O Presidente são-tomense alertou que as crianças do arquipélago continuam vulneráveis à pobreza, violência, trabalho infantil, abandono escolar e outras formas de exclusão social, defendendo políticas públicas mais positivas em prol da infância.

“As crianças representam o maior património de uma nação. Nenhum país pode aspirar a um desenvolvimento sustentável e verdadeiramente inclusivo se negligenciar a infância e o futuro de novas gerações”, declarou Carlos Vila Nova, num discurso por ocasião do Dia Mundial da Criança, que pela primeira vez foi considerado feriado nacional em São Tomé e Príncipe.

O chefe de Estado sublinhou que as famílias são-tomenses “enfrentam dificuldades económicas”, com as crianças colocadas em situações “que devem preocupar toda a sociedade” e “exigem respostas concretas, permanentes e articuladas”. “O futuro de São Tomé e Príncipe começa na forma como cuidamos das nossas crianças. É nelas que depositamos a esperança de um país mais justo, mais moderno, mais humano e mais preparado para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo”, declarou.

“Continuaremos firmemente empenhados na defesa de políticas públicas que garantam às crianças acesso a educação de qualidade, aos cuidados de saúde, à alimentação adequada, à protecção social e a oportunidades reais de desenvolvimento integral”, prometeu Carlos Vila Nova.

O Presidente deixou mensagem de “profunda consideração e reconhecimento” aos professores, “pelo papel inestimável que desempenham na formação das futuras gerações, mesmo perante inúmeras dificuldades e desafios”. “Precisamos continuar unidos na construção de uma sociedade mais inclusiva, mais solidária, mais justa e mais humana, onde cada criança tenha a oportunidade de crescer com dignidade, esperança e confiança no futuro”, disse.

O acto central do Dia Mundial da Criança decorreu na ilha do Príncipe, mas as festividades decorreram nas escolas do ensino pré-escolar e básico de todos os distritos do país.

 

JTM com Lusa