A Comissão Europeia (CE) emitiu directrizes sobre os planos de preços mínimos para os veículos eléctricos (VE) chineses, com o objectivo de orientar as futuras propostas de compromisso por parte dos fabricantes para as suas exportações. “O documento que publicámos tem como objectivo orientar os exportadores chineses que estejam a considerar apresentar propostas de compromisso de preços para as exportações de veículos eléctricos a bateria para a União Europeia [UE], que estão actualmente sujeitos a direitos compensatórios”, disse o porta-voz da Comissão, numa conferência de imprensa. Olof Gill deixou bem claro que o documento “oferece orientação, nada mais”, quando questionado se implicava que tinha sido alcançado um acordo com a China sobre os preços dos VE. Gilling recordou que, no início de Dezembro, a Comissão iniciou uma investigação provisória para examinar uma proposta de compromisso de preços que tinha recebido. Assim, Bruxelas acredita que este “era o momento oportuno para publicar estas orientações adicionais, para que os futuros compromissos de preços, caso sejam apresentados, tenham uma estrutura muito clara para serem desenvolvidos”. Horas antes, o Ministério do Comércio da China destacou que as orientações estipulam que cada oferta de preço será avaliada “de acordo com os mesmos critérios legais, objectivamente e de forma justa, seguindo o princípio da não discriminação e em conformidade com as regras relevantes” da Organização Mundial do Comércio. Para o ministério, estas orientações demonstram que tanto Pequim como Bruxelas “têm a capacidade e a vontade de resolver adequadamente as suas divergências através do diálogo e da consulta”, bem como de “manter a estabilidade das cadeias industriais e de abastecimento no sector automóvel da China, da UE e do mundo em geral”. “Isto contribui não só para assegurar o desenvolvimento saudável das relações económicas e comerciais entre a China e a UE, como também para salvaguardar uma ordem comercial internacional baseada em regras”, concluiu. Em Outubro de 2024, entraram em vigor tarifas até 35,3% sobre as importações de VE da China para a UE, aprovadas por Bruxelas. A CE impôs tarifas de 35,3% sobre o fabricante chinês SAIC (detentor das marcas MG e Maxus, entre outras), de 18,8% sobre a Geely e de 17% sobre a BYD, por um período máximo de cinco anos. A China respondeu com tarifas sobre o conhaque, a carne de porco e os produtos lácteos europeus, contudo, as relações bilaterais melhoraram nos últimos meses, principalmente após a escalada tarifária iniciada pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.
JTM com agências internacionais



