O Presidente da República, António José Seguro, defendeu que Portugal é hoje um país moderno “que quer de volta os seus” e, já sendo “extraordinário para se viver”, também “deve ser extraordinário para se trabalhar”. Numa cerimónia com a comunidade portuguesa no Luxemburgo, no âmbito das comemorações do Dia de Portugal, também o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, destacou o “potencial de desenvolvimento” de Portugal e deixou um pedido aos emigrantes e lusodescendentes presentes. “Portugal precisa de todos vós e nós contamos muito convosco para o nosso futuro. Seja esse futuro construído aqui no Luxemburgo, seja esse futuro construído no regresso que ambicionamos muitos possam ter a Portugal, seja esse futuro construído com as famílias que partilham uma presença quer em Portugal, quer no Luxemburgo”, disse. Minutos depois, Seguro foi ainda mais claro, dizendo que Portugal “é um país que quer receber de volta os seus”. “Os que emigraram e os que nasceram fora, mas que sentem Portugal como uma parte de si”, afirmou. O Chefe de Estado recordou o que disse recentemente a jovens portugueses em Madrid, na sua primeira visita desde que tomou posse a 9 de Março. “Portugal é um extraordinário país para se viver. E deve ser também um país extraordinário para se trabalhar. É um compromisso que assumo”, afirmou. Seguro elogiou a tradição de celebrar o Dia de Portugal também junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, iniciada pelo seu antecessor Marcelo Rebelo de Sousa, e disse que o Luxemburgo foi a sua “primeira opção” para celebrar esta data, agradecendo a concordância imediata do Primeiro-Ministro com esta escolha. Seguro reiterou a importância da língua portuguesa “como o elo mais profundo” e renovou um compromisso. “Portugal tem a responsabilidade de garantir às comunidades na diáspora uma rede que permita aos seus filhos continuar a aprender português”, apontou. Também Montenegro assegurou que o Governo continua “muito empenhado juntamente com a Presidência da República e a Assembleia da República” em fortalecer a ligação entre Portugal e as comunidades. “Queremos um Estado cada vez mais próximo dos portugueses no estrangeiro, independentemente da distância. Muito, muito há ainda a cultivar e a fazer para sermos mais próximos e aproveitarmos todo o potencial que a proximidade nos pode dar”, admitiu. Seguro e Montenegro saudaram, nos seus discursos, a recente eleição de Portugal para o Conselho de Segurança das Nações Unidas como membro não permanente e deixaram elogios à situação do país.
JTM com Lusa



