A maioria dos principais partidos, tanto no poder como da oposição, expressaram apoio a uma proposta apresentada pelos presidentes das duas câmaras do Parlamento japonês para uma revisão da lei que visa manter o número de membros da família imperial, no meio de preocupações com a estabilidade da sucessão imperial, noticiou a agência Kyodo. Numa reunião com os 13 partidos do parlamento, sete deles, incluindo o Partido Liberal Democrático (PLD), da Primeira-Ministra Sanae Takaichi, “concordaram em termos gerais” com a proposta, afirmou o presidente da Câmara dos Representantes, Eisuke Mori. Embora o Partido Democrático Constitucional, o maior da oposição, continue indeciso, apenas alguns pequenos grupos se opõem à proposta de “consenso legislativo”, o que significa que a legislação será provavelmente aprovada. Mori, veterano deputado do PLD, afirmou que pretende finalizar a minuta na próxima reunião, agendada para hoje, com o objectivo de avançar com o diploma durante a actual sessão parlamentar, que termina a 17 de Julho. As duas principais alterações visam permitir que as mulheres da família imperial mantenham o seu estatuto mesmo depois de se casarem com plebeus e autorizar a família imperial a adoptar homens de 11 antigas famílias da realeza. De acordo com a actual Lei da Casa Imperial de 1947, apenas um homem que tenha um imperador por parte do pai pode suceder ao Trono do Crisântemo, e as mulheres perdem o estatuto imperial ao casar. Tanto o número de sucessores elegíveis como o dos membros da família estão a diminuir. Actualmente, existem apenas três herdeiros do Imperador Naruhito, de 66 anos: o seu irmão mais novo, o Príncipe Herdeiro Fumihito, de 60 anos, o seu sobrinho, o Príncipe Hisahito, de 19 anos, e o seu tio, o Príncipe Hitachi, de 90 anos. A proposta sublinha que os desejos das mulheres da família imperial sobre manter ou renunciar ao seu estatuto após o casamento devem ser respeitados, embora deixe em aberto a questão de saber se os seus maridos e filhos também obteriam o estatuto imperial. A proposta prevê ainda que a adopção de membros masculinos de antigos ramos da família imperial, actualmente proibida, será revista a intervalos fixos, se necessário, e que os filhos adoptivos não poderão tornar-se imperadores. As duas propostas foram originalmente apresentadas em 2021 por um painel de especialistas do governo, que não abordou a questão de permitir que mulheres ou pessoas com linhagem matrilineal de um imperador ascendessem ao trono, alegando ser prematuro explorar o assunto.

 

JTM com agências internacionais