O primeiro-ministro tailandês Prayut Chan-o-cha sofreu ontem um boicote à reunião do governo por parte de sete ministros noutro sinal de discórdia crescente na conturbada coligação de 18 partidos do ex-chefe do Exército. A não comparência de ministros do Partido Bhumjaithai, o segundo maior membro da coligação, pode ser outro constrangimento para Prayuth, cujo partido Palang Pracharat foi forçado no mês passado a expulsar uma facção que controlava 21 lugares parlamentares, acusando-o de causar desunião. O boicote foi devido à oposição a um plano do governo de estender por 30 anos a concessão do BTS Group Holdings para operar a Linha Verde do sistema ferroviário elevado de Banguecoque, argumentando que os preços dos bilhetes aumentariam. A extensão é apoiada por outro partido da coligação de Prayut. Não ficou imediatamente claro que impacto terá a ausência dos ministros na reunião e Prayut recusou-se a falar com repórteres após a reunião. A aberta distanciação ao primeiro-ministro Prayut, destaca o crescente caos na sua coligação, numa altura em que o seu mandato termina este ano, disse o cientista político Titipol Phakdeewanich. “A negociação de poder está a tornar-se mais pública entre as facções do governo, cada uma a aumentar as suas apostas à medida que as eleições se aproximam”, disse Titipol, da Universidade Ubon Ratchathani. O governo também lutou para mobilizar os legisladores para aprovar a legislação, com as sessões da Câmara até agora, canceladas quatro vezes este ano por falta de quórum, em comparação com oito vezes em 2021 e uma em 2020. O porta-voz do governo disse que o gabinete resolveu enviar a proposta ferroviária de volta ao Ministério do Interior para consulta com outras agências que se opõem a ela.



