A China considerou ontem provável que o Conselho de Segurança da ONU aprove “num futuro próximo” uma resolução em resposta aos ensaios nucleares e de misseis da Coreia do Norte. Já os Estados Unidos garantiram que o texto será o mais duro de todos os aprovados até hoje
“Fizemos avanços importantes nas consultas e consideramos a possibilidade de chegar a um acordo sobre o esboço da resolução e aprová-lo num futuro próximo”, afirmou o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, em conferência de imprensa em Washington, depois de um encontro com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry.
Depois do último ensaio de mísseis norte-coreano, no passado dia 7, o Conselho de Segurança da ONU anunciou que esperava aprovar o “mais rápido possível” uma resolução que incluirá mais sanções e desde então os Estados Unidos e a China assumiram a liderança das reuniões para redigir o texto.
John Kerry afirmou ontem que, nos últimos dias, foram feitos “avanços muito significativos” e prometeu que, se a resolução for aprovada, “irá mais além do que todas as aprovadas antes” em relação à Coreia do Norte.
O secretário de Estado norte-americano não deu mais detalhes sobre o rascunho de resolução porque “ainda está a ser avaliado” pelos Governos chinês e norte-americano.
“O objectivo não é entrar num ciclo de castigos repetitivos, mas sim que o líder norte-coreano Kim Jong-un reconheça que os países do mundo estão unidos quando é para reconhecer que o mundo não está seguro com mais armas nucleares”, acrescentou.
Líder do Wanda Group
confia no Reino Unido na UE
Wang Jianlin, o presidente do conglomerado chinês Wanda Group, anunciou que vai instalar a sede europeia do grupo no Reino Unido, enfatizando assim a sua confiança na continuidade do país na União Europeia. “Não penso que a Grã-Bretanha vá sair. Essa é a minha opinião. O Reino Unido tem sido sempre parte da Europa e não poderá sair por si mesmo”, afirmou Wang, durante um discurso na Universidade de Oxford. “Não ouçam os políticos – é fácil sair, mas muito mais difícil reentrar”, sublinhou aquele que é considerado o homem mais rico da China, citado pelo China Daily. Wang assinalou ainda que uma saída do espaço comunitário “dificultará a ida de turistas chineses e afectará negativamente a economia do Reino Unido”. No conjunto, o Wanda Group emprega 1.200 pessoas no Reino Unido, mas Wang promete que em breve aquela cifra aumentará para 3.000, anunciado que está a negociar “um grande empreendimento comercial” no país.





