Philippine senators take their oath as jurors in the impeachment trial of Vice President Sara Duterte at the plenary hall of the Senate in Manila on May 18, 2026. Philippine lawmakers were sworn in on May 18 to serve as judges in the trial of impeached Vice President Sara Duterte, the second attempt since last year to force her from office. (Photo by Ted ALJIBE / AFP)
Philippine senators take their oath as jurors in the impeachment trial of Vice President Sara Duterte at the plenary hall of the Senate in Manila on May 18, 2026. Philippine lawmakers were sworn in on May 18 to serve as judges in the trial of impeached Vice President Sara Duterte, the second attempt since last year to force her from office. (Photo by Ted ALJIBE / AFP)

O Senado filipino, reunido como tribunal de impeachment, iniciou o julgamento da vice-presidente Sara Duterte, que, se for condenada, poderá ser impedida de ocupar cargos públicos, prejudicando as ambições de se tornar presidente em 2028. O julgamento decorre num contexto político turbulento, poucos dias depois do caos e do tiroteio no Senado e de uma mudança decisiva na sua liderança, ambos resultantes do reaparecimento dramático, depois de ter saído da clandestinidade, de um senador pró-Duterte procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). “O julgamento da vice-presidente Sara Zimmerman Duterte está aberto”, declarou o novo presidente do Senado, Alan Peter Cayetano. O senador Ronald “Bato” dela Rosa, acusado pelo TPI de crimes contra a humanidade pelo seu papel na sangrenta “guerra contra a droga”, reapareceu no Senado a 11 de Maio, após seis meses em fuga, ajudando a eleger Cayetano, aliado de Duterte, como presidente do Senado e, consequentemente, a presidir ao julgamento. Sara Duterte, de 47 anos, teve 10 dias para responder às acusações de uso indevido de fundos públicos, acumulação inexplicável de riqueza e ameaças de morte contra o Presidente Ferdinand Marcos Jr., a primeira-dama e um ex-presidente da Câmara dos Representantes. Sara Duterte, que em Fevereiro anunciou a candidatura à presidência, nega as acusações, classificando o processo de impeachment como politicamente motivado. A sua equipa de defesa afirmou que cumprirá as ordens do tribunal, mas não comentará o julgamento. Os analistas disseram que a mudança na liderança do Senado, desencadeada pelo regresso surpresa de dela Rosa, pode ter alterado o equilíbrio de poder numa câmara que inclui lealistas de Duterte e políticos alinhados. Dela Rosa não esteve presente, tendo regressado à clandestinidade. Está entre os 24 membros do Senado que servirão como jurados. Uma condenação requer o apoio de dois terços. “Dado que temos agora uma nova maioria, graças aos esforços do Senador Bato, processar a vice-presidente Sara no tribunal de destituição seria um pouco mais difícil”, disse o professor Ederson Tapia, que lecciona administração pública na Universidade de Makati. Sara Duterte está a passar pelo seu maior teste político numa altura em que o seu pai, o ex-Presidente Rodrigo Duterte, aguarda o seu próprio julgamento no TPI pela sua violenta repressão das drogas. Marcos Jr e Sara Duterte são herdeiros de poderosas famílias políticas que concorreram juntos nas eleições de 2022, antes de um grande desentendimento entre eles que levou ao escrutínio do Congresso. Marcos demarcou-se da destituição, afirmando ser uma questão legislativa. Dezenas de manifestantes concentraram-se em frente ao edifício do Senado, fortemente vigiado: uns manifestaram o seu apoio, outros pediram a condenação.

 

JTM com agências internacionais