A China vai prolongar por mais cinco anos os direitos “antidumping” que aplica às importações de fibra óptica monomodo procedentes da Índia, após concluir que a sua retirada poderia favorecer a reaparição de práticas de “dumping” e prejudicar a indústria chinesa. A medida entra hoje em vigor e manterá sem alterações as taxas aplicadas aos diferentes fabricantes indianos, informou o Ministério do Comércio chinês. As taxas oscilam entre os 7,4% para a Sterlite Technologies e os 30,6% para a Aksh Optifibre e Finolex Cables, enquanto as restantes empresas indianas estarão sujeitas, com carácter geral, a uma taxa de 24,5%. Pequim impôs estes direitos pela primeira vez em Agosto de 2014 por um período de cinco anos e decidiu prorrogá-los em 2020. Em Agosto de 2025, abriu uma nova revisão, e após um ano de avaliação, o Ministério concluiu que a eliminação das medidas poderia provocar a continuação ou a reaparição do “dumping” e dos danos aos produtores nacionais.