Com uma explosão de chamas, seguida de um estrondo que quebrou a serenidade bucólica da área de treino no sopé do Monte Fuji, no Japão, o primeiro foguete disparado pelos fuzileiros navais dos EUA do seu lançador móvel rumou em direcção ao alvo, a chama alaranjada do seu motor riscando o céu azul. Outros cinco foguetes seguiram-se em rápida sucessão, antes de um segundo camião HIMARS sair de uma posição camuflada num bosque de pinheiros, disparar a sua salva de seis foguetes e depois recuar para se abrigar. O exercício com munições reais da semana passada na área de manobras leste do Campo Fuji, das Forças Armadas dos EUA, durou apenas alguns minutos, mas foi uma demonstração significativa para os aliados do Pacífico das capacidades americanas. “No Irão, durante o conflito com os EUA, mais de 40 aeronaves americanas, tripuladas e não tripuladas, foram destruídas ou danificadas contra um adversário muito menos capaz; portanto, em caso de conflito regional, esta vulnerabilidade seria muito maior”, afirmou. “É por isso que vemos os EUA a enfatizar estas unidades mais pequenas”. De acordo com o último relatório anual do Pentágono ao Congresso, o objectivo é “impedir que qualquer país do Indo-Pacífico nos domine a nós ou aos nossos aliados”, sendo que a prioridade é reforçar a dissuasão “através da força, não do confronto”. A função do HIMARS está implícita no seu nome completo, “High Mobility Artillery Rocket System” (Sistema de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade). Trata-se de um conjunto de foguetes montado num camião que pode ser ocultado de drones ou satélites, deslocado para disparar os mísseis guiados por GPS e, em seguida, regressar rapidamente a uma nova posição oculta utilizando o que os militares chamam de tácticas de “disparar e fugir”. “Depende do pessoal, mas pode ser tão rápido como quatro minutos, (por vezes) até dois minutos”, disse o Sargento. Kevin Alvarez, chefe de secção de uma das duas baterias Fox, 3º Batalhão, 12º Regimento de Fuzileiros Navais, 3ª Divisão de Fuzileiros Navais, equipadas com o sistema HIMARS e envolvidas no exercício Camp Fuji. Introduzido há cerca de 20 anos, o HIMARS foi usado no Iraque e no Afeganistão, mas era praticamente desconhecido do público em geral até que a Ucrânia o conseguiu utilizar com grande sucesso na sua luta contra a Rússia.

 

JTM com agências internacionais