O Serviço Nacional de Saúde (SNS) registou um défice de 1.035 milhões de euros em 2025, uma melhoria anual de 533,9 milhões que resultou do crescimento de 10% da receita, anunciou ontem a ministra da Saúde de Portugal, numa audição na comissão parlamentar de Saúde. Segundo Ana Paula Martins, o SNS garantiu 14,1 milhões de consultas em 2025, um crescimento anual de 2,2%, e um recorde de 784.580 cirurgias. Por outro lado, reconheceu um aumento do número de doentes em lista de inscritos para cirurgia, explicando-o com o facto de, apesar de terem sido realizadas mais cerca de 10.600 cirurgias, houve 13.668 novas inscrições. “Este dado não traduz menor capacidade de resposta, pelo contrário, reflecte uma maior procura do sistema: mais consultas realizadas, mais diagnósticos efectuados e maior referenciação para cirurgia”, afirmou a governante, acrescentando que o valor traduz igualmente dois picos de gripe – um em Janeiro de 2025, outro em Dezembro de 2025 -, que comprometeram a actividade programada. A ministra estimou ainda que as primeiras urgências regionais de obstetrícia e ginecologia vão entrar em funcionamento “dentro de pouco tempo”. Perante os deputados, assegurou que processo que está a ser “directamente trabalhado com os profissionais no terreno”, que foram chamados a participar nas soluções para dar resposta à procura dos serviços de urgência. “Não estamos a impor modelos administrativos desligados da realidade clínica, mas sim respostas com quem conhece os serviços, as equipas e as necessidades das populações”, salientou Ana Paula Martins.



