O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luis Carneiro, durante a apresentação pública da sua candidatura a secretário-geral do partido, na sede do PS, em Lisboa, 28 de fevereiro de 2026. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luis Carneiro, durante a apresentação pública da sua candidatura a secretário-geral do partido, na sede do PS, em Lisboa, 28 de fevereiro de 2026. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O recandidato a líder socialista, José Luís Carneiro, defendeu que cumpriu “com zelo” a missão de dirigir o PS quando o “declínio parecia irreversível” e que uniu o partido, considerando inaceitáveis posições de “colocar uns contra os outros”. “Foi com sentido de missão que parti para esta responsabilidade. Olhando para trás, sinto que cumpri com zelo o meu dever. Uni o partido. E além da confiança dos militantes e dos simpatizantes, sinto que contribuí para recuperarmos a confiança de amplos sectores da sociedade portuguesa”, disse no sábado na apresentação da recandidatura ao cargo de secretário-geral do PS, eleições às quais concorre de novo sozinho. Referindo-se à sua candidatura, há oito meses, ao lugar deixado por Pedro Nuno Santos, um “mandato de natureza intercalar”, defendeu que o fez então “como imperativo de consciência e sentido de responsabilidade para com o país”. Carneiro considerou que as eleições autárquicas de Outubro mostraram que “o declínio eleitoral não era irreversível e que os valores e os princípios do PS continuam a morar na casa do poder local democrático”. “Nas eleições presidenciais, e ao fim de 20 anos afastados da Presidência da República, fomos capazes de apoiar um único candidato. De apoiar o candidato que passou à segunda volta e que, na segunda volta, com o apoio de todos os democratas, derrotou os extremismos, os populismos e a demagogia”, elogiou, numa referência a António José Seguro, mas sem dizer o seu nome. O secretário-geral do PS apresentou a sua recandidatura “para servir o país” e “com os valores e os princípios da liberdade, da igualdade e da solidariedade”, os “valores do socialismo democrático, do socialismo em liberdade, como dizia Mário Soares”. “Da autêntica social-democracia em Portugal. Do equilíbrio entre a liberdade e a igualdade. Do equilíbrio entre o crescimento da economia, a criação de riqueza e a justiça social”, disse. Sem procurar eleições antecipadas, mas a preparar o PS para “todas as responsabilidades”, Carneiro recandidata-se, sem opositor, ao cargo de secretário-geral socialista com uma moção focada na habitação, saúde, melhores salários e uma nova política fiscal.

 

JTM com Lusa