CHINA-I. O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês considerou que os laços da China com o Canadá são de cooperação, afirmando que a visita do Primeiro-Ministro canadiano, Mark Carney, a Pequim no início do ano permitiu “corrigir o rumo” das relações bilaterais. Wang Yi reuniu-se na sexta-feira em Otava com Carney e a sua homóloga, Anita Anand, na primeira visita de um MNE chinês ao Canadá desde 2016. Wang frisou que não existem “conflitos fundamentais” entre os dois países, mas sim “um amplo espaço de cooperação”.

CHINA-II. O banco central da China está empenhado em aumentar a utilização do yuan digital no país e no estrangeiro, disseram fontes do sector, colocando Pequim num caminho diferente – e potencialmente concorrente – do dos EUA na definição do futuro do dinheiro. O Banco Popular da China está a oferecer incentivos políticos e orientações nos bastidores aos bancos para expandirem o uso do yuan digital em áreas que vão desde sorteios de lotaria a tarifas de energia verde e despesas fiscais.

CHINA-III. O antigo líder do famoso Templo Shaolin foi condenado a 24 anos de prisão por crimes que incluem peculato e suborno, cometidos ao longo de três décadas, informou um tribunal de Xinxiang, na província de Henan. Liu Yingcheng, que como abade era conhecido pelo nome de Shi Yongxin, foi destituído em Julho de 2025 por conduta “extremamente” imprópria. Tinha 59 anos na época.

CHINA-IV. O Governo acusou o Japão e as Filipinas de violarem o direito internacional ao avançarem com negociações para delimitar as fronteiras marítimas em águas situadas a leste de Taiwan, uma área sobre a qual Pequim reivindica soberania. Em conferência de imprensa, a porta-voz do MNE chinês Mao Ning afirmou que a China detém “direitos sobre a ZEE e a plataforma continental” nas águas adjacentes a Taiwan. Segundo Mao, a iniciativa de Tóquio e Manila prejudica os direitos e interesses marítimos da China e constitui uma “violação do direito internacional”, nomeadamente da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

CHINA-V. A biofarmacêutica chinesa Innovent Biologics anunciou um acordo com a norte-americana Pfizer para desenvolver 12 medicamentos oncológicos em fase inicial, parceria que poderá gerar até 10,5 mil milhões de USD. Segundo um comunicado enviado pela Innovent à Bolsa de Valores de Hong Kong, o acordo prevê um pagamento inicial de 650 milhões de dólares à empresa chinesa, além de até 9,85 mil milhões adicionais em pagamentos dependentes de metas de desenvolvimento, aprovação regulatória e comercialização.

HONG KONG-I. Um tribunal de Hong Kong rejeitou o recurso do ex-presidente da maior associação de imprensa da cidade contra a condenação por obstrução à polícia, impondo-lhe uma pena de cinco dias de prisão. Ronson Chan, ex-presidente da Associação de Jornalistas de Hong Kong, foi detido pela polícia, que alegou que se recusou a apresentar a sua identidade e se mostrou “pouco cooperante” quando abordado por dois polícias à paisana em 2022, a caminho de uma reportagem.

HONG KONG-II. Um sistema de avaliação melhorado para os funcionários públicos abrangerá apenas algumas categorias na primeira fase, afirmou no sábado a Secretária do Serviço Público, Ingrid Yeung. O sistema revisto será implementado a partir de 1 de Outubro, segundo o qual cerca de 5% a 10% dos colaboradores considerados com um desempenho inferior ao esperado não receberão um aumento salarial.

HONG KONG-III. Um incêndio num apartamento em Mid-Levels, no sábado, deixou três pessoas em estado crítico. As autoridades descreveram o incêndio como “suspeito”. Os bombeiros foram chamados ao Regal Crest, na Robinson Road, pouco antes das 11h00. Encontraram uma mulher inconsciente num quarto de hóspedes e um homem e uma mulher que desmaiaram na casa de banho da suite principal.

COREIA DO NORTE. A Primeira-Ministra japonesa manifestou a sua determinação em alcançar um “avanço” na resolução da antiga questão dos cidadãos japoneses raptados pela Coreia do Norte, prometendo considerar todas as opções, incluindo as negociações da cimeira. “Custe o que custar, resolverei a questão dos raptos, conseguindo um avanço durante o meu mandato”, disse Sanae Takaichi, num encontro organizado por familiares de raptados pela Coreia do Norte e seus apoiantes.

