O ex-presidente do Banco de Desenvolvimento da China Ouyang Weimin está a ser investigado num suposto novo caso de corrupção no país, no âmbito de uma campanha que já afectou vários altos responsáveis, informaram media oficiais. Ouyang está a ser alvo de uma revisão disciplinar e de uma investigação de supervisão por suspeitas de ter cometido “graves violações da disciplina do partido e da lei”, noticiou a agência de notícias oficial Xinhua. A investigação está a cargo da Comissão Central de Inspecção Disciplinar do PCC e da Comissão Nacional de Supervisão, os principais órgãos anti-corrupção do partido e do Estado, respectivamente. Os organismos não especificaram as acusações que pesam sobre o ex-dirigente, mas a formulação utilizada corresponde à forma habitual como a China anuncia este tipo de investigações, que frequentemente acabam por estar relacionadas com casos de corrupção. Em Abril de 2025, o ex-vice-presidente do Banco de Desenvolvimento da China Li Jiping foi condenado a 14 anos de prisão por aceitar subornos que o tribunal estimou em 57,3 milhões de yuan durante as duas décadas em que trabalhou na instituição. O nome de Ouyang é o mais recente a surgir no âmbito da campanha anti-corrupção que as autoridades chinesas têm levado a cabo no sector financeiro, em curso há anos e na qual, até ao momento, foram acusados vários funcionários de organismos reguladores e altos executivos de empresas e bancos. Após a chegada ao poder em 2012, o Presidente chinês e secretário-geral do PCC, Xi Jinping, impulsionou uma ampla campanha anti-corrupção que atingiu funcionários de todos os níveis, desde quadros locais até dirigentes provinciais, altos comandos militares e responsáveis por grandes conglomerados estatais. A campanha foi apresentada pelas autoridades como um esforço para reforçar a disciplina interna e combater a corrupção, embora alguns observadores considerem que também possa servir para afastar determinadas figuras da vida política, escreveu a agência de notícias EFE.