O Primeiro-Ministro cabo-verdiano admitiu que a reconstrução da ilha de São Vicente, afectada pela tempestade que provocou nove mortos, exigirá um montante elevado, maioritariamente em infra-estruturas, garantindo que o Governo está a mobilizar recursos internos e externos.
“O grosso do investimento que terá de ser feito vai exigir muitos milhões”, afirmou Ulisses Correia e Silva, que visitou São Vicente pela segunda vez desde a tempestade de 11 de Agosto, salientando que o Governo está a desenvolver um programa de “apoio às famílias, aos que perderam bens e à actividade económica – desde pequenos comerciantes até grandes empresas -, incluindo subvenções para viaturas perdidas”.
O chefe do Governo salientou que o grosso do investimento será feito a nível das infra-estruturas e que o executivo está empenhado na mobilização de recursos internos e externos.
Ulisses Correia e Silva defendeu a necessidade de unir esforços, fazer pedagogia política e envolver o máximo possível da nação cabo-verdiana, no país e no estrangeiro, incluindo a diáspora, para dar as respostas necessárias à reconstrução da ilha.
Apelo à unidade
Ulisses Correia e Silva deslocou-se às zonas de Pombas Brancas e Salamansa e visitou ainda as instalações do Instituto do Mar (Imar). E foi no encontro que manteve com os serviços da Protecção Civil, a abrir a visita, para apresentação detalhada das intervenções em curso, que deixou recados à oposição sobre “oportunismo político”.
Segundo a agência inforpress, tal postura “não ajuda em absolutamente nada”, naquilo que é a necessidade de “juntar a nação cabo-verdiana, o esforço da nação, para restaurar São Vicente”.
“Não é momento de dividir as pessoas por motivos oportunistas, de política e politiquices, mas sim de juntar, passar mensagens positivas para a nação e juntar as energias e esforços, e todos os partidos o devem fazer”, reforçou.
Por isso, sublinhou que nesta visita trouxe uma mensagem “de conforto, de confiança e de trabalho” para se poder reverter a situação e colocar ilha de São Vicente “no lugar que ela sempre mereceu”.
Na ocasião, reconheceu ainda toda a contribuição e acções de solidariedade vindas de todo o mundo, “que tem sido impressionante”, diáspora incluída. “É preciso juntar as mãos, proteger as famílias e a retoma da actividade económica, esse é que deve ser o foco”, continuou, mas lembrou que o grosso do investimento a ser feito na ilha vai exigir “muitos milhões”.
Aliás, foi o próprio a confirmar que houve “muitos estragos” e que a resposta de resiliência vai exigir mais trabalho, melhorar ainda mais o sistema de drenagem na ilha, o que “está acautelado”.
“É claro que temos que ter medidas para fazer com que as habitações, os assentamentos habitacionais sejam de maior resiliência em cumprimento das normas de zonas de risco, tipologias de habitação e a requalificação que tem de ser feita”, reforçou.
O chefe do Governo chamou ainda atenção para o problema das construções clandestinas, construções nas ribeiras e nas encostas que, sustentou, “atravessa todo o país”.
O importante, finalizou, é aproveitar este momento para passar uma mensagem de responsabilidade política, de um pacto social sobre a matéria e fazer uma acção de longo prazo para se reverter e criar situações habitacionais em melhores condições de segurança da população. “Há que, também, haver muito mais oferta de casas sociais em zonas de segurança e muito menos em zonas de risco”, finalizou.
No seguimento da visita, a comitiva de Ulisses Correia visitou pequenos negócios afectados no circuito Avenida 12 de Setembro à Praça Estrela e Condomínio Rozar, para verificar as condições de alojamento definitivo das famílias.
Também se deslocou à Avenida 12 de Setembro e à Praça Estrela com paragens em vários pequenos negócios afectados, e ao Condomínio Rozar, para verificar as condições de alojamento definitivo das famílias.
Na quarta-feira, visitou diversas empresas locais, em zonas como Ribeira de Julião, Lazareto e Calhau, e encontrou-se com pescadores e peixeiras.
JTM com agências internacionais



