Milhares de pessoas acompanharam ontem o início das cerimónias fúnebres do antigo Presidente da República Mário Soares, seguindo um cortejo que desfilou por algumas das principais artérias de Lisboa.

Dois dias depois da morte de Mário Soares, no sábado, aos 92 anos, as cerimónias fúnebres de Estado iniciaram-se com a chegada da urna à residência do antigo Presidente, no Campo Grande, atraindo largas centenas de pessoas que aplaudiram e deixaram palavras de louvor, como “Soares é fixe”.

O arranque do cortejo voltou a ser feito ao som de aplausos dos populares que aguardavam a chegada da urna, coberta com a bandeira portuguesa.

Do Campo Grande, o cortejo, com escolta de cerca de 30 motos da GNR, seguiu para a Praça do Município, tendo a urna sido recebida pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, vereadores do executivo e outros autarcas e ainda pela família, representada pelos filhos João e Isabel Soares e pelos netos Jonas e Lilah Soares.

A urna foi depois retirada do carro funerário para o armão militar (espécie de charrete) por seis militares da GNR, seguindo-se a entrega, pelos netos, das condecorações que acompanharam a urna.

Na fachada dos Paços do Concelho, destacavam-se dois cartazes de grande dimensão (iguais aos 500 que estão colocados por toda a cidade) com a inscrição “Obrigado Mário Soares” acompanhada por uma fotografia de corpo inteiro e a preto e branco do histórico socialista, a caminhar na praia.

Também o percurso do cortejo entre os Paços do Concelho e o Mosteiro dos Jerónimos foi sempre sendo acompanhado por populares, que assistiam ao desfile nomeadamente ao longo da Avenida 24 de Julho, que esteve cortada ao trânsito.

À chegada ao Mosteiro dos Jerónimos, ouviram-se mais aplausos e “Soares é fixe”, antes da urna ser colocada na Sala dos Azulejos, entrando de seguida a família, a ministra da Presidência, o presidente da Assembleia da República e o Presidente da República.

O funeral realiza-se pelas 15:30 de hoje (23:30 em Macau), no Cemitério dos Prazeres.