“Este é um ‘barco que trata doenças’, tal como o vosso?” Esta foi a pergunta feita por uma paciente de quatro anos, dos Barbados, sentada numa sala de consulta pediátrica, depois de receber um barco de papel de presente do seu médico chinês. Ao ouvir que sim, inclinou-se e deu um beijo no barquinho de papel. A sala de consulta onde foi assistida é de um navio-hospital da Marinha chinesa que se encontrava nos Barbados para realizar uma missão médica no estrangeiro. O navio “Silk Road Ark” regressou a casa no domingo, após ter concluído a missão médica de 234 dias no estrangeiro, a mais longa deste tipo já realizada pela Marinha chinesa. Com o nome de código “Missão Harmonia-2025”, a viagem teve início em Setembro de 2025 e levou o navio a Nauru, Fiji, Tonga, Jamaica, Barbados e Papua Nova Guiné, onde prestou serviços médicos gratuitos às comunidades locais. Ao longo da missão, a equipa realizou 26.324 consultas externas e 2.724 cirurgias, 17.273 exames e testes de diagnóstico, e 136 doentes receberam cuidados hospitalares. Os membros da tripulação realizaram também intercâmbios médicos no Brasil e Chile, e participaram em exercícios conjuntos com navios das ilhas Fiji, Tonga e Brasil. Esta missão é um programa de assistência médica humanitária no estrangeiro organizado pela Marinha Chinesa desde 2010. As 10 missões anteriores foram realizadas pelo navio-hospital “Arca da Paz”. A mais recente marcou o primeiro destacamento no exterior do “Silk Road Ark”. Sendo o segundo navio-hospital oceânico padrão de 10 mil toneladas construído na China, inclui 14 departamentos clínicos, sete unidades auxiliares e oito salas de cirurgia modernas, capazes de realizar mais de 60 tipos de cirurgias. Possui ainda um helicóptero de resgate embarcado, permitindo operações de emergência com resposta rápida. A equipa médica era composta principalmente por pessoal médico do Comando do Teatro Sul do Exército de Libertação Popular, juntamente com membros de outras unidades e da Universidade Médica Naval. As instalações a bordo suportam uma vasta gama de serviços, incluindo cirurgia geral, ortopedia, obstetrícia e ginecologia e oftalmologia. Nas ilhas Fiji, um residente local procurou tratamento a bordo depois de ter sofrido de dores abdominais persistentes. A equipa médica chinesa providenciou rapidamente uma colonoscopia, que confirmou o diagnóstico de cancro do reto. Os médicos chineses trabalharam em estreita colaboração com médicos e anestesiologistas locais para realizar uma cirurgia complexa de cancro do reto médio-baixo, que foi concluída com sucesso. “Obrigado, médicos chineses!”, disse a família do paciente ao falar com os chineses após a operação, expressando a sua gratidão. O “Silk Road Ark” trouxe benefícios tangíveis para a comunidade fijiana, representando um símbolo bem-vindo de cuidado, serviço e boa vontade, de acordo com o ministro da Defesa e Assuntos de Veteranos das Fiji, Pio Tikoduadua. No final de Outubro do ano passado, o furacão Melissa atingiu algumas zonas costeiras da Jamaica, causando vítimas e danos materiais significativos, além de sobrecarregar o sistema de saúde do país. Quando o “Silk Road Ark” visitou o país no início de Dezembro, prolongou a sua estadia e acrescentou locais de atendimento a pedido do lado jamaicano, atracando em três portos e prestando 12 dias de serviços médicos aos residentes locais. Por vezes, a equipa médica trabalhava desde o início da manhã até à noite. “É claro que se sente fisicamente exausto. No final do dia, as pernas estão dormentes, as costas doem e mal se consegue encontrar energia para falar”, disse Wu Yanru, enfermeira-chefe de um centro cirúrgico. “Mas quando se vêem os sorrisos de gratidão dos pacientes após a cirurgia e se ouve os médicos locais dizerem sinceramente que ‘você foi de grande ajuda’, a sensação de realização substitui todo o cansaço”. No início deste mês, o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Zhang Xiaogang, afirmou que o navio-hospital levou esperança às pessoas dos países que visitou, deixando para trás muitas histórias comoventes e demonstrando o compromisso da China em construir uma comunidade com um futuro partilhado para a Humanidade.
JTM com agência Xinhua



