PORTUGAL-I. O Governo português aprovou um aumento de 5% do efectivo das Forças Armadas, elevando o total para cerca de 31 mil militares, a um custo superior a 150 milhões de euros. Segundo o porta-voz do Governo, António Leitão Amaro, a medida inclui o recrutamento de novos militares nos próximos três anos. Questionado sobre como é que o Governo tenciona garantir o recrutamento, o ministro da Defesa, Nuno Melo, disse que o importante é garantir que esse aumento é possível e que há uma “melhoria dos números de retenção”.

PORTUGAL-II. O Ministério da Educação reconheceu uma “falha objectiva” da equipa que realizou o exame nacional do secundário de Português, e instou o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) a analisar se ficou em causa a equidade entre alunos. O enunciado do exame nacional de Português tinha um item de desenvolvimento praticamente igual ao publicado num caderno de exercícios de apoio da editora Leya. O ministro Fernando Alexandre pediu à Inspecção Geral da Educação e Ciência que realize uma “auditoria aos procedimentos internos” do EduQA.

CHINA-I. As reservas de turistas estrangeiros para a China cresceram mais de 500% em termos anuais durante o Festival dos Barcos-Dragão, que o país celebrou na sexta-feira. A plataforma de viagens Fliggy referiu que as reservas internacionais para este período de férias são mais de seis vezes superiores às registadas no mesmo período de 2025.

CHINA-II. Pequim avisou Taiwan que procurar a independência com apoio dos EUA ou através da força militar é um “beco sem saída”, após o líder taiwanês, William Lai, ter pedido a Washington que aprove uma venda de armamento no valor de 14 mil milhões de dólares. “Taiwan é uma parte inalienável do território chinês e o futuro de Taiwan só pode ser decidido conjuntamente pelos mais de 1,4 mil milhões de chineses, incluindo os nossos compatriotas taiwaneses”, reiterou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian.

CHINA-III. Pelo menos seis pessoas morreram na sequência de um incêndio numa habitação no centro da China, informou a agência Xinhua. Segundo as autoridades do condado de Luxi, na província de Hunan, as chamas deflagraram esta manhã, por volta das 06:21. As equipas de resposta a emergências conseguiram extinguir o incêndio, cuja origem é ainda desconhecida, segundo a agência.

CHINA-IV. Pelo menos duas pessoas morreram e duas ficaram feridas num incêndio num mercado grossista de peças automóveis no centro da China, informou a agência Xinhua. O incêndio começou às 21h00 de sexta-feira no mercado localizado em Zhengzhou, capital da província de Henan, e os bombeiros declararam-no extinto cerca de quatro horas depois. O incêndio começou no terceiro andar do edifício e alastrou, consumindo materiais de borracha e acessórios automóveis, segundo a investigação preliminar. A polícia tomou medidas obrigatórias contra o inspector do mercado, termo geralmente usado para casos de detenção.

HONG KONG. Sete pessoas foram detidas por suspeita de crimes que incluem conspiração para roubar seis barras de ouro avaliadas em cerca de sete milhões HKD a um homem no aeroporto de Hong Kong. A polícia actuou após ter recebido uma denúncia da vítima, que tinha sido incumbida de transportar os lingotes da Indonésia por um empresário da China Continental. O homem, de 36 anos, disse ter sido assaltado por três indivíduos mascarados e armados com facas num parque de estacionamento do aeroporto.

TAIWAN. O banco central de Taiwan elevou a projecção de crescimento económico em 2026, de 7,25% para 9,45%, graças ao boom da inteligência artificial, e manteve a sua taxa de juro directora estável, como se esperava, embora a decisão não tenha sido unânime devido às preocupações com a inflação. O banco central afirmou ainda que precisa de adoptar uma postura um pouco mais conservadora.

MONGÓLIA. Uma rara queda de neve de verão atingiu o norte e centro da Mongólia, incluindo a província de Khuvsgul e a capital Ulan Bator, entre a noite de quinta-feira e sexta-feira, segundo a Agência Nacional de Meteorologia e Monitorização Ambiental. Nestas áreas, as temperaturas do solo caíram para -5ºC, atingindo o limiar de um evento climático severo e provocando uma onda de frio repentina. A agência alertou que as temperaturas devem manter-se em torno dos 0 graus ou abaixo disso, gerando um frio invulgar para esta altura do ano.

JAPÃO-I. O número de pessoas que ficaram isoladas em montanhas no Japão atingiu um recorde de 3.623 em 2025, incluindo 246 turistas estrangeiros, segundo dados da polícia. O número total, mais 266 do que no ano anterior, foi o mais elevado desde que começaram a ser recolhidos dados comparáveis ​​em 1961. Das pessoas isoladas, 332 morreram ou desapareceram, um aumento de 32, e 1.480 ficaram feridas (mais 90).

JAPÃO-II. Um total de 54,6% dos alunos do terceiro ano do ensino básico das escolas públicas japonesas têm um nível de proficiência em inglês equivalente ao nível 3 do Eiken ou superior, o que lhes permite compreender e falar sobre assuntos do dia-a-dia, informou o Ministério da Educação. O nível 3 do Eiken corresponde ao A1 e o Pré-2 ao A2, de acordo com o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas. O ministério atribuiu a melhoria à interacção com os professores assistentes de inglês fora da sala de aula.

COREIA DO NORTE-I. A influente irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un condenou os apelos internacionais à desnuclearização, descrevendo as armas nucleares do país como os seus “interesses fundamentais” e a desnuclearização como uma “linha sem retorno que nunca poderá ser ultrapassada”. Num comunicado divulgado pela agência oficial KCNA, Kim Yo-jong acusou os EUA e os seus aliados do G7 de fazerem exigências “anacrónicas” para a “desnuclearização completa” da Coreia do Norte.

COREIA DO NORTE-II. As autoridades norte-coreanas chamaram para consultas Mun Myong-sin, o seu embaixador no Reino Unido, em protesto contra sanções impostas a um acampamento infantil onde, alegadamente, estão a doutrinar crianças ucranianas que foram deslocadas à força para a Coreia do Norte. Pyongyang reduziu as relações bilaterais ao nível de encarregado de negócios até que sejam levantadas as sanções ao Acampamento Infantil Internacional Songdowon, na cidade costeira de Wonsan. Segundo a missão diplomática norte-coreana em Londres, a medida responde a um “acto extremamente provocador” do Governo britânico, que defendeu a imposição de sanções “atrozes, antiéticas e com motivações políticas”.

COREIA DO SUL-I. O Presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, deixou a cimeira do G7 em França com uma caneta como lembrança do Presidente norte-americano, Donald Trump, e a promessa de uma partida de golfe após um jantar que descreveu como um progresso na questão da Coreia do Norte. “Tivemos uma conversa aprofundada de cerca de 90 minutos sobre a paz na península coreana e as relações entre a Coreia do Sul e os EUA, e fizemos progressos significativos”, escreveu Lee num documento.

COREIA DO SUL-II. A Coreia do Sul vai aplicar tarifas zero sobre o gás natural liquefeito e o gás liquefeito de petróleo dentro das quotas no segundo semestre de 2026, enquanto tenta conter a inflação no meio da persistente volatilidade dos preços globais da energia. O Ministério das Finanças referiu que a medida deverá ajudar a estabilizar os preços no consumidor, reduzindo os custos dos serviços públicos e dos transportes. Os preços no consumidor na Coreia do Sul subiram 3,1% em Maio em termos homólogos, impulsionados pela categoria da energia.

COREIA DO SUL-III. O parlamento da Coreia do Sul iniciou formalmente uma investigação de 45 dias à Comissão Eleitoral Nacional (NEC na sigla em inglês), depois de a escassez de boletins de voto ter interrompido a votação nas eleições locais de 3 de Junho. O fiasco dos boletins de voto desencadeou protestos, a demissão do chefe da NEC e pedidos do Presidente sul-coreano para uma investigação completa. A comissão parlamentar especial irá examinar a NEC e as comissões eleitorais regionais sobre o que os parlamentares descreveram como violações dos direitos de voto e a necessidade de uma reforma na gestão eleitoral.

TAILÂNDIA-I. Um tribunal tailandês condenou um homem a 18 meses de prisão por uma publicação num grupo privado do Facebook considerado anti-monárquico, informou o Centro de Advogados Tailandeses para os Direitos Humanos. Identificado como ‘Pui’, o homem de 43 anos foi acusado de violar o artigo 112 do Código Penal, que protege de críticas a monarquia tailandesa e prevê penas até 15 anos de prisão. A publicação foi feita em Novembro de 2021, entre protestos massivos liderados por estudantes, exigindo reformas democráticas, a revisão da Constituição e a abolição da lei da lesa-majestade.

TAILÂNDIA-II. Seis polícias tailandeses ficaram feridos na sexta-feira num ataque com um engenho explosivo em Yala, uma das três províncias do Sul onde operam grupos separatistas. Segundo a Rádio Tailândia, um grupo de polícias foi emboscado quando patrulhava a fronteira no distrito de Than To, na fronteira com o estado malaio de Kedah. As medidas de segurança foram reforçadas na região.

MYANMAR. A Prémio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi completou na sexta-feira 81 anos de idade sem que a sua família e apoiantes saibam do seu paradeiro, enquanto o governo militar que ordenou a sua detenção após o golpe de 2021 intensifica os esforços para obter reconhecimento internacional. O governo de Min Aung Hlaing anunciou que Suu Kyi foi transferida para prisão domiciliária – num local não especificado – no dia 30 de Abril. Porém, o círculo íntimo da antiga líder não consegue contactá-la desde 30 de Dezembro de 2022.

ÍNDIA. Os níveis de chuva na Índia estão quase 40% abaixo do normal até agora em Junho, uma vez que o início da principal estação das monções foi afectado pelo desenvolvimento do fenómeno El Niño. Segundo o Departamento Meteorológico da Índia, o país registou um acumulado de precipitação de 48,5 milímetros entre 1 e 18 de Junho, muito abaixo da média normal de 80,6 milímetros. A falta de chuva em Bombaim levou as autoridades a ordenar a suspensão do fornecimento de água para a construção civil, bem como uma redução de 20% para usos industriais.

NEPAL. O Nepal arrecadou receitas recorde com licenças para escalar o Everest na temporada de Primavera, impulsionado pelo aumento das taxas e pelas restrições chinesas na vertente norte da montanha, que levaram mais alpinistas a optar pela rota nepalesa. O Departamento de Turismo do Nepal emitiu 494 licenças para o Everest nesta temporada e arrecadou mais de mil milhões de rupias nepalesas (53,5 milhões de patacas).

PAQUISTÃO. Pelo menos sete pessoas morreram e três ficaram feridas no sábado, quando dois engenhos explosivos detonaram em sequência numa zona montanhosa do noroeste do Paquistão, informaram fontes policiais. As explosões ocorreram na cidade de Marka Bera, situada na subdivisão de Wazir, região semi-tribal na fronteira com o Afeganistão e palco frequente de confrontos entre as forças de segurança e grupos insurgentes. O Ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, classificou o ataque como “bárbaro” e atribuiu as explosões aos “brutais Khawarji”, numa referência aos talibãs paquistaneses.

EAU. O governo dos Emirados Árabes Unidos (EAU) decidiu estabelecer a idade mínima para a utilização das redes sociais nos 15 anos. Os menores de 15 anos estão proibidos de “aceder a todas as funções destas plataformas, incluindo interacção social, publicação, comentários, partilha, participação em grupos públicos ou canais abertos, ou qualquer outro espaço interactivo de grande escala”. Por sua vez, as plataformas são obrigadas a “adoptar todas as medidas técnicas e organizacionais necessárias para garantir a conformidade e facilitar uma transição gradual para hábitos digitais mais equilibrados e saudáveis”, segundo um comunicado divulgado pela WAM, agência oficial dos EAU.

FRANÇA. A actual onda de calor em França poderá atingir uma intensidade equivalente à registada em Agosto de 2003, que estabeleceu um recorde de mortes, com quase 15 mil pessoas, mas será “mais cedo”, alertou Sophie Voirin, directora da “Météo France”, numa conferência de imprensa. Os dias do início desta semana “poderão estar entre os mais quentes já registados”, acrescentou Voirin.

NORUEGA. O Governo norueguês anunciou que pretende promover uma lei para proibir o comércio de produtos fabricados nos colonatos israelitas nos territórios palestinianos ocupados. “Os colonatos israelitas na Palestina violam o direito internacional. Contribuem para o êxodo de pessoas, para a violência extrema e tornam impossível uma solução pacífica”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega, Espen Barth Eide, em comunicado.

PERU. A visita do Papa Leão XIV ao Peru, na primeira quinzena de Novembro, terá uma duração entre oito e 10 dias, segundo um comunicado divulgado pela Presidência peruana citando o Presidente interino José María Balcázar, após uma audiência com o pontífice no Vaticano. Balcázar indicou que Leão XIV visitará as cidades de Lima, Chiclayo, Piura, Cusco e Pucallpa, e possivelmente Puno e Iquitos. Segundo o comunicado, o Papa expressou “grande entusiasmo” por voltar ao Peru, país onde passou a maior parte da vida pastoral e serviu como bispo, o que o levou a assumir a nacionalidade peruana e a sentir uma ligação especial com a cidade de Chiclayo, no norte do país.

ARGENTINA. Florencia Peña, actriz e apresentadora de TV argentina, que na quinta-feira divulgou a notícia falsa da morte do pai de Lionel Messi, foi despedida da estação onde trabalhava após um aceso debate sobre a responsabilidade dos media. “Não quero dar más notícias, mas o pai do Messi acabou de falecer. Foi repentino. A meio do Mundial”, anunciou Peña enquanto apresentava o programa “El show del verano” na Luzu TV, uma das estações mais populares da Argentina. Pouco depois, advertida pelos produtores, esclareceu que a informação ainda não tinha sido confirmada, mas a notícia falsa já se espalhava rapidamente nas redes sociais. A família Messi emitiu um comunicado a manifestar “profunda angústia” com “a falta de sensibilidade, respeito e escrúpulos com que algumas pessoas trataram um assunto estritamente privado e familiar”.

ZIMBABUÉ. Os principais partidos políticos da oposição e grupos activistas do Zimbabué rejeitaram um projecto de lei para prolongar o mandato presidencial de cinco para sete anos, que tinha passado na primeira leitura na Assembleia Nacional (Câmara Baixa). O projecto permitiria ao actual presidente, Emmerson Mnangagwa, permanecer no poder até 2030. O projecto de lei seguirá para o Senado (Câmara Alta) e, se for aprovado sem emendas, regressará à Câmara Baixa para uma terceira leitura antes de ser enviado ao Presidente para a sua assinatura e entrada em vigor.