A China “não tolerará absolutamente” a independência de Taiwan, disse o Presidente chinês à líder da oposição da ilha, na sexta-feira, no Grande Salão do Povo, apelando a esforços para avançar com a “reunificação”. Cheng Li-wun, presidente do Kuomintang (KMT), partido da oposição, maioritária desde 2024 em Taiwan, visitou o Interior da China numa missão que classificou como de paz, com o objectivo de reduzir as tensões com Pequim. Segundo a agência Xinhua, Xi Jinping afirmou que o encontro entre os líderes do Partido Comunista Chinês (PCC) e do KMT, após 10 anos, é de grande importância para o desenvolvimento das relações entre os dois partidos e no Estreito de Taiwan. Xi enfatizou que, independentemente da evolução do cenário internacional e da situação no Estreito, a tendência geral de revitalização da nação chinesa permanecerá inalterada. Frisou ainda que os povos de ambos os lados do Estreito de Taiwan anseiam por paz e tranquilidade, pela melhoria das relações e por uma vida melhor. “Esta é uma responsabilidade à qual o PCC e o KMT não se podem esquivar, e também uma força motriz para que os dois partidos trabalhem em conjunto”, acentuou. Xi manifestou a disponibilidade para trabalhar com todos os sectores e partidos de Taiwan, incluindo o KMT, para fortalecer os intercâmbios e o diálogo, promover a paz no Estreito, melhorar o bem-estar da população e impulsionar o rejuvenescimento nacional, com base no fundamento político comum de aderir ao Consenso de 1992 e opor-se à “independência de Taiwan”. Nesse quadro, assinalou a necessidade de uma correcta compreensão da identidade nacional. “As diferenças nos sistemas sociais não devem ser uma desculpa para a secessão”, comentou, defendendo que “a questão central para a salvaguarda da pátria comum reside no reconhecimento de que ambos os lados do Estreito pertencem a uma só China”. “Acolhemos com satisfação quaisquer propostas que contribuam para o desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados do Estreito e não pouparemos esforços para promover quaisquer iniciativas que visem este desenvolvimento”, disse, apontando a “independência de Taiwan” como principal culpada por minar a paz no Estreito de Taiwan. “Não devemos tolerá-la nem aceitá-la”, advertiu Xi, referindo também que os compatriotas taiwaneses são bem-vindos a visitar o Interior da China, incentivando os jovens de Taiwan a procurarem oportunidades no Continente. “Reconhecerão que as perspectivas de desenvolvimento de Taiwan dependem de uma pátria forte e que os interesses e o bem-estar dos compatriotas taiwaneses estão intimamente ligados ao grande rejuvenescimento da nação chinesa”, reforçou. Por sua vez, Cheng Li-wun reconheceu que as pessoas de ambos os lados do Estreito de Taiwan são chinesas e pertencem a uma só família. O KMT e o PCC devem defender a base política comum de aderir ao Consenso de 1992 e opor-se à “independência de Taiwan”, reforçar a confiança política mútua, preservar a história chinesa, promover a cultura chinesa e expandir os intercâmbios e a cooperação em todas as áreas. Também apelou a esforços para promover o desenvolvimento pacífico das relações no Estreito e impulsionar o rejuvenescimento da nação chinesa.

 

JTM com agência Xinhua