O governo de Hong Kong divulgou as medidas de pandemia mais duras até ao momento, incluindo restrições a reuniões privadas em casas, multas mais altas para quem violar as regras e a proibição de pessoas não vacinadas entrarem em supermercados, shoppings e outros lugares. A partir de amanhã, o limite de aglomerações em locais públicos será reduzido, de quatro para duas pessoas, enquanto apenas duas famílias poderão misturar-se em residências particulares. Numa conferência de imprensa, a Chefe do Executivo, Carrie Lam, anunciou que, quando o “certificado de vacina” entrar em vigor em 24 de Fevereiro, cobrirá mais locais do que o previsto originalmente. Além de locais como restaurantes, ginásios e salões de beleza, as pessoas também precisarão de o apresentar para entrar em shoppings, supermercados, lojas de departamentos, mercados e locais religiosos havendo verificações pontuais por polícias. “As nossas medidas precisam ser muito fortes para que possamos aumentar a taxa de vacinação neste período para prevenir casos graves e proteger o sistema médico de Hong Kong. Estamos a fazer a vida mais dura para os não vacinados. Os que não estão vacinados, terão muito menos opções”, adiantou. Carrie Lam referiu que o certificado de vacina ainda não será exigido nos transportes públicos, pois as pessoas precisam de usá-los para actividades diárias essenciais, mas admitiu que o secretário da Saúde pode ordenar que o transporte público seja coberto por esse esquema, caso a situação da Covid se torne mais grave. Lam também anunciou que a multa por violar uma ordem de teste obrigatória será duplicada para 10.000 dólares de Hong Kong.