Luanda vai ser esta semana o centro da acção ambiental do planeta, ao juntar representantes de centenas de países na celebração do Dia Mundial do Ambiente
Várias actividades marcam as comemorações antes do acto principal marcado para 5 de Junho. As acções são organizadas pelo governo angolano e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma.
Entre as iniciativas incluem-se visitas a áreas de interesse ambiental e turístico da província do Cuango Cubango, no sudeste, preparadas para os participantes reflectirem sobre o combate à caça furtiva e ao comércio ilegal de marfim.
O momento mais alto da semana será no domingo, dia que também será marcado por exposições e conferências em Luanda.
Corações e Mentes
As Nações Unidas destacam que a capital de Angola mereceu a escolha pelas acções das autoridades para restaurar as manadas de elefantes, pela conservação da vida selvagem rica em biodiversidade e pela protecção do meio ambiente.
A ministra do Meio Ambiente, Fátima Jardim, defende “uma nova Angola onde pessoas e animais podem experimentar a paz e a prosperidade e onde o ambiente se torna parte do coração e das mentes do povo, integrado nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.”
O Pnuma destaca Angola como o país da palanca negra gigante, uma espécie em extinção. A busca de nomes para três filhotes do antílope raro é pretexto de um concurso online.
A identidade a ser escolhida pelos participantes será revelada no momento em que os animais receberem coleiras de controlo de guardas florestais em julho.
A ideia é ressaltar os esforços de conservação. Os colares vão ajudar os guardas florestais a acompanhar os restantes 100 antílopes de duas reservas e protegê-los de caçadores furtivos. Os dados podem ainda ser utilizados por cientistas para estudar as espécies e ajudar os esforços de recuperação.
As atcividades para marcar o Dia do Meio Ambiente no mundo incluem exposições, festivais de cinema, concursos, drama, poesia, desporto e actividades das redes sociais.
JTM/Rádio das Nações Unidas



