Lula da Silva renunciou à candidatura às eleições presidenciais e apresentou Haddad como substituto
O ex-ministro da Educação Fernando Haddad vai ser o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) às eleições presidenciais do Brasil, na sequência da exclusão pelo Tribunal Superior Eleitoral da candidatura de Lula da Silva. Impedido pelo Tribunal Superior Eleitoral de se candidatar ao sufrágio de 7 de Outubro, o ex-Presidente brasileiro renunciou à candidatura, que entregou a Haddad, precisamente na data limite determinada pela justiça eleitoral.
O anúncio foi feito pelo pela presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, junto à sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde o antigo chefe de Estado se encontra preso a cumprir uma pena de 12 anos e um mês de prisão.
Além da aprovação de Haddad como novo candidato do PT, a deputada Manuela D’Ávila, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), também foi admitida como candidata a vice-presidente pelo partido.
Luiz Inácio Lula da Silva reiterou que está a ser vítima de injustiças e que foi impedido de disputar a eleição, mas realçou a importância da continuidade do seu projecto político com Haddad como candidato, de acordo com o jornal Folha de São Paulo. “Os tribunais proibiram a minha candidatura à Presidência. Na verdade, proibiram o povo brasileiro de votar livremente para mudar a triste realidade do Brasil”, adiantou o ex-Presidente, numa carta lida na ocasião.
A candidatura de Lula, que cumpre na prisão uma pena de 12 anos e um mês por corrupção, foi registada pelo PT e depois vetada pelo Tribunal Superior Eleitoral, com base na lei que proíbe alguém condenado em duas instâncias de concorrer a qualquer cargo eleitoral. Lula da Silva foi condenado em duas instâncias judiciais, num processo em que foi acusado de ter recebido um apartamento de luxo na cidade do Guarujá da construtora OAS, em troca de favorecer contratos da empresa com a estatal petrolífera Petrobras.
No seu primeiro discurso como candidato a presidente, Haddad falou em dor pela proibição da candidatura de Lula. “Eu sinto a dor de muitos brasileiros e brasileiras que vão receber hoje a notícia de que não vão poder votar em quem queriam ver subir a rampa do Planalto [sede da Presidência do Brasil]”, disse, garantindo contudo que o PT não desistirá de recuperar o país da crise.
“Não temos nenhuma vontade maior hoje do que devolver o Brasil aos brasileiros”, declarou.
JTM com Lusa