COREIA DO SUL-I. Os estrangeiros possuíam mais de 108 mil imóveis na Coreia do Sul no final de 2025, sendo que os chineses representavam mais de metade de todas os proprietários estrangeiros, segundo dados divulgados pelo Ministério da Terra, Infra-estruturas e Transportes. Os estrangeiros possuíam 108.231 imóveis no país a 31 de Dezembro de 2025, um aumento anual de 8%.

COREIA DO SUL-II. Dezassete pessoas foram hospitalizadas no fim-de-semana após uma fuga de gás bromo tóxico num laboratório universitário em Cheongju, na província de Chungcheong do Norte, o que levou a uma evacuação de emergência e a um alerta de desastre. A fuga ocorreu depois de um frasco de reagente de 500 ml contendo bromo ter caído e partido, segundo a polícia e os bombeiros.

JAPÃO-I. Uma mulher japonesa processou o Estado, alegando que um procurador que tratava da sua queixa de violação a insultou e arquivou o caso sem investigação suficiente. A mulher está a pedir 5 milhões de ienes de indemnização, argumentando que o seu estado mental se deteriorou depois de o procurador a ter acusado de prestar falsas declarações durante uma audiência em 2023, segundo uma declaração de queixa partilhada com a AFP.

JAPÃO-II. Durante três anos, Mahendra Dharmapriya, dono de restaurante do Sri Lanka, encheu as ruas de um bairro na zona rural do Japão com os aromas da sua terra natal: lentilhas cremosas, caril de peixe, ‘hoppers’ de ovo e chá preto com gengibre. Mas, recentemente, preparou a última refeição no Ceilão Daiya, e fechou as portas. Foi obrigado a fechar o restaurante porque não conseguiu cumprir as novas regras de vistos destinadas a restringir a entrada de estrangeiros no Japão.

TAILÂNDIA. Nadadores-salvadores na praia de Kata Noi, no distrito de Karon, em Phuket, encontraram uma “caravela-portuguesa”, criatura marinha altamente venenosa, encalhada na praia, causando preocupação entre turistas e operadores turísticos. Houve também relatos de avistamentos desta espécie noutras áreas de Phuket, incluindo as praias de Nai Harn, Ya Nui e a Ilha Racha. As autoridades intensificaram a vigilância e emitiram alertas ao público, uma vez que o veneno pode causar dor intensa e ardente e, nalguns casos, ser fatal.

LAOS. Mais quatro homens presos numa gruta semi-submersa no Laos durante 10 dias foram libertados, disseram os socorristas, depois de um deles ter sido trazido à superfície um dia antes. A página de Facebook Thailand Rescue Diver noticiou que “as equipas de resgate conseguiram retirar mais quatro pessoas presas” por volta das 15h10 de sábado. “Um total de cinco pessoas foram resgatadas, enquanto duas permanecem desaparecidas”, lia-se na publicação.

VIETNAME. O Vietname anunciou que vai libertar quase 10 mil prisioneiros, incluindo estrangeiros, para assinalar as recentes eleições parlamentares. A nação costuma anunciar amnistias antes de eventos ou celebrações especiais. O país libertou mais de 22 mil prisioneiros em 2025 – número recorde para um único ano – ao comemorar o 50º aniversário da queda de Saigão e os 80 anos da declaração de independência.

MYANMAR. Menos de dois meses após ter concluído uma transição cuidadosamente orquestrada de chefe da junta militar de Myanmar para Presidente, Min Aung Hlaing vai viajar para a Índia numa visita oficial. A viagem de cinco dias, durante a qual o antigo general manterá conversações com o Primeiro-Ministro indiano, Narendra Modi, destaca o regresso gradual do empenhamento regional em Myanmar, cinco anos depois de muitos dos seus vizinhos terem rejeitado a liderança militar da nação do Sudeste Asiático após o golpe de Estado.

ÍNDIA. Hasina Bibi segurava a sua filha faminta de quatro anos enquanto esperava num posto fronteiriço entre a Índia e o Bangladesh, tentando sair no meio de crescentes receios de uma repressão indiana contra os imigrantes ilegais. Ela está entre as centenas de bengaleses que se reuniram durante dois dias em Hakimpur, no estado indiano de Bengala Ocidental, informou a polícia, na esperança de regressar ao país, enquanto as autoridades intensificam a fiscalização sob um novo governo estadual. O Partido Bharatiya Janata, de orientação nacionalista hindu, do Primeiro-Ministro indiano Narendra Modi, chegou ao poder em Bengala Ocidental no início de Maio, prometendo “detectar, excluir e deportar” os imigrantes ilegais.