O Presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu em prosseguir com as negociações com o Irão, durante uma reunião na Casa Branca com o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que pede uma postura mais dura de Washington em relação a Teerão. O governo americano retomou na semana passada, em Omã, as negociações sobre o programa nuclear do seu arqui-inimigo, mas manteve a ameaça militar caso um acordo não seja alcançado. “Nenhuma decisão definitiva foi tomada, salvo que insisti em que as negociações com o Irão vão continuar, para ver se é possível chegar a um acordo”, indicou Trump na rede Truth Social, após receber o aliado israelita por mais de duas horas. “Enquanto for possível negociar, indiquei ao Primeiro-Ministro que essa será a minha preferência”, acrescentou. Netanyahu, que visitou os EUA pela sexta vez no segundo mandato do presidente republicano, deseja que as negociações incluam o programa de mísseis iraniano, e não apenas o tema nuclear. Segundo o seu gabinete, ele reiterou as necessidades de segurança de Israel no contexto das negociações entre Washington e Teerão. As autoridades iranianas que denunciaram a “influência destrutiva” da visita do líder israelita indicaram que estão abertas a permitir “inspecções” para verificar a natureza pacífica do seu programa nuclear, mas alertaram que não cederão a “exigências excessivas”. “Não queremos adquirir armas nucleares. Já afirmámos isso repetidamente e estamos preparados para todos os tipos de inspecções”, disse o Presidente Masoud Pezeshkian na quarta-feira, data do 47º aniversário da Revolução Islâmica. Embora tenha expressado esperança de alcançar um acordo, Trump disse na terça-feira, em entrevista à Axios, que estava a “pensar” em enviar um segundo porta-aviões para o Médio Oriente. “Ou chegamos a um acordo, ou teremos que fazer algo muito duro como da última vez”, afirmou. A 22 de Junho, após várias rondas de negociações com Teerão, Trump ordenou o bombardeamento das instalações nucleares do país durante a guerra de 12 dias iniciada por Israel, a potência nuclear de facto, contra o Irão. Noutra entrevista à Fox Business, o Presidente dos EUA afirmou que, para se chegar a um acordo, a República Islâmica deve renunciar às suas armas nucleares e mísseis. Os líderes iranianos “querem chegar a um acordo”, mas “tem de ser um bom acordo”, argumentou Trump, que acusou Teerão de ter sido “muito desonesto” com Washington.

 

JTM com as agências internacionais