A Polícia Judiciária (PJ) realizou uma operação contra a imigração ilegal, que incide, sobretudo, na região da Grande Lisboa, indicaram as autoridades policiais através de comunicado, numa notícia primeiramente avançada pela RTP. A PJ confirmou a detenção de 55 pessoas, suspeitas da prática de crimes de auxílio à imigração ilegal, associação de auxílio à imigração ilegal e falsidade informática. Segundo a PJ, os suspeitos visados na operação ‘Aliança Digital’ “delinearam e concretizaram um plano criminoso, através das redes sociais, com o intuito de promover a regularização fraudulenta de cidadãos estrangeiros”. Em comunicado a autoridade explica que o ‘modus operandi’ consistia em promover reuniões com os cidadãos estrangeiros, “onde lhes era explicado que a forma mais fácil de se regularizarem e obterem autorização de residência seria com a abertura de empresa”. “Posteriormente, uma vez que tais procedimentos eram exigentes, os suspeitos passavam a sugerir a realização de casamentos de conveniência com cidadãs portuguesas, não havendo qualquer relação entre os nubentes, mediante o pagamento de elevadas contrapartidas pecuniárias”, acrescenta. Desenvolvida através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica, a operação contou com a colaboração de cerca de 300 elementos da PJ, tendo sido cumpridos 57 mandados de busca e apreensão. As buscas permitiram a recolha e apreensão de prova de natureza documental e digital relevantes para o inquérito e ainda, para a identificação de outros suspeitos. Os detidos serão posteriormente presentes ao Ministério Público. Segundo as autoridades, esta é uma das várias operações que as autoridades portuguesas têm protagonizado ao longo dos últimos meses, contra a imigração ilegal. Recorde-se que no final de Junho, a PSP realizou uma operação num edifício que funcionava, alegadamente, como igreja evangélica. No seu interior, foi descoberto que dezenas de pessoas em situação irregular estavam a viver no armazém. No total, a PSP fiscalizou “24 cidadãos estrangeiros, encontrando-se todos em situação regular em território nacional, com excepção de um cidadão que se encontrava em situação irregular”. Nesta sequência, foi “elaborada uma notificação de abandono voluntário pela situação irregular em território nacional” e um “auto de notícia pelo crime de falsificação de documento e apreensão do respectivo documento”. No início do mesmo mês duas pessoas foram detidas por suspeitas de auxílio à imigração ilegal e de tráfico de pessoas, no âmbito de uma operação que incluiu o cumprimento de 70 mandados de busca em vários locais do norte e centro do país. As suspeitas recaiam sobre o aproveitamento por um grupo de pessoas e de sociedades da “fragilidade documental, social e económica de diversos cidadãos originários de países terceiro”. Estes, na esperança de ver a sua permanência regularizada em Portugal, aceitavam trabalhar sem contrato formalizado, recebendo remuneração inferior à praticada no mercado para as funções realizadas em sectores de utilização intensiva de mão-de-obra, como o do abate, preparação e comercialização de carne. Os detidos ficaram em prisão preventiva, indiciados pelos crimes de auxílio à imigração ilegal, de associação de auxílio à imigração ilegal, de angariação de mão-de-obra ilegal, de tráfico de pessoas e de branqueamento.
JTM com Lusa e media de Portugal



