O vice-primeiro-ministro e ministro coordenador dos Assuntos Sociais timorense, Mariano Assanami Sabino, desafiou os empresários timorenses a realizarem investimentos e criticou os membros do Governo que não assumem o papel de verdadeiros servidores do Estado. “Para os empresários que têm muitos projectos de investimento, não aproveitem o dinheiro para passear, andar de um lado para o outro, construir casas grandes ou comprar apenas carros bons, como se já fossem grandes patrões”, disse Assanami Sabino. Segundo o governante, muitos empresários timorenses continuam demasiado dependentes dos projectos do Governo ou do Estado, o que, salientou, não representa uma classe empresarial verdadeiramente rica. O vice-primeiro-ministro incentivou a que sejam feitos investimentos em setores estratégicos para que Timor-Leste não dependa de estrangeiros. “A nossa soberania está nas nossas próprias mãos, com o nosso dinheiro. Temos de investir, temos de criar, temos de ser nós os autores da nossa própria soberania”, afirmou Mariano Assanami Sabino. O também líder do Partido Democrático, na coligação no Governo, pediu também aos seus colegas para apoiarem os investidores. “Os membros do Governo são servidores das pessoas. Quando chegam grandes investimentos para fazer alguma coisa, devem ir ao terreno, receber e acompanhar. Não podem ficar sentados nos seus gabinetes e dificultar a recepção dos investidores. O tempo não espera, não podemos estar ocupados com coisas que não sabemos se têm importância”, salientou. Segundo o vice-primeiro-ministro, ser servidor público significa descer ao terreno, observar, avaliar e apoiar aqueles que fazem bem. “Ser servidor é isso. Ser eleito pelo povo é para trabalhar. Não é vestir um fato, nem andar apenas com bons carros de um lado para o outro”, concluiu. Mariano Assanami Sabino falava durante a cerimónia de inauguração e lançamento da operação de três barcos de pesca, denominados Kablaki, Paitchau e Maubai. As embarcações foram compradas pelo Conselho dos Combatentes da Libertação Nacional a partir de um fundo criado pelos veteranos em 2020 para desenvolver o sector das pescas no país. Com aquele fundo, os veteranos criaram também o Banco do Nosso Futuro (BNF), oficinas para arranjo de viaturas, uma alfaiataria, entre outros investimentos.
AEP leva 20 empresas portuguesas à maior feira de negócios de Angola
Vinte empresas portuguesas integram a delegação da Associação Empresarial de Portugal (AEP) na 41ª Feira Internacional de Luanda (FILDA), que decorre de 21 a 26 de Julho na Zona Económica Especial Luanda-Bengo. A AEP está a promover a participação empresarial portuguesa no certame, juntando-se no plano institucional à Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e à Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA), segundo dados oficiais. A delegação inclui fabricantes de máquinas e equipamentos para vários sectores industriais, produtores de azeite e de laticínios, empresas de consultoria e programação informática, embalagens de papel e cartão, têxteis, produtos de limpeza e produtos farmacêuticos, mobiliário e iluminação, entre outros. A organização da FILDA 2026 contabiliza, até ao momento, 2.348 participações diretas e indiretas e anuncia a presença de mais de 20 países na edição deste ano, estando representadas 10 províncias angolanas: Benguela, Cabinda, Bié, Huambo, Huíla, Icolo e Bengo, Luanda, Namibe, Uíge e Zaire. O certame decorre sob o lema “Produzir e inovar localmente, vencer globalmente” e o recinto integra três pavilhões de exposição, duas áreas exteriores para máquinas e equipamentos industriais, salas de conferências e espaços destinados a reuniões entre expositores, clientes e investidores. Na edição de 2025 estiveram representadas cerca de 1.800 empresas de 18 países, estimando-se que o evento tenha gerado um volume de negócios superior a 60 milhões de dólares. A FILDA é o maior evento multissetorial de negócios realizado em Angola.
Camisola de Pelé no Mundial 1958 vendida por 4,9 milhões de dólares
A camisola usada pelo histórico avançado brasileiro Pelé na final do Mundial1958 de futebol foi vendida em leilão por 4,9 milhões de dólares, em Nova Iorque, anunciou a leiloeira Sotheby’s. A peça foi utilizada por Pelé na primeira conquista mundial do Brasil, frente à Suécia. Com apenas 17 anos, Edson Arantes do Nascimento marcou dois dos cinco golos na vitória por 5-2 diante da seleção anfitriã, depois de o Brasil ter eliminado a França nas meias-finais pelo mesmo resultado. A camisola foi oferecida pelo jogador ao colega e amigo Dida, permanecendo na família deste durante décadas, tendo, depois, chegado a estar exposta num museu e leiloada, uma primeira vez em 2004, por um valor não divulgado. Neste leilão, foi vendida após 10 licitações de cinco interessados, acabando nas mãos de um comprador não identificado. Segundo a Sotheby’s, a camisola tornou-se a segunda mais cara do mundo. O recorde mantém-se com a camisola usada pelo avançado argentino Diego Armando Maradona em 22 de Junho de 1986, nos famosos quartos de final do Mundial frente à Inglaterra, vendida por 9,3 milhões de dólares. Nesse encontro, a Argentina venceu por 2-1 graças a dois golos icónicos de Maradona, incluindo o célebre golo marcado com a mão, validado pelo árbitro.
Empresários admitem risco de o Brasil deixar de exportar carne para a UE
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que existem grandes possibilidades de o sector não conseguir cumprir as exigências da União Europeia (UE) sobre o uso de antimicrobianos. Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, o sector teme perder acesso ao mercado europeu porque o período necessário para adaptação às novas regras sanitárias seria de aproximadamente 30 meses. “Há uma grande possibilidade de a gente não conseguir vender mais para a União Europeia a partir de Setembro e ter um período de adaptação”, declarou Perosa durante uma conferência de imprensa.Em Maio, a UE retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano e a decisão entra em vigor em 03 de Setembro de 2026. A Comissão Europeia justificou a exclusão por considerar que o Brasil não cumpre as exigências relacionadas com o uso de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais destinados à exportação. Segundo a Abiec, o mercado europeu representa entre 5% e 6% da faturação das exportações brasileiras de carne bovina embora tenha importância muito superior ao seu volume de compras. Perosa classificou a UE como “um mercado pequeno em volume, mas com muito valor agregado, e compra cortes únicos”. O dirigente acrescentou que os países europeus também influenciam a formação dos preços internos e a reputação internacional da proteína brasileira. “Além disso, eles são importantes na formulação de preços no mercado interno e na reputação internacional da proteína brasileira”, afirmou. Perosa disse ainda que existe preocupação com a possibilidade de outros mercados seguirem a posição europeia e criarem restrições semelhantes para a carne bovina brasileira. Segundo o dirigente, esse movimento poderá ampliar os impactos negativos para as exportações nacionais caso novas barreiras sanitárias sejam adoptadas por outros parceiros comerciais.



