O Primeiro-Ministro chinês reiterou o seu “apoio inabalável” à Chefe do Executivo de Hong Kong, apesar da vaga de manifestações no território e da derrota esmagadora das forças pró-governo

 

Há meses que o movimento pró-democracia exige, quase diariamente, a demissão de Carrie Lam, mas Li Keqiang renovou o “apoio inabalável” de Pequim ao Executivo de Hong Kong para manter a “prosperidade e estabilidade” na região administrativa especial chinesa.

“O Governo Central reconhece plenamente os esforços que você e o seu Executivo estão a fazer”, disse o Primeiro-Ministro chinês, após uma reunião com Lam em Pequim.

A Chefe do Executivo de Hong Kong, que viajou para Pequim no fim-de-semana, também deverá ser recebida pelo Presidente chinês, Xi Jinping.

Li Keqiang afirmou que, perante “uma situação sem precedentes e complicada”, o Executivo liderado por Carrie Lam “faz tudo o que é possível para manter a estabilidade social”.

“Hong Kong deve superar essa situação. O Governo local deve continuar o seu trabalho, interromper a violência e o consequente caos, de acordo com as leis, e restaurar a ordem”, acrescentou o Primeiro-Ministro chinês no encontro.

Segundo Li, os protestos em Hong Kong prejudicaram a sociedade local “em todas as frentes”, pelo que os “conflitos e problemas profundamente enraizados” devem ser analisados e resolvidos, para acabar com a violência e o caos nas ruas.

“Ao longo do ano, a nossa política, economia e sociedade enfrentaram realmente graves problemas”, admitiu Lam, durante a reunião com Li, citada pelo jornal “South China Morning Post”.

O encontro decorreu no Grande Palácio do Povo e contou ainda com a presença do vice-primeiro-ministro Han Zheng, o director do Gabinete de Ligação em Hong Kong, Wang Zhimin, e o director do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado, Zhang Xiaoming.

Esta visita de Lam a Pequim é a primeira desde que os candidatos pró-democracia venceram as eleições para os conselhos distritais em Hong Kong, no mês passado, reflectindo o descontentamento popular com a sua governação e o amplo apoio aos protestos que há seis meses abalam o território.

 

JTM com Lusa e agências internacionais