O Presidente dos EUA instou a China e a Rússia a comprarem crude venezuelano gerido por Washington e defendeu a decisão de assumir o controlo das vendas de petróleo do país sul-americano. “Estamos abertos a negócios. A China pode comprar-nos todo o petróleo que quiser, lá (na Venezuela) ou nos EUA. A Rússia pode obter de nós todo o petróleo de que necessita”, disse Donald Trump numa reunião na Casa Branca com petrolíferas para discutir a revitalização do sector na Venezuela. O encontro com executivos de grandes multinacionais, como a Chevron, Exxon, Repsol (Espanha) e Eni (Itália), aconteceu após a captura do Presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças dos EUA e o anúncio de que Washington assumiria a comercialização de milhões de barris de crude venezuelano, após um acordo com o seu Governo interino. Trump, que já tinha prometido negociar com as companhias petrolíferas para relançar a indústria de hidrocarbonetos da Venezuela, que se encontra “gravemente deteriorada”, alertou que, se Washington não tivesse assumido o controlo do crude venezuelano, “a China teria entrado lá, e a Rússia também”. Trump espera que as companhias petrolíferas construam novas instalações na Venezuela, em vez de apenas “uma simples renovação”, porque “se fecharmos um negócio, vão ficar lá muito tempo”. Ofereceu ainda “protecção e segurança governamentais” a longo prazo às petrolíferas nacionais e internacionais. No sábado, assinou uma ordem executiva que coloca sob protecção especial as receitas venezuelanas, incluindo as petrolíferas depositadas nos EUA, para que não possam ser embargadas. Trump pretende que as petrolíferas americanas invistam “pelo menos 100 mil milhões de dólares de capital próprio, não dinheiro do governo”, para revitalizar as infra-estruturas venezuelanas e, com o tempo, aumentar a produção de petróleo. O compromisso com a segurança surge em resposta aos receios do sector em relação à instabilidade política na Venezuela. O CEO da ExxonMobil, Darren Woods, afirmou mesmo durante a reunião da Casa Branca que são necessárias “mudanças significativas” na situação da Venezuela para que a sua empresa invista no país. Porém, outras empresas, assumiram uma posição distinta. O CEO da Repsol, Josu Jon Imaz, disse a Trump que a empresa espanhola já tem presença na Venezuela (responsável por metade da geração de electricidade do país), e está preparada para “investir fortemente” e triplicar a sua produção de crude no país, para cerca de 135 mil barris por dia.
JTM com agências internacionais



