Américo Amorim morreu ontem aos 82 anos, vítima de problemas de saúde que já o afectavam há algum tempo. Único português no “ranking” 2016 dos 500 mais ricos da revista Forbes, com uma fortuna superior a 4.000 milhões de euros, Américo Amorim deixa três filhas e um património baseado na cortiça, que se estende do imobiliário à energia. O empresário de Mozelos, Santa Maria da Feira – que em tempos afirmou que não se considerava “rico”, mas “trabalhador”, numa referência ao percurso que o levou desde a pequena empresa fundada pelo avô em 1870 a líder mundial no sector da cortiça – tem hoje uma actividade empresarial que vai desde a banca à Bolsa, casinos, luxo, unidades turísticas e empresas petrolíferas. Nascido a 21 de Julho de 1934, terminou o Curso Geral do Comércio e ingressou na empresa de cortiça da família, cuja origem remonta a 1870, tendo participado com os irmãos na fundação da Corticeira Amorim, da Ipocork e da Champcork, empresas do sector dos derivados da cortiça. Actualmente, o Grupo Amorim detém posições em dezenas de empresas nos cinco continentes e em diversas áreas económicas, desde a cortiça (através da Corticeira Amorim) ao têxtil (através da centenária Gierlings Velpor, especializada em veludos e têxteis técnicos), à vitivinicultura e ao enoturismo. Cônsul-geral honorário da Hungria em Portugal, a 24 de Novembro de 1983 Américo Amorim foi feito Comendador da Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial Classe Industrial e a 30 de Janeiro de 2006 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.