Pelo menos 400 delegados iniciaram, no sábado, a primeira Convenção Nacional do Anamola, na província moçambicana de Nampula, um encontro de três dias que deverá eleger o presidente do partido, liderado interinamente por Venâncio Mondlane.
Abdul Nariz, assessor de imprensa da Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), disse à Lusa que o evento, em que devem estar 400 delegados do partido com direito a voto, além de 50 convidados, entre nacionais e estrangeiros, arrancou com um programa aberto ao público, marcado por uma marcha, no sábado.
Segundo Nariz, ontem, o encontro passou a um formato mais restrito, reservado aos membros, mantendo ainda a presença da imprensa no período inicial da convenção, que será também transmitida em directo nas redes sociais do partido fundado em Agosto por Venâncio Mondlane, único candidato à presidência da formação política.
“Depois haverá um momento fechado, isto é, no período de tarde prevê-se fechar basicamente o evento. [Vai] ser muito restrito, sem transmissão em directo, sem imprensa”, explicou ainda a fonte.
Hoje, as sessões serão totalmente reservadas, incluindo a apreciação de resoluções do partido e a eleição do presidente.
A Convenção Nacional deverá encerrar com uma conferência de imprensa para divulgação das decisões tomadas, incluindo a escolha da nova liderança do partido.
A plataforma Decide, Organização Não-Governamental (ONG) moçambicana, contabilizou na quinta-feira quatro feridos à chegada de Venâncio Mondlane a Nampula, norte do país, para a Convenção Nacional do Anamola, com a polícia a disparar gás lacrimogéneo para dispersar populares.
Em 1 de Junho, Abdul Nariz disse à Lusa que a Convenção Nacional da Anamola é o mais alto fórum político, organizacional e deliberativo do partido, reunindo dirigentes, membros, delegados e convidados nacionais e internacionais para debater, definir e aprovar as principais orientações políticas, estratégicas e institucionais da organização.
O responsável assinalou que o ponto mais alto do evento será a realização dos processos eleitorais internos, nomeadamente, a eleição do líder do partido, dos membros do Conselho Nacional e da Comissão Executiva do Partido. Serão igualmente ratificadas as nomeações dos presidentes dos conselhos nacionais de jurisdição e de fiscalização, e dos membros da comissão de ética.
Em 8 de Outubro, Venâncio Mondlane, candidato presidencial nas eleições de 2024, afirmou que, um ano depois das eleições gerais de 9 de Outubro de 2024, Moçambique estava numa “situação calamitosa” e admitiu voltar a concorrer, em 2029, se o Anamola assim decidir.
Moçambique deverá realizar eleições autárquicas em 2028 e eleições gerais em 2029.
JTM com Lusa



