O custo da guerra contra o Irão aproxima-se de 29 mil milhões de dólares, cerca de 4 mil milhões a mais do que o estimado há duas semanas, indicou esta semana o Pentágono, num momento em que o Presidente Donald Trump enfrenta um crescente questionamento pelo conflito. O novo número foi revelado pelo Departamento de Defesa durante uma audiência no Capitólio na qual o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, prestavam depoimento sobre um pedido de orçamento de 1,5 bilhão de dólares para 2027. Nesta audiência, em que também participou Jules Hurst III, director financeiro do Pentágono, os congressistas pediram uma actualização do custo da guerra. “No momento do depoimento (…) eram 25 mil milhões de dólares”, disse Hurst aos congressistas em referência à estimativa apresentada por Hegseth a 29 de Abril. Porém, a revisão aproximou o número da estimativa actual, indicou o chefe do Estado-Maior Conjunto, citando actualizações nos “custos de reparação e substituição de equipamentos” e maiores despesas operacionais. Pressionado sobre quando o Congresso receberá um relatório completo dos custos da guerra, Hegseth declarou que o governo solicitará “tudo o que acharmos que for necessário”. Foi a primeira audiência de Hegseth no Capitólio desde que a Casa Branca notificou formalmente o Congresso de que as hostilidades, iniciadas pelos EUA e Israel a 28 de Fevereiro, haviam “terminado”. “A pergunta que deve ser respondida ao final é: o que conseguimos e a que custo?”, disse Rosa DeLauro, principal democrata na Comissão de Apropriação da Câmara dos Representantes. O senador democrata Mark Kelly alertou, na semana passada, que os stocks de mísseis Tomahawk, interceptores Patriot e outros sistemas avançados tinham sido gravemente reduzidos. Hegseth descartou estes alertas. “O problema das munições foi exagerado de maneira tola e inútil”, disse. “Sabemos exactamente o que temos”. O depoimento ocorreu num momento em que o cessar-fogo entre EUA e Irão parece cada vez mais frágil. Trump advertiu que a trégua estava em estado crítico.

 

JTM com agências ocidentais