O governo de Pequim vai criar uma força policial para tratar especificamente de crimes ambientais, como parte dos esforços para limpar o ar da capital chinesa e combater poluidores persistentes. A unidade de polícia ambiental reprimirá churrascos a céu aberto, a incineração de lixo, queima de biomassa e poeira de rodovias, disse o “mayor” em exercício de Pequim, Cai Qi, citado pela agência Xinhua. “O incumprimento dos regulamentos é consequência da falta de supervisão e fraca actuação de agentes da lei”, advertiu Cai, numa reunião do governo. Cerca de três anos após o início da “guerra à poluição”, grandes partes do norte da China foram envoltas por “smog” no Ano Novo, provocando níveis perigosos de qualidade do ar em cidades como Pequim, Tianjin e Xian, e forçando muitas pessoas a ficar em casa. O “smog” que encobriu cidades e interrompeu tráfego aéreo, operações portuárias e actividades escolares foi causado por um aumento no uso de carvão para aquecimento no Inverno, bem como por condições climáticas desfavoráveis. O Governo central tem prometido mobilizar mais recursos policiais e judiciais para processar companhias e representantes locais responsáveis por excederem os limites de emissões. Porém, embora a legislação ambiental da China tenha sido reforçada nos últimos anos, autoridades ainda sofrem com falta de pessoal para aplicação das normas.