O Presidente António José Seguro e o Primeiro-Ministro Luís Montenegro celebraram a eleição de Portugal como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, que consideram ser um reconhecimento do historial “credível” e “respeitado” do país e da sua “visão estratégica a nível multilateral”. António José Seguro salientou que esta eleição “é uma conquista que enaltece todo o povo português”, “o que somos, a confiança que transmitimos e também o reconhecimento pelo nosso apego a valores universais” e do “compromisso do nosso país com o multilateralismo e, em particular, com as Nações Unidas”. “Reflecte a credibilidade, a confiança e o respeito de Portugal na comunidade internacional. É também uma vitória da diplomacia portuguesa e da coerência e estabilidade da nossa política externa”, frisou. Perante uma “conjuntura internacional cada vez mais desafiante e imprevisível”, o Chefe de Estado fez votos para que “este mandato de Portugal no Conselho de Segurança sirva para contribuir para um mundo mais pacífico, menos desigual, mais justo e mais digno”. Por sua vez, Montenegro sublinhou que “Portugal é um país credível, respeitado, tem intervenção e participação ao nível internacional”, sendo este mandato “mais uma demonstração desse nosso histórico”. Realçou ainda que Portugal possui “uma força muito superior à sua dimensão económica e demográfica” no panorama internacional, reconhecendo a sua “linha de lealdade e visão estratégica a nível multilateral”. Questionado sobre o contexto desta eleição, observou que o mundo atravessa actualmente “um dos momentos mais desafiantes” dos últimos anos, enquanto se debate a própria eficácia das Nações Unidas. Montenegro enalteceu os esforços do secretário-geral da ONU, António Guterres, para sensibilizar os países para a necessidade de financiamento para a cooperação e os instrumentos de ajuda ao desenvolvimento, entre outros desafios que a organização supranacional enfrenta. Reiterou ainda que as motivações de Portugal continuam a ser a dignidade do seu povo, a preservação do ambiente, a gestão da crise climática e a conservação dos oceanos. Tal como Seguro, Montenegro agradeceu ainda ao corpo diplomático português pelo empenho na obtenção deste mandato, incluindo o antigo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, e o actual Chefe de Estado. As candidaturas de Portugal e da Áustria prevaleceram sobre a da Alemanha, a outra candidata a um dos dois lugares reservados aos países da Europa Ocidental como membros não permanentes do Conselho.
JTM com agências internacionais



