O director do Departamento para os Assuntos Económicos do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, Liu Bin, defendeu ontem que o território deve cooperar com a RAEHK e Guangdong para desenvolver as áreas marítimas concedidas. Em Novembro do ano passado, Chui Sai On, indicou que Macau vai ter um plano de aproveitamento e desenvolvimento das zonas marítimas até 2036, mas até à data não são conhecidos pormenores. “Esta estrutura económica [de Macau] não é fácil de mudar num curto espaço de tempo. Proponho, no âmbito da cooperação, desenvolver em conjunto planos e concepções para aproveitar a área marítima (…) explorando os sectores ligados ao jogo, como o turismo e lazer oceânico, como a tecnologia oceânica” disse, enumerando exemplos. Liu Bin referiu que o plano de integração económica entre Guangdong, Macau e Hong Kong requer abertura para ultrapassar os obstáculos inerentes ao facto de serem ordenamentos jurídicos diferentes, com distintos níveis de desenvolvimento socioeconómico. “Na verdade, determinadas políticas carecem de aperfeiçoamento ou ainda não estão devidamente implementadas”. A solução, entende Liu Bin, passa por “potenciar as vantagens da diversidade e complementaridade dos regimes existentes na Grande Baía e construir um mercado a partir da articulação das diferentes áreas”.