O Primeiro-Ministro português rejeitou a ideia de o Governo estar a lançar obras públicas por eleitoralismo, no último ano da legislatura que contempla três sufrágios, durante uma acção relacionada com a expansão do Metropolitano de Lisboa

 

Durante uma viagem de Metro para o lançamento do concurso de prolongamento das linhas verde e amarela, com novas estações em Santos e na Estrela, António Costa deixou uma garantia: “Não arrancou a campanha eleitoral. Esta é uma semana onde tem sido possível sinalizar a importância que o investimento público, finalmente, tem condições para poder ter”, afirmou.

A expansão do Metro envolve um investimento de 210 milhões de euros até 2023, com adjudicação em Junho/Julho e início de obras em Outubro.

“Na estratégia que definimos, demos prioridade clara à reposição dos rendimentos para dinamizar a economia, à criação de condições para a estabilização do sistema financeiro para as empresas terem melhores condições para investir e a criação de emprego e, simultaneamente, à consolidação das finanças públicas, reduzindo a dívida, aquele encargo muito sério e pesado para as próximas gerações e para a liberdade do país”, continuou.

O chefe do Governo sublinhou a necessidade de “realismo”, apesar de considerar “que dificilmente é possível encontrar uma legislatura onde tenha havido tão grande recuperação de rendimentos para tantas pessoas, quer no sector privado quer no público”. “Definimos que, uma vez criadas essas condições, era tempo de fazer o investimento público que era essencial. Felizmente, tem vindo a aumentar, na educação, na saúde, nas forças de segurança, nas Forças Armadas. Estamos a fazê-lo de uma forma bastante justificada”, defendeu.

Sobre as iniciativas lançadas esta semana no sector das obras públicas, como o acordo para o aumento da capacidade aeroportuária de Lisboa, com nova estrutura no Montijo, e o lançamento do concurso para aquisição de comboios para o serviço regional da CP, por exemplo, Costa afirmou que, “felizmente, hoje o país tem condições financeiras para o poder fazer”. “Não tem a ver com o ano eleitoral. Nenhuma destas obras vai estar pronta a tempo das eleições. Portanto, iremos ter as eleições com o incómodo que sempre qualquer obra vai provocar”, insistiu.

Costa desejou ainda a prossecução de negociações “de forma construtiva” com os sindicatos de professores sobre a recuperação do tempo de serviço, sem “uma posição radical e intransigente como a que têm mantido até agora” ao reclamarem a reposição de “nove anos, quatro meses e dois dias nem menos uma hora”.

 

JTM com Lusa