O Presidente angolano, João Lourenço, inaugurou o maior projecto diamantífero do país, a mina de Luele (Luaxe), que deve iniciar a exploração ainda este ano com uma perspectiva de produção de 628 milhões de quilates. O kimberlito (rocha matriz do diamante) do projecto Luele, localizado no nordeste de Angola, província da Lunda Sul, foi descoberto em Novembro de 2013, durante as pesquisas geológicas da Sociedade Mineira de Catoca, segundo o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás. Os estudos preliminares do potencial geológico indicam que o kimberlito Luele, com 600 metros de profundidade, numa área de 105 hectares, contém uma quantidade de minério de 647 milhões de toneladas, que resultarão em 628 milhões de quilates durante a vida útil de 60 anos da mina. Até agora foram investidos 635 milhões de dólares pela Sociedade Mineira do Luele, em que a Catoca tem uma participação de 50,5%, a diamantífera estatal angolana Endiama, 25%, a Falcon, 19,5%, a Reform, 4,0%, e o Instituto Geológico de Angola, 1%. Na inauguração, o ministro da tutela, Diamantino Azevedo, abordou a indústria diamantífera de Angola no contexto internacional, destacando o regresso ao país da multinacional De Beers e, pela primeira vez, da gigante da mineração global Rio Tinto, “que, além de diamantes, está a verificar a oportunidade para realização de investimentos na prospecção de outros minerais”.
Petição pelo centenário de Amílcar Cabral soma 4.000 assinaturas
A petição para que se realize uma cerimónia oficial em Cabo Verde para celebrar o centenário do nascimento de Amílcar Cabral já conta mais de 4.000 assinaturas e será entregue em Janeiro, disse à Lusa a promotora. Segundo a historiadora cabo-verdiana Ângela Coutinho, após a entrega do documento, espera-se que seja agendada uma discussão pública em reunião plenária da Assembleia Nacional de Cabo Verde. Em 30 de Outubro, a bancada parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD, no poder) votou contra uma resolução apresentada pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, na oposição) para celebrar os 100 anos do nascimento do líder das independências da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, a 12 de Setembro de 2024. Dez dias depois, Ângela Coutinho, residente em Lisboa, foi a promotora de petição na internet, que já conta com mais de 4.000 assinaturas, sobre um assunto que tem motivado várias reacções no país e no estrangeiro.
Maputo prevê investimentos para transição energética
Moçambique prevê investimentos de 80 mil milhões de dólares na Estratégia de Transição Energética (ETS) até 2050, roteiro que será apresentado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, na cimeira do clima, no Dubai. “Moçambique tem um grande potencial para ser um líder global no desenvolvimento alinhado com o clima. Isto deve-se aos seus consideráveis recursos de energia renovável e às substanciais reservas de gás natural. O ambicioso ETS estabelece um caminho claro para aproveitar estes activos e permitir o crescimento sustentável a nível nacional, apoiando simultaneamente a redução de emissões a nível local e mundial”, lê-se numa informação do Ministério dos Recursos Minerais e Energia. O documento com as prioridades de Moçambique foi aprovado em reunião do Conselho de Ministros a 21 de Novembro, a partir do compromisso assumido pelo Presidente Filipe Nyusi na conferência climática COP27 de 2022, no Egipto. A “expansão significativa da capacidade de energia renovável”, a “promoção da industrialização verde”, fomentar o “acesso universal” à energia e descarbonizar os transportes através de biocombustíveis, veículos eléctricos e transporte ferroviário são os quatro pilares estratégicos principais que enquadram o ETS, que será apresentado a 2 de Dezembro, durante a COP28, no Dubai.



