O ministro da Educação de Portugal garantiu ontem que 99% das respostas dos exames nacionais do ensino secundário estão corrigidas e que amanhã serão publicadas “todas as avaliações com rigor e transparência”. “O processo está a decorrer com normalidade, mas obviamente quando chegamos à fase final é preciso identificar as provas que não estão a ser corrigidas, porque há professores que podem ter atestado médico”, disse Fernando Alexandre, após o ministério ter dado mais um dia para concluir o processo de classificação das mais de 300 mil provas, que deveria ter terminado na terça-feira. O ministro reconheceu que “houve coisas que não correram bem” neste novo modelo de correcção digital. Entre os problemas, os professores queixaram-se de não conseguir aceder à plataforma onde estavam os itens para classificar, de receber respostas incompletas, de receber respostas de vários alunos misturadas, itens já classificados ou de estar sempre a receber mais trabalho sem conseguir perceber quando acabaria a tarefa de classificar. Fernando Alexandre reconheceu os problemas, dando o exemplo de “alguns professores que tiveram de corrigir as provas três vezes” e, por isso, voltou a pedir desculpas e a deixar um “agradecimento especial” a todos os docentes. Pela primeira vez este ano, os exames nacionais foram digitalizados e, apesar dos problemas, o ministro reafirmou que o modelo será repetido na 2ª fase das provas nacionais, que começa a 21 de Julho. “Estamos a trabalhar já para que as dificuldades que ocorreram na 1ª fase não ocorram”, disse, defendendo que o modelo digital é “muito mais eficiente, muito mais transparente e equitativo”. Uma das vantagens é impedir “que milhares e milhares de pessoas andem a transportar os exames no carro, para casa e para a escola”: Com este novo modelo, “os exames estão totalmente seguros”, disse. Além disso, este ano, todos os alunos terão acesso à sua prova e “poderão reclamar se não estiverem satisfeitos com a sua classificação”, sublinhou o ministro. Fernando Alexandre voltou a reforçar que será feita uma auditoria para apurar as responsabilidades pelo que correu mal.