O antigo chefe de Estado timorense e presidente da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), Francisco Guterres “Lu Olo”, morreu em Kuala Lumpur, na Malásia, anunciou a família. Na mensagem, divulgada no Facebook, a família comunicou com “profunda tristeza e enorme pesar” que “Lu Olo” faleceu no Hospital Prince Court, “após ter recebido tratamento médico intensivo”. “A sua partida representa uma perda para a sua esposa, filhos e toda a família, para a Fretilin, para os seus companheiros de luta e para todos os que partilharam com ele o sonho e a construção de um Timor-Leste livre, democrático e soberano”, pode ler-se na mensagem. A família remeteu para mais tarde informações relativas às cerimónias fúnebres. “Pedimos a todos que respeitem a privacidade da família neste momento difícil, unindo-se a nós em oração e prestando homenagem à sua memória, ao seu legado e à sua dedicação ao povo timorense”, acrescentou a família na mesma mensagem. Francisco Guterres “Lu Olo” foi Presidente de Timor-Leste entre 2017 e 2022 e antigo presidente da Assembleia Constituinte e do Parlamento Nacional. Enquanto presidente da Assembleia Constituinte proclamou oficialmente a restauração da independência de Timor-Leste, em 20 de Maio de 2002, tendo, depois, dado posse a Xanana Gusmão como Presidente da República.

 

Anunciado leilão de 35 diamantes angolanos com 10,80 quilates

A Empresa Nacional de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam) anunciou um leilão online de 35 diamantes brutos angolanos, com peso igual ou superior a 10,80 quilates, em colaboração com a Trans Atlantic Gem Sales. Segundo o comunicado, as sessões de visualização realizam-se até 25 de Junho nos escritórios sede da empresa, em Luanda, encerrando o processo de licitação electrónica a 26 de Junho, às 10:00. O leilão é dirigido a clientes registados na base de dados da Sodiam com experiência na comercialização de pedras especiais, incluindo um lote “run-of-mine” (produção total da mina) e 35 pedras com peso igual ou superior a 10,80 quilates. Os lotes provêm de 10 operações mineiras: 12 pedras da produção do Luele, 11 do Catoca, quatro do Mussende, duas do Lulo, e das minas Calonda, Cuilo Kwenda, Kaixepa, Cuango, Somiluana e Mucuanza (uma de cada). A participação está reservada a convidados registados, aos quais será disponibilizado atempadamente um pacote de participação detalhado, segundo o mesmo comunicado. Este é o 17º leilão de diamantes brutos organizado pela Sodiam desde 2019, tendo o último sido realizado em Março de 2026. Fundada em Novembro de 1999, a Sodiam é a empresa estatal responsável pela comercialização da produção diamantífera angolana, abrangendo 27 sociedades mineiras – kimberlíticas e aluvionares. Em 2025, a empresa exportou cerca de 17,8 milhões de quilates em bruto, num valor total de aproximadamente 1,55 mil milhões de euros, correspondentes a um preço médio de cerca de 87,60 euros por quilate, posicionando Angola como o terceiro maior produtor mundial de diamantes em bruto em valor.

 

