A China vai construir ou modernizar, até 2030, cerca de 1.100 infra-estruturas de armazenamento e distribuição de produtos agrícolas essenciais, no âmbito de um plano destinado a reforçar a segurança alimentar e a auto-suficiência do país. O projecto integra o plano de desenvolvimento para 2026-2030 da Federação Nacional Chinesa de Cooperativas de Abastecimento e Comercialização, o principal canal estatal de distribuição de factores de produção agrícola, informou o portal China Food Safety. O documento prevê a construção ou modernização de cerca de 100 armazéns estratégicos nacionais e de aproximadamente 1.000 centros de distribuição, integrados numa rede composta por seis corredores horizontais, sete corredores verticais e dois eixos costeiros. O plano contempla igualmente a criação ou modernização de 1.000 centros normalizados de serviços agrícolas nos próximos cinco anos e o reforço das operações de lavoura, sementeira, protecção das culturas e colheita, com o objectivo de estabelecer uma rede de abastecimento “eficiente e fluida”. Estas infra-estruturas disponibilizarão serviços de secagem e armazenamento para reduzir as perdas após a colheita. A China prevê ainda aumentar este ano em cerca de 700 mil toneladas a capacidade de armazenamento de cereais. A segurança alimentar continua a ser uma prioridade do Governo chinês, que defende uma estratégia de auto-suficiência assente na produção nacional e uma maior contenção das importações de cereais. A China concentra cerca de 18% da população mundial, mas dispõe de menos de 9% das terras aráveis do planeta. Em 2023, o Presidente chinês, Xi Jinping, advertiu que, embora “1,4 mil milhões de chineses tenham alimentação suficiente”, o país não deve “relaxar na questão da segurança alimentar” nem depender exclusivamente do mercado internacional para garantir o abastecimento.



