O debate sobre a independência de Hong Kong reflecte a frustração política local e, 19 anos após a transição para a China, vai continuar após as eleições de domingo, apesar das tentativas do governo para erradicar o assunto, consideram académicos. Seis aspirantes a lugares de deputado ao Conselho Legislativo da RAEHK foram impedidos de concorrer às eleições de domingo pelas suas posições pró-independência. A ideia da independência é considerada ilegal pelas autoridades locais e pelo Governo Central em Pequim e permanecia um tabu até à recente emergência de novos grupos políticos, designados ‘localists’ (localistas), que apelam a uma rotura. {os jovens têm vindo a perder a paciência com a reforma política de Hong Kong e muitos acreditam que os princípios ‘Hong Kong governado pelas suas gentes’ e ‘Hong Kong, um país, dois sistemas’ falharam totalmente por causa da intervenção de Pequim, por isso querem uma alternativa”, afirmou à agência Lusa Chung Kim Wah, professor da Hong Kong Polytechnic University. Observadores como Sonny Lo, da Education University, são, no entanto, cautelosos porque o conceito de independência “continua ambíguo”.