Mondlane destaca legado de Dhlakama na convenção do Anamola

O político Venâncio Mondlane, líder interino do partido Anamola, recordou o legado de Afonso Dhlakama e admitiu a influência que o líder histórico da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) teve na sua trajectória política. Mondlane, que discursava num comício no primeiro dia da convenção nacional da Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), na província de Nampula (norte), evocou conversas com o antigo líder da Renamo, a quem se referiu como “pai”, em encontros na serra da Gorongosa, em 2017 e 2018. Dhlakama liderou a Renamo durante 39 anos, desde 1979 até à sua morte, em Maio de 2018, período em que se afirmou como principal figura da oposição em Moçambique. Mondlane integrou a Renamo, tendo sido deputado e quadro destacado do partido, até abandonar a formação em 2023, após divergências internas ligadas à liderança e orientação política. No discurso, Mondlane, único candidato à liderança do partido que fundou em Agosto, lembrou os contactos com Dhlakama antes da sua morte, na serra da Gorongosa, na província de Sofala (centro), sustentando que o líder da Renamo defendia uma estratégia política sem recurso à violência armada. Mondlane recordou ainda quando se candidatou às eleições autárquicas de Maputo, em 2018, relatando um encontro com Dhlakama, durante o qual, disse, o então líder da Renamo validou o seu plano político. Na mesma intervenção, afirmou que, desde a criação do partido, têm sido registados vários episódios de violência, que resultaram em mortos e feridos em diferentes pontos do país, apontando o caso recente do assassínio do coordenador do partido em Manica, Vicente Anselmo, em Maio.

 

Bom Jesus desmente partido e reafirma ser candidato às presidenciais

O ex-primeiro-ministro são-tomense Jorge Bom Jesus reafirmou que é candidato às eleições presidenciais de Julho, desmentindo o seu partido, que anunciou a sua desistência, declarando apoio à recandidatura do actual Presidente, Carlos Vila Nova. “Eu quero reafirmar que sou candidato às próximas eleições presidenciais de 19 de Julho de 2026. Qualquer outra informação seria mentira”, declarou Jorge Bom Jesus em conferência de imprensa. Na quarta-feira, e após uma segunda reunião da sua Comissão Política, o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) anunciou que recebeu uma comunicação do militante, ex-presidente do partido e ex-primeiro-ministro Jorge Bom Jesus a anunciar “a desistência da sua candidatura ao cargo de Presidente da República, colocando os superiores interesses da Nação acima de quaisquer interesses pessoais ou circunstanciais”. “A Comissão Política saúda o elevado sentido de responsabilidade, maturidade política e espírito patriótico demonstrados pelo camarada Jorge Bom Jesus, considerando que a sua decisão constitui um importante contributo para o fortalecimento da unidade do MLSTP e para a preservação de um clima político favorável à estabilidade e ao desenvolvimento de São Tomé e Príncipe”, declarou o vice-presidente do MLSTP, Conceição Moreno. Em reacção, Jorge Bom Jesus sublinhou que não deu nenhum mandato, nem procuração a ninguém, com excepção do seu mandatário, para falar em seu nome, e que também não enviou ao MLSTP “nenhum requerimento, nenhuma nota a dar conta de qualquer desistência”. “O meu projecto decorre de um desejo genuíno de servir São Tomé e Príncipe (…). Ele alicerça-se nos profundos anseios da nossa população e do nosso povo”, declarou. O candidato confirmou que se reuniu com a direcção do MLSTP e com várias candidaturas, incluindo a do actual Presidente da República, Carlos Vila Nova, para abordar assuntos ligados às eleições, incluindo questões financeiras, mas rejeitou qualquer recebimento. “Quero aqui de viva-voz, de forma veemente, de forma solene, afirmar que nunca recebi nada de ninguém até à data presente e naturalmente que no futuro também será assim”, declarou. O ex-primeiro-ministro são-tomense (2018-2022) reafirmou que “é o único candidato oriundo da família do MLSTP”, pelo que gostaria de ter o apoio do seu partido, que decidiu apoiar Carlos Vila Nova, um candidato “fora do MLSTP”, no que qualificou de opção estratégica, mas alertou que “há uma diferença entre as opções da direcção e as opções da militância”. “O povo manda nas urnas, o povo é quem mais ordena, o povo é dono da democracia”, afirmou, apelando à mobilização de “todo o povo de São Tomé e Príncipe” para, em conjunto, fazer “um grande cordão” de mãos juntas para “mudar o estado actual do país a todos os níveis” e inaugurar “um novo ciclo mais risonho para todos, onde a paz, o funcionamento da democracia, a liberdade de imprensa e de comunicação possam concorrer para o desenvolvimento real e humano”.