A licenciatura em terapia da fala ministrada pelo Instituto Politécnico de Macau atraiu 700 alunos quando estavam disponíveis apenas 20 vagas. O presidente do IPM assegurou que os lugares abertos no próximo ano lectivo serão os mesmos mas, num futuro próximo, poderão ser abertas mais vagas e criados novos cursos na área da terapia

 

Rima Cui

 

Apesar do grande interesse da comunidade académica pelo novo curso de Licenciatura em Ciência de Terapia de Fala e da Linguagem, com 700 candidatos para 20 vagas, o Instituto Politécnico de Macau (IPM) não irá alterar o número máximo de lugares disponíveis no próximo ano lectivo, garantiu Leong Heong Iok.

Todavia, o presidente do IPM não descarta a possibilidade de alterar o número de vagas disponíveis por turma mostrando-se aberto a negociar com os departamentos competentes sobre a viabilidade de alargar as vagas dessa licenciatura face à evidente e elevada procura pela formação.

Ao mesmo tempo, Leong Heong Iok revelou ao “Ou Mun Tin Toi” que o IPM está a estudar “de forma activa” com organismos do Governo – sobretudo com a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude e o Instituto de Acção Social (IAS) – sobre a criação de cursos de terapia ocupacional e de terapia física. Além dos conhecimentos teóricos, o programa concederá a cada aluno 500 horas de estágio em instituições ou hospitais de Taiwan do longo do quarto ano.

Segundo dados dos Serviços de Saúde (SSM), há 26 terapeutas da fala no território, número que Celeste Vong, presidente do IAS, considera ser “muito reduzido”.

De recordar que o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior prevê que mais de 10 alunos formados por este curso possam vir a trabalhar na RAEM. Para colmatar o problema a curto prazo, Lei Chin Ion, director dos SSM, revelou que um dos objectivos é importar 10 profissionais de Hong Kong e Taiwan.