A Guarda Revolucionária do Irão (IRGC) anunciou ontem que respondeu a uma ofensiva dos EUA contra uma torre de telecomunicações no sul do país lançando um ataque contra uma base aérea norte-americana. “Após o ataque das forças armadas dos EUA a uma torre de telecomunicações na Ilha Sirik, na província de Hormozgan, há uma hora, caças da Força Aeroespacial da IRGC atacaram a base aérea de onde partiu o ataque”, disse o corpo militar de elite num comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim, afiliada da IRGC. Sem especificar a localização da base americana, o Irão assegurou que “os alvos pretendidos foram destruídos”. A Guarda alertou que “se a agressão se repetir, a resposta será completamente diferente” e “a responsabilidade recairá sobre o regime agressor dos EUA”. Por sua vez, os EUA indicaram que lançaram vários ataques contra o Irão no fim-de-semana em resposta a “acções agressivas” do país persa, incluindo o abate de um drone em águas internacionais. Ambos os anúncios surgem enquanto Washington e Teerão negoceiam – com a mediação do Paquistão – um plano de paz para pôr fim à guerra. O Presidente norte-americano reuniu-se com a sua equipa de segurança na sexta-feira para tomar uma decisão “final” sobre o assunto, porém, a reunião que terminou sem acordo, segundo a imprensa norte-americana. No domingo, Donald Trump enfatizou que a sua proposta inclui cláusulas detalhadas sobre o programa nuclear iraniano, depois de a imprensa americana ter noticiado que o Presidente tinha solicitado alterações a algumas disposições da minuta do acordo que ambos os lados têm vindo a discutir há semanas, nomeadamente sobre questões relacionadas com o programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz. O principal negociador iraniano Mohammad Bagher Ghalibaf, condicionou qualquer acordo com os EUA à garantia dos “direitos” de Teerão, sublinhando que não acredita nas “palavras” ou “promessas” de Washington nas negociações em curso para pôr fim à guerra no Médio Oriente.
JTM com agências internacionais



