O Governo chinês acusou ontem os EUA de tentarem “destruir” o comércio entre os dois países, depois de Washington voltar a ameaçar impor tarifas às exportações chinesas totalizando 200 mil milhões de dólares. “As elevações mútuas de tarifas em grande escala entre China e Estados Unidos conduzirão, inevitavelmente, à destruição do comércio sino-americano”, avisou Li Chenggang, vice-ministro do Comércio. Para Li, a actual política americana “interfere com o processo de globalização” e “prejudica a ordem económica mundial”. O Presidente dos EUA anunciou na terça-feira novas taxas alfandegárias, de 10%, sobre um total de 200 mil milhões de dólares em bens importados da China. O anúncio surge poucos dias depois da entrada em vigor nos EUA de taxas alfandegárias, de 25%, sobre 34 mil milhões de dólares de importações da China. “Este é um momento caótico para o comércio internacional”, avisou Li. Analistas têm advertido que uma guerra comercial entre as duas potências económicas poderá ter forte impacto negativo na economia mundial. No intervalo de um mês, esta “guerra comercial” já levou a uma desvalorização de 9,08% na Bolsa de Xangai, principal praça financeira da China.



