CHINA-I. As fortes chuvas registadas desde a noite de sexta-feira na província de Guangdong obrigaram à retirada de mais de 36 mil pessoas, informou a televisão estatal CCTV. Segundo o comando provincial de controlo de cheias, até às 18:00 de terça-feira, 18 cidades e 70 distritos ou condados tinham activado mecanismos de resposta de emergência devido a inundações ou chuvas torrenciais. Em Guangdong, as chuvas provocaram subidas entre dois e cinco metros nos principais rios e entre três e oito metros nalguns cursos de água de média e pequena dimensão.

CHINA-II. Dois novos sismos, de magnitude 3,3 e 4,1, atingiram a prefeitura de Haixi, na província de Qinghai, no oeste da China, entre a noite de terça-feira e a manhã de ontem, após o terramoto de 6,3 do dia anterior, que deixou um morto e oito feridos. Ambos os sismos foram registados em áreas próximas do epicentro do terramoto principal, que ocorreu às 17h06 de terça-feira. Segundo o governo provincial, cerca de 3.000 pessoas foram acolhidas em cinco centros de acolhimento.

CHINA-III. A embaixada chinesa no Reino Unido apresentou um protesto às autoridades britânicas depois de Londres ter anunciado sanções contra várias entidades, incluindo quatro da China, por alegadamente fornecerem equipamento militar essencial à Rússia. A embaixada instou o Reino Unido a corrigir o “erro” e a retirar as sanções, advertindo que a China tomará as medidas necessárias para salvaguardar os direitos e interesses das suas empresas. O novo pacote de sanções visa os navios “paralelos”, as redes financeiras da Rússia e fornecedores de equipamento militar de países como a China, Tailândia e Turquia.

HONG KONG-I. O Governo decidiu conceder um aumento salarial geral de 2% para todos os funcionários públicos no ano fiscal de 2026-27, com efeitos retroactivos a 1 de Abril. Num comunicado, o Departamento da Função Pública informou que a subida será aplicada uniformemente aos escalões salariais superior, médio e inferior, bem como ao nível da direcção. A medida tem em conta o desempenho económico de Hong Kong, as alterações no custo de vida, a saúde fiscal do governo e as reivindicações dos funcionários, entre outros factores.

HONG KONG-II. O desenvolvimento da inovação e tecnologia em Hong Kong recebeu um forte voto de confiança de Xia Baolong, director do Gabinete de Assuntos de Hong Kong e Macau, durante uma visita à Metrópole do Norte, no âmbito da sua inspecção de dois dias à RAEHK. Xia inspeccionou vários grandes projectos de I&T, incluindo a Zona de Cooperação em Inovação Científica e Tecnológica Hetao Shenzhen-Hong Kong e o Instituto de Investigação e Desenvolvimento de Microelectrónica de Hong Kong.

JAPÃO-I. A coligação governamental do Japão apresentou um projecto de lei ao parlamento para proibir a profanação da bandeira nacional, com o apoio de parte da oposição, aumentando as hipóteses de aprovação de uma das metas legislativas da Primeira-Ministra Sanae Takaichi. Segundo a agência Kyodo, o Partido Liberal Democrático, no poder, cedeu às exigências da oposição para rever a proposta inicial, removendo as penas para quem fotografar e divulgar imagens de bandeiras japonesas profanadas online.

JAPÃO-II. O regulador da concorrência do Japão realizou buscas a seis grandes fabricantes de gelados, sob suspeitas de conluio para aumentar os preços de venda sugeridos, disseram à agência Kyodo fontes conhecedoras do processo. A Comissão de Comércio Justo do Japão realizou buscas nos escritórios da Meiji, Morinaga Milk Industry, Lotte, Ezaki Glico, Morinaga e Akagi Nyugyo por possível violação da lei anti-truste, segundo as fontes.

JAPÃO-III. Um sismo com uma magnitude de 5,5 atingiu o leste do Japão, incluindo Tóquio, na terça-feira, causando algumas interrupções nos serviços de transporte do país, mas não foi emitido qualquer alerta de tsunami, nem se registaram danos ou vítimas. O epicentro do sismo, que ocorreu às 19:46 (18:46 em Macau), foi na província de Ibaraki, a nordeste de Tóquio, a cerca de 50 quilómetros de profundidade, segundo a Agência Meteorológica do Japão.

COREIA DO SUL. O Partido Democrático (DP), no poder, e a principal força da oposição, o Partido do Poder Popular (PPP), concordaram em conduzir uma investigação parlamentar de 45 dias à Comissão Eleitoral Nacional (CEN) relativa à escassez de boletins de voto nas recentes eleições locais, noticiou a agência Yonhap. Os partidos rivais pretendem também “lançar as bases para amplas reformas” na CEN. Nas eleições de 3 de Junho, a falta de boletins em mais de uma dezena de mesas de voto em Seul interrompeu temporariamente a votação e provocou protestos.

COREIA DO NORTE. Os media estatais da Coreia do Norte destacaram várias conquistas económicas antes de uma importante reunião plenária do partido. A agência KCNA assegurou que a produção industrial subiu 5% desde o nono congresso do Partido dos Trabalhadores, em Fevereiro, devido à determinação dos trabalhadores e gestores das fábricas de todo o país. O jornal oficial do partido, Rodong Sinmun, também se juntou ao coro, dando conta do progresso de cerca de 20 projectos de construção ligados a uma campanha de desenvolvimento regional equilibrado.

TAILÂNDIA-I. A Tailândia nomeou o jurista alemão Rüdiger Wolfrum e o especialista em direito marítimo sul-africano Albert Hoffman para um processo de arbitragem da ONU iniciado pelo Camboja para resolver uma longa disputa marítima, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Sihasak Phuangketkeow. O Camboja iniciou o processo ao abrigo da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar depois de a Tailândia ter terminado unilateralmente um acordo de 2001 que fornecia um quadro para as negociações sobre a área disputada no Golfo da Tailândia.

TAILÂNDIA-II. Os exportadores e produtores de camarão do sul da Tailândia enfrentam incertezas, uma vez que os clientes malaios estão a adiar ou a suspender as encomendas devido à disputa comercial entre os dois países, iniciada em Maio. A disputa começou quando Banguecoque restringiu a importação de robalo malaio após preocupações com resíduos químicos no peixe. A Malásia respondeu com uma proibição temporária, a 1 de Junho, à importação de cinco variedades de camarão da Tailândia, alegando questões de segurança alimentar.

VIETNAME. A autoridade fiscal da cidade de Ho Chi Minh prometeu um apoio contínuo aos investidores estrangeiros, abordando os obstáculos relacionados com os impostos e melhorando o ambiente de negócios, em linha com a resolução recentemente publicada pelo Politburo sobre o desenvolvimento do sector de investimento estrangeiro. Doan Minh Dung, responsável da agência fiscal, frisou que o Partido e o Estado consideram que o investimento directo externo é um pilar vital da economia.

BANGLADESH. O Bangladesh convocou um alto diplomata indiano em Daca para protestar contra o tratamento dado a um conselheiro do Primeiro-Ministro Tarique Rahman, que terá sido detido e interrogado durante várias horas no aeroporto de Nova Deli, no mais recente episódio de desentendimento diplomático entre os dois países. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Bangladesh, Khalilur Rahman, descreveu o incidente como “inesperado e lamentável”.

SUÉCIA. A justiça sueca condenou um homem de 61 anos a quatro anos e cinco meses de prisão por “explorar impiedosamente” a sua mulher, a quem obrigou a ter sexo pago com mais de 100 homens durante três anos. Foi considerado culpado de exploração sexual agravada, tentativa de violação, agressão, ameaças e um delito menor relacionado com drogas, informou o tribunal de Härnösand, no norte da Suécia. Este caso, que chocou o país, foi comparado ao da francesa Gisèle Pelicot, cujo marido foi condenado em 2024 por a ter drogado e permitido que dezenas de homens a violassem enquanto estava inconsciente.

ITÁLIA. As autoridades italianas estão a investigar um grupo de chat no WhatsApp no ​​qual alguns motoristas e funcionários do sistema de transportes públicos de Milão terão partilhado e discutido fotografias de passageiras obtidas por câmaras de segurança. A Autoridade de Transportes de Milão (ATM) apresentou uma queixa sobre o alegado uso indevido de câmaras de segurança nos seus veículos e condenou “todos os tipos de comportamentos prejudiciais”. O grupo foi descoberto por um passageiro de um eléctrico, que se apercebeu de uma conversa entre um funcionário da ATM e outras pessoas, na qual partilhavam fotografias de uma mulher e faziam comentários sexistas e vulgares.

VATICANO. A Comissão Pontifícia para a Protecção de Menores (CEP) concluiu o seu primeiro encontro presencial com a organização internacional Fim do Abuso Clerical. O encontro ficou marcado pelo apelo das vítimas a uma lei canónica universal de tolerância zero que afaste permanentemente do ministério os clérigos abusadores. O encontro de dois dias, realizado no Palazzo Maffei, na capital italiana, foi convocado pelo Papa após uma audiência com a direcção da associação em Outubro de 2025, segundo um comunicado da CEP.

ÁFRICA DO SUL. O Presidente sul-africano assinalou na terça-feira o 50º aniversário do Levante de Soweto (o antigo gueto negro em Joanesburgo) e prestou homenagem aos 174 estudantes mortos pela polícia durante o regime do apartheid (1948-1994) nesse massacre. “As crianças de Soweto saíram das suas salas de aula e ficaram para a história. Enfrentaram balas com as próprias mãos, confrontaram a injustiça com uma coragem extraordinária e, através do seu sacrifício, mudaram o curso da história do nosso país”, declarou Cyril Ramaphosa.

PERU. A candidata de direita Keiko Fujimori alargou a sua vantagem em 0,2 pontos percentuais, equivalente a 36.349 votos e 50,1% do total, com 99,152% dos votos apurados nas eleições presidenciais realizadas a 7 de Junho no Peru. Entretanto, o partido do esquerdista Roberto Sánchez, seu rival nas eleições, convocou para amanhã uma grande marcha em “defesa do voto popular” e em protesto contra uma alegada “falta de transparência” dos órgãos eleitorais. Ainda terão de ser revistas 787 actas contestadas por alegadas irregularidades.

EQUADOR. O Presidente do Equador, Daniel Noboa, decretou um novo estado de emergência devido a “graves distúrbios internos” em dez províncias e três municípios do país, apenas 16 dias após o final do anterior. O estado de emergência permite às forças de segurança intervir de forma a “salvaguardar a protecção interna, a restauração, a manutenção e o controlo da ordem pública e da segurança dos cidadãos”, bem como para “prevenir, combater e neutralizar qualquer actividade criminosa ou delinquente que afecte o exercício das garantias, direitos e liberdades da população”, refere o decreto.

ARGENTINA. O Banco Mundial (BM) anunciou um pacote de empréstimos com garantias de dois mil milhões de dólares para ajudar a Argentina a enfrentar as suas dívidas. O aval combina dois programas de instituições do grupo BM: um baseado no desempenho macroeconómico do país, concedido pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), e o outro é uma garantia concedida pela Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (Miga). “Em conjunto, as garantias cobrirão 95% dos pagamentos do serviço da dívida do empréstimo comercial, o que permitirá à Argentina reduzir os seus custos de financiamento e fortalecer a gestão da dívida pública”, explicou o BM.

EUA. O custo do polémico projecto do Presidente dos EUA para construir um grande salão de baile na Casa Branca atingirá cerca de 600 milhões de dólares, com mais de metade coberto por fundos públicos, apesar da insistência de Donald Trump de que será financiado exclusivamente por donativos privados, revelou o “Washington Post”. O jornal, citando documentos internos do empreiteiro responsável pelo projecto, “Clark Construction”, indica que uma estimativa preparada em Março eleva o orçamento em 200 milhões de dólares acima do valor divulgado publicamente por Trump. De acordo com estes registos, cerca de 307 milhões de dólares viriam de fundos públicos – principalmente do Serviço Secreto e do Gabinete Militar da Casa Branca para financiar medidas de segurança – em comparação com cerca de 293 milhões de doadores privados.

HAITI. O secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu a situação humanitária no Haiti como “desesperante”, no início de uma visita de solidariedade, e pediu à comunidade internacional que “pare de ignorar a situação”. “Devemos estar ao lado do Haiti”, acrescentou Guterres, que chegou ao Haiti no meio da escalada da crise e da violência no país, o mais pobre das Américas. Segundo dados da ONU, a violência no Haiti provocou pelo menos 2.310 mortos e 1.106 feridos nos primeiros cinco meses do ano. Gangues armados controlam quase 90% da região metropolitana de Porto Príncipe.