Sistemas que permitem ao cliente mudar o tamanho de um vestido ou que sugerem a bolsa que melhor combina e espelhos que mostram as cores disponíveis para sapatos são algumas tecnologias das lojas do futuro, prestes a ser uma realidade na China
Através do seu portal de vendas Taobao e da marca americana de moda Guess, o grupo Alibaba inaugurou em Hong Kong a “FashionAI”, uma loja piloto que faz chegar a inteligência artificial ao mundo da moda e oferece uma experiência personalizada e diferente de “fazer compras”. “A FashionAI personifica o nosso pensamento sobre como pode ser o futuro da moda no retalho e explora o uso de tecnologias para compreender melhor e atender às necessidades dos consumidores de moda”, realçou em comunicado Zhuoran Zhuang, vice-presidente do Alibaba.
O acesso à loja é feito através do telemóvel, mediante o scan de um código QR com a conta de utilizador do Taobao. Segue-se o reconhecimento facial do potencial comprador, que poderá então passear pela loja como em qualquer outro estabelecimento normal. Se gostar de alguma peça e quiser experimentá-la, o cliente pode aproximar-se dos espelhos inteligentes onde imediatamente surge o artigo e nos quais é possível escolher o tamanho e a cor. O espelho também faz sugestões sobre outros artigos existentes na loja que poderiam combinar com a peça escolhida.
O consumidor não terá de carregar as roupas, uma vez que um vendedor irá entregar-lhe os produtos seleccionados para experimentar. Novamente com o recurso ao espelho inteligente, o cliente poderá na zona de provas pedir um tamanho diferente ou outro modelo. Além disso, caso se arrependa de não ter comprado algo depois de sair da loja, ainda pode fazer o respectivo pedido online, já que tudo o que provou ficará registado.
“A tecnologia baseia-se nos conhecimentos do consumidor do ecossistema, em imagens de mais de 500 mil equipas de estilistas no Taobao, assim como na experiência em moda das marcas associadas do Tmall”, explicou a empresa.
Segundo a agência EFE, a loja só esteve aberta três dias na semana passada, mas a Alibaba prevê que, num futuro não muito distante, este conceito possa ser uma realidade que eleve a eficácia do comércio graças à inteligência de dados.
Este projecto integra-se no objectivo do gigante do comércio online de estar cada vez mais presente nas lojas físicas, bem como de fazer com que a tecnologia possa dar nova vida às vendas no retalho tradicional. Para a companhia fundada por Jack Ma, o “novo comércio no retalho” é a solução para os vendedores físicos, muito afectados pela explosão do comércio electrónico que ocorreu na China e no mundo nos últimos anos.
Na área do comércio não online, até agora, a Alibaba tinha investido sobretudo no sector da alimentação, possuindo uma rede de supermercados, Hema, e uma participação na Sun Art, do mesmo sector.
Em Maio, o portal da Alibaba Tmall e a marca Intersport também inauguraram em Pequim uma loja interactiva, “Tmall x Intersport”, que inclui elementos como os jogos de realidade aumentada e os espelhos inteligentes, que proporcionam informações sobre o calçado à venda. A “Tmall Fashion” já colaborou com mais de 400 marcas, incluindo internacionais como Burberry e Zara, e interveio em mais de 50 mil vitrines em toda a China.
JTM com agências internacionais



