Seul reavalia posição sobre operações dos EUA no Estreito de Ormuz
Seul anunciou ontem que vai “reavaliar cuidadosamente a sua posição” sobre uma eventual participação nas operações dos EUA no Estreito de Ormuz, após a explosão que atingiu um cargueiro fretado pela armadora sul-coreana HMM. Por outro lado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros insistiu que ainda está a investigar a causa da explosão e do incêndio, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que o navio foi atacado pelo Irão. “A causa exacta do acidente deverá ser determinada durante o processo de avaliação de danos após o reboque da embarcação”, disse o ministério, sublinhando que os 24 tripulantes do HMM Namu, incluindo seis sul-coreanos, saíram ilesos e que o incêndio, reportado na noite de segunda-feira, foi extinto.
CHINA-I. Pelo menos 26 pessoas morreram e 61 ficaram feridas numa explosão numa fábrica de fogos de artifício na província de Hunan, informou ontem a imprensa oficial. A explosão ocorreu pelas 16:40 de segunda-feira, por razões ainda desconhecidas, numa oficina da empresa de fabrico e exibição de fogo de artifício Huasheng, localizada no município de Liuyang. O Presidente Xi Jinping pediu às autoridades que acelerassem as buscas por desaparecidos, fizessem “todo o possível” para salvar os feridos e esclarecessem as causas do incidente, além de “responsabilizarem rigorosamente os culpados”. As autoridades policiais já impuseram medidas de coacção aos responsáveis da empresa.
CHINA-II. Um tribunal de Hangzhou decidiu a favor de um funcionário num conflito laboral decorrente da substituição da sua função por inteligência artificial (IA). O funcionário, de apelido Zhou, foi contratado em 2022 como supervisor de controlo de qualidade de modelos de IA. A sua função foi depois substituída por sistemas de IA, e a empresa tentou colocá-lo num cargo inferior com um salário menor. Quando Zhou recusou, a empresa rescindiu o contrato e ofereceu-lhe uma indemnização de 311.695 yuans, valor que o funcionário contestou na justiça.
HONG KONG-I. A Associação de Jornalistas de Hong Kong (HKJA) acusou as autoridades locais de intensificarem a pressão sobre meios de comunicação independentes através de inspecções fiscais que, segundo o grupo, impõem encargos económicos e administrativos mesmo “na ausência de irregularidades”. A HKJA disse que teve de pagar 730 mil HKD em impostos este ano e que pelo menos oito órgãos de comunicação social e cerca de 20 jornalistas foram alvo de investigações fiscais. As autoridades negaram as acusações.
HONG KONG-II. O conflito no Médio Oriente afectou o desempenho do Fundo de Câmbios de Hong Kong, que fechou o primeiro trimestre com os menores ganhos de investimento em cinco trimestres. De acordo com dados da Autoridade Monetária, o fundo, que serve de reserva financeira para defender a moeda local, registou uma receita de investimento de 34,5 mil milhões HKD no primeiro trimestre, o que representa uma queda anual de 56%.
HONG KONG-III. O governo quer reforçar a supervisão das máquinas de garras, e de ‘pinball’ e cibercafés. Num documento submetido ao Conselho Legislativo, o Departamento de Assuntos Internos e da Juventude propôs alterações à Lei do Jogo e aos Regulamentos do Jogo para exigir licenças individuais para qualquer dispositivo de jogo que envolva prémios, probabilidades e potenciais riscos de dependência. Os cibercafés poderão ser classificados como centros de jogos de diversão, o que efectivamente proibiria a entrada de alunos com uniforme escolar.
HONG KONG-IV. Um técnico de elevadores morreu na tarde de segunda-feira em Hong Kong enquanto realizava reparações num bairro social em Stanley. A polícia foi chamada ao local por volta das 15h00, e encontrou a vítima presa dentro de um poço de elevador. A polícia suspeita que o trabalhador terá caído de uma altura de cerca de 10 metros. A Associação pelos Direitos das Vítimas de Acidentes de Trabalho disse que o trabalhador tinha cerca de 25 anos e estava a substituir cabos de elevador quando a tragédia aconteceu.
TAIWAN. O líder de Taiwan declarou ontem que o povo taiwanês “tem o direito” de se envolver com o mundo e que “não cederá à pressão”, depois de regressar de Eswatini numa viagem que evitou o espaço aéreo dos países aliados da China, seguindo uma rota indirecta sobre o Oceano Índico. “O povo taiwanês, que ama a paz e a liberdade, continuará a defender a justiça e a racionalidade e, com uma atitude firme e responsável, alargará a sua participação e contributo no palco internacional”, declarou William Lai no Aeroporto Internacional de Taoyuan, nos arredores de Taipé.
JAPÃO-I. O Japão e a Indonésia assinaram um acordo de defesa durante a visita do Ministro Shinjiro Koizumi ao país do Sudeste Asiático. O acordo inclui a cooperação em equipamento e tecnologia militar, após uma recente revisão das normas japonesas para a exportação de equipamento de defesa. O Ministério da Defesa japonês declarou que o pacto engloba a cooperação em “intercâmbios de pessoal, educação e investigação, formação conjunta, segurança marítima, assistência humanitária e resposta a catástrofes, bem como cooperação em equipamento e tecnologia de defesa”.
JAPÃO-II. Um carregamento de petróleo russo chegou ao Japão, representando a primeira entrega de Moscovo ao país desde o bloqueio do Estreito de Ormuz. Um navio com petróleo bruto proveniente do projecto de exploração de gás natural Sakhaline-2 atracou na segunda-feira na costa de Imabari no sudoeste do país, noticiaram a TV Tokyo e o Asahi Shimbun, citando responsáveis anónimos da companhia Taiyo Oil. O Governo japonês investiu nesta empresa, que não está sujeita às sanções económicas globais contra a Rússia.
JAPÃO-III. A Primeira-Ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou que “o encerramento efectivo do Estreito de Ormuz teve um enorme impacto no Indo-Pacífico”, durante a sua visita à Austrália, onde enfatizou que tanto Tóquio como Camberra irão promover “esforços para reforçar a autonomia” da região. “Embora o ambiente estratégico que envolve as nossas duas nações se esteja a tornar cada vez mais complexo, temos contribuído de forma consistente e activa para a paz e a estabilidade regional”, declarou, após se reunir com o seu homólogo australiano, Anthony Albanese. Os dois países assinaram seis acordos estratégicos, abrangendo segurança económica, energia, minerais críticos, defesa e cibersegurança.
ÍNDIA. O Supremo Tribunal da Índia proibiu o uso de tarefas de limpeza como condição para a obtenção de fiança, uma prática que o tribunal superior descreveu como “cruel” por perpetuar a servidão e o estigma da “intocabilidade” para as castas inferiores dentro do sistema judicial. A decisão anula uma ordem judicial do estado de Odisha que obrigava duas pessoas das comunidades Dalit e Adivasi a limpar uma esquadra para serem libertadas da prisão.
NEPAL. As chegadas de turistas ao Nepal diminuíram pelo segundo mês consecutivo, caindo 7,3% em Abril, devido ao conflito no Médio Oriente, que interrompeu as viagens internacionais durante a época alta da Primavera. De acordo com o Conselho de Turismo do Nepal, 107.934 turistas entraram no país em Abril, período que normalmente regista um grande fluxo devido às condições favoráveis ao montanhismo e ao ‘trekking’. O Sul da Ásia foi responsável por 31% dos visitantes.
AUSTRÁLIA. Um acidente marítimo envolvendo um iate ao largo da costa de Ballina, no leste da Austrália, deixou pelo menos três mortos, informou a Polícia de Nova Gales do Sul. Durante a operação de resgate, em que foi encontrado um homem morto no iate, uma embarcação do Serviço de Resgate Marítimo virou ao tentar atravessar a barra de Ballina em condições meteorológicas adversas. Como resultado, dois voluntários da equipa, de 78 e 62 anos, morreram.
REINO UNIDO. Um britânico condenado pelo homicídio de cinco familiares e que está preso há mais de 40 anos foi proibido de contactar a imprensa a partir da sua cela, algo que vinha a fazer com frequência, informou o jornal “The Guardian”. Jeremy Bamber, agora com 65 anos, foi condenado em 1986 por ter baleado os pais adoptivos, a irmã e duas sobrinhas gémeas em Essex (sul de Inglaterra), mas negou sempre a culpa, atribuindo os crimes à irmã, que mais tarde se terá suicidado. Bamber começou a receber atenção mediática, especialmente depois de a revista “The New Yorker” o ter apresentado num “podcast” de seis episódios intitulado “Blood Relatives”.
EUA-I. Zia Faruqui, juiz do Distrito de Columbia, pediu desculpas a Cole Allen, acusado de tentar assassinar o Presidente norte-americano, Donald Trump, durante o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, pelas duras condições que enfrentou na prisão. Passou vários dias em confinamento solitário, apesar das queixas dos seus advogados. Faruqui comparou ainda a severidade da detenção de Allen à dos arguidos acusados de invadir o Capitólio a 6 de janeiro de 2021, que foram mantidos na mesma prisão até Trump lhes conceder clemência, afirmando que as condições destes últimos eram menos severas.
EUA-II. O Supremo Tribunal dos EUA bloqueou temporariamente uma decisão de um tribunal federal que proibia o envio e a prescrição de comprimidos abortivos através de consultas virtuais em todo o país. O Supremo respondeu a um recurso de emergência apresentado pela Danco Laboratories e pela GenBioPro, fabricantes da pílula abortiva mifepristona, que procuravam suspender a decisão emitida na sexta-feira que restringia a sua distribuição por correio, anulando as regulamentações da Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA sobre essa matéria.
EUA-III. O juiz federal Brian Cogan, de um Tribunal Distrital de Nova Iorque, que condenou o narcotraficante mexicano Joaquín Guzmán Loera, conhecido como ‘El Chapo’, rejeitou na segunda-feira o seu pedido de extradição dos EUA para o México, bem como outros pedidos relacionados com a sua sentença. Em 2019, ‘El Chapo’ foi considerado culpado por um júri de dez acusações de tráfico de droga num processo que durou quase quatro meses e ficou para a história como o julgamento de tráfico de droga mais longo alguma vez realizado nos EUA.
COLÔMBIA. Nove trabalhadores morreram e seis foram resgatados após uma explosão numa mina legal de carvão na segunda-feira no centro da Colômbia, segundo o balanço definitivo divulgado pelas autoridades após várias horas de buscas. O incidente aconteceu em Sutatausa, município que fica 74 quilómetros ao norte de Bogotá, uma região com um histórico de acidentes similares. A explosão terá sido provocada pela acumulação de gases no momento em que 15 trabalhadores estavam na galeria.



