A polícia de Hong Kong anunciou a detenção de 150 pessoas alegadamente envolvidas num esquema de apostas ilegais através da Internet. O grupo terá movimentado mais de 320 milhões de dólares de Hong Kong desde Julho de 2025, estimou a polícia, depois de cerca de 600 agentes terem realizado rusgas em unidades industriais ao longo de três dias. Os detidos têm entre 18 e 75 anos e incluem, além de 86 apostadores, titulares de contas bancárias usadas para branqueamentos de capitais e os alegados cabecilhas do grupo, que terão ligações a seitas. A polícia acredita que desmantelou quatro centros de processamento de apostas, três centros de promoção e um local de recrutamento de apostadores, cujas apostas individuais atingiam 300 mil dólares de Hong Kong. Segundo a imprensa local, a operação teve como alvo oito portais não autorizados no território, que ofereciam apostas em futebol, corridas de cavalos e outros desportos. A concessionária sem fins lucrativos Hong Kong Jockey Club detém o monopólio das apostas em partidas de futebol e em corridas de cavalos na RAEHK. A polícia apreendeu um milhão de dólares de Hong Kong em dinheiro, quatro milhões em bens, assim como computadores e telemóveis. O superintendente Au Yeung-tak, do departamento de combate ao crime organizado e às seitas da polícia de Hong Kong, sublinhou que o Mundial de futebol “é uma época alta para apostas ilegais”. Antes do início do torneio, a polícia de Hong Kong já tinha previsto um aumento das apostas ilegais, depois de ter detido 735 pessoas durante o Europeu 2024 e 1.104 durante o Mundial 2022. Em 2025, as autoridades registaram 374 casos de jogo ilegal, detiveram 4.482 pessoas e apreenderam registos que provam a existência de apostas no valor de 1,1 mil milhões de dólares de Hong Kong. No início deste mês, a polícia sublinhou também que é ilegal usar plataformas estrangeiras para apostar em partidas, incluindo no mercado de previsões. O aviso surgiu depois de a FIFA ter nomeado em Abril a ADI Predictstreet como a primeira plataforma do mercado de previsões oficial de um Mundial de futebol, num contrato avaliado em 150 milhões de dólares. Estas plataformas permitem aos clientes comprar e vender ‘contratos’ ligados ao resultado de eventos futuros políticos, desportivos ou culturais, sobre uma ampla gama de situações.



