal de duas das suas estações de televisão foi cortado na madrugada de domingo e que os seus escritórios foram invadidos por agentes de segurança. “No Uganda, não acredito na liberdade de imprensa! A imprensa deve ser controlada pelos quadros da revolução”, declarou Kainerugaba, que é também filho do Presidente Yoweri Museveni, na rede social X.

EGIPTO. O Egipto anunciou a abertura de capital de três novas empresas petrolíferas estatais na sua Bolsa de Valores, marcando o início da primeira fase do programa de privatização do sector, acordado com o Fundo Monetário Internacional, informou o Conselho de Ministros. As empresas em causa são a Egyptian Linear Alkyl Benzene Company (ELAB), com um capital social de 210 milhões de dólares; a Petroleum Marine Services (PMS), com 120 milhões de dólares; e a Engineering for Petroleum and Chemical Industries (ENPPI), que detém o maior capital social, com 357 milhões de dólares.

SUDÃO DO SUL. A ONU alertou que a previsão de temperaturas “excepcionalmente elevadas” e de redução das chuvas entre Junho e Setembro no Sudão do Sul pode agravar a insegurança alimentar que já assola o país, que enfrenta “uma das piores crises humanitárias do mundo”. O Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) observou que o Sudão do Sul “continua entre os quatro países de maior preocupação global em relação à insegurança alimentar aguda”, situação exacerbada pelo conflito político e armado em curso, pelo declínio da economia nacional e pelos efeitos negativos da crise climática, manifestados em ondas de calor, secas e inundações, entre outros factores.