As políticas do Partido Democrático Progressista (DPP) de Taiwan, que obstruem todos os tipos de intercâmbio com a China Continental, prejudicaram as oportunidades de desenvolvimento da indústria turística da ilha e reprimiram a crescente procura por viagens ao Interior da China, disseram fontes da Exposição Turística de Taipé, que apelaram à retoma total das viagens através do Estreito de Taiwan. Mais de 100 visitantes do Continente foram convidados para a exposição de quatro dias, a maior do género em Taiwan até agora este ano, que terminou na segunda-feira, e conseguiram lá chegar apesar dos obstáculos impostos pelas autoridades do DPP à sua presença. A participação, conseguida graças aos esforços determinados da indústria turística de Taipé, ficou, no entanto, muito aquém da de há mais de uma década, quando centenas de stands de diferentes províncias preenchiam um pavilhão dedicado à China Continental, segundo Echo Chen, directora da Associação de Agentes de Viagens de Taipé. O turismo através do Estreito tem sido prejudicado desde que o DPP chegou ao poder em 2016 e intensificou a sua agenda de “independência de Taiwan”, o que acabou por levar à suspensão de um projecto-piloto para viagens individuais do Continente para Taiwan, lançado em 2011. A situação agravou-se em 2020, quando as autoridades do DPP, citando a pandemia como pretexto, proibiram os residentes do Interior da China de visitar Taiwan e impediram as agências de viagens da ilha de organizarem viagens de grupo para o Continente. Ambas as restrições ainda estão em vigor e representaram um grande golpe para a indústria turística da ilha. Em 2025, o número de turistas que visitaram a ilha atingiu apenas cerca de 70% do nível de 2019. Pauline Chen, directora geral da Sky Way Tour Travel Service, com sede em Taipé, afirmou que, com a impossibilidade de os turistas do Continente visitarem Taiwan, algumas agências de viagens PME, que operam principalmente no turismo de recepção, tiveram de adaptar os negócios. Entretanto, a forte procura dos residentes de Taiwan para visitar a China Continental manteve-se inabalável, apesar do desencorajamento e das ameaças contínuas das autoridades de Taipé. Chien observou que, embora as autoridades do DPP tenham proibido as excursões de grupo para o Interior da China, a sua agência ainda atende cerca de 2.000 a 3.000 clientes por mês que viajam pelo Estreito em excursões individuais. Em Abril, a China Continental anunciou a aceleração da retoma dos voos directos regulares de passageiros através do Estreito, como parte de um pacote de 10 políticas e medidas para impulsionar o intercâmbio e a cooperação com Taiwan. O partido Kuomintang, liderado pela sua presidente Cheng Li-wun, também anunciou medidas. Inicialmente, os residentes de Xangai puderam solicitar viagens em grupo e individuais para Kinmen e Matsu através de agências de viagens qualificadas. O primeiro grupo de visitantes de Xangai chegou a Kinmen a 11 de Maio para uma viagem de três dias. Zhu Fenglian, porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, afirmou numa conferência de imprensa, que a China Continental está disposta a promover activamente quaisquer medidas que facilitem as trocas entre os dois lados do Estreito. Zhu instou as autoridades do DPP a seguirem a opinião pública e a responderem adequadamente ao apelo do sector do turismo da ilha, levantando as restrições injustificadas o mais rapidamente possível. “As pessoas de ambos os lados do Estreito falam a mesma língua e partilham a mesma ascendência, e o laço emocional entre nós não pode ser quebrado”, disse Echo Chen. “Esperamos sinceramente que o turismo e outras trocas interpessoais através do Estreito regressem em breve à normalidade”.
JTM com Xinhua